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Dissecando o protocolo HTTP/2 Rafael Rinaldi

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http://rinaldi.io

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http://netshoes.com.br

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http://sp.femug.com

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http://zofe.com.br

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Hypertext Transfer Protocol (HTTP)

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Base da comunicação de dados na World Wide Web

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Comunicação entre o servidor e o client com o intuito de transferir arquivos

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Primeiro draft disponibilizado em 1991

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1. Client se conecta ao host; 2. Servidor aceita a conexão; 3. Client faz requisição de um arquivo; 4. Servidor envia uma resposta.

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λ http -v server.com GET / HTTP/1.1 Accept: */* Accept-Encoding: gzip, deflate Connection: keep-alive Host: server.com User-Agent: HTTPie/0.9.2

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λ http server.com HTTP/1.1 301 Moved Permanently Accept-Ranges: bytes Age: 887 Connection: keep-alive Content-Encoding: gzip Content-Length: 298 Content-Type: text/html; charset=iso-8859-1 Date: Thu, 05 Mar 2015 03:24:18 GMT Location: http://www.server.com Server: Apache/2.2.22 (Debian) PHP/5.3.3-7+squeeze25 with OpenSSL/0.9.8o Usou: Cache Vary: Accept-Encoding Via: 1.1 varnish X-Varnish: 180850535 180830146 …

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No content

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TCP/IP

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TCP/IP Internet Protocol

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TCP/IP Responsável por conectar uma rede a outra

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TCP/IP Transmission Control Protocol

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TCP/IP Mecanismo que nos permite transferir dados

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A B TCP

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A B TCP

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A B TCP

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A B TCP

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A B TCP

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IP → TCP → HTTP

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HTTP/1.x

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Introduzido em 1999 com diversas mudanças drásticas ao primeiro draft

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›❯ Conexões persistentes e reutilizáveis; ›❯ Transferência de dados em blocos; ›❯ Processamento paralelo de requests; ›❯ Mecanismos de cache mais inteligentes.

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›❯ Muitas features implementadas, poucas de fato utilizadas; ›❯ Integração inadequada com o protocolo TCP. ¯\_(ツ)_/¯

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A web evoluiu muito e de forma rápida

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Um website comum hoje possui tranquilamente mais de 90 dependências

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77 725K 1900K 100 Fonte: httparchive.org Últimos 4 anos

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Performance se torna o grande gargalo

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Otimização

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Keep alive

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Reutilizar uma única conexão TCP para enviar e receber múltiplos requests (ao invés de abrir uma nova conexão para cada request)

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λ http PUT server.com foo=bar HTTP/1.1 200 OK Connection: keep-alive Content-Length: 332 Content-Type: application/json Date: Thu, 05 Mar 2015 03:24:18 GMT Location: http://www.server.com Server: Apache/2.2.22 (Debian) PHP/5.3.3-7+squeeze25 with OpenSSL/0.9.8o { isSuccess: true }

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›❯ Diminuição do uso de memória e CPU; ›❯ Reduz congestionamento na rede; ›❯ Reduz latência dos requests posteriores.

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No HTTP/1.1 todas as conexões são persistentes (possibilidade de opt-out)

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A grande maioria dos browsers modernos implementam esse recurso por padrão

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HTTP Pipelining

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Client Servidor

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Uma forma de enviar um request enquanto se aguarda a resposta do anterior (processo síncrono)

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Client Servidor

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No content

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Head-of-line Blocking (HOL Blocking)

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Client Servidor Fila de responses ¯\_(ツ)_/¯

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HTTP Pipelining não funciona na prática

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Até hoje navegadores desktop vem com essa feature desabilitada por padrão

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Domain sharding

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O HTTP/1.1 nos permite apenas abrir de 6 a 8 conexões por origem (a primeira spec tinha uma limitação de apenas 2)

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Criar novos host names com o objetivo de aumentar o número de conexões (diminuindo tempo de carregamento)

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No content

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Utilizando essa técnica, alguns sites conseguem habilitar até 100 conexões simultâneas

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Otimização no front-end

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›❯ Concatenação e minificação de arquivos; ›❯ Utilização de sprites para imagens; ›❯ Inline de recursos; ›❯ Compressão de imagens.

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PageSpeed Module (modpagespeed)

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Implementa boas práticas de otimização de performance automaticamente

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Disponível para Apache e Nginx

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›❯ Reduzir lookup de DNS; ›❯ Reduzir número de requests; ›❯ Servir recursos através de uma CDN; ›❯ Adicionar “Expires header”; ›❯ Compressão GZIP em arquivos baseados em texto; ›❯ Evitar redirecionamento de URL.

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No content

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Surgiu então a necessidade de se pensar em otimização na camada de protocolo

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Construir algo em cima do HTTP era a única solução viável

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SPDY

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Introduzido em 2009

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Prova de conceito do Google de que a otimização na camada de protocolo era algo positivo e factível

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Reduzir latência e melhorar a segurança no tráfego de dados

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›❯ Compressão de header via zlib; ›❯ Depende de conexão segura para funcionar (HTTPS); ›❯ Adotado pela grande maioria dos navegadores modernos; ›❯ Suporte via módulos para web servers populares; ›❯ Introduziu muitos conceitos de melhoria de performance.

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HTTP/2

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HTTP/2

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Introduzido em 2012 como uma extensão do SPDY/3

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Retrocompatível com a arquitetura do HTTP

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Multiplexing

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Múltiplos requests rodando em paralelo

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Uma única conexão TCP assíncrona

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Client Servidor

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Binary framing

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Headers seguem formato binário

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Apenas informações do header que mudam entre requisições são enviadas (User-Agent, por exemplo, só é enviado uma única vez)

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Parsing simples e eficiente

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Client e servidor conversam através de frames

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No content

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Streams

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Todo frame negociado via HTTP/2 é associado a um stream

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Player toca o que já foi carregado (Buffer) O resto é carregado em paralelo

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No HTTP/2 podemos ter centenas de streams simultâneos pois seu custo é muito baixo

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Compressão

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Arquivos textuais são comprimidos com GZIP por padrão

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Compressão de headers por padrão

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Testes com compressão dos headers via GZIP mostraram vulnerabilidades (BREACH e CRIME)

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Um novo formato de compressão foi criado, o HPACK

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Priorização

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Graças a análise detalhada de dados via streams, conseguimos priorizar o carregamento de recursos

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Browser tem a capacidade de manipular a prioridade de carregamento com o intuito de otimizar a renderização da página

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Server Push

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Habilidade de sugerir arquivos a serem carregados

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Client Servidor index.html index.html style.css app.js logo.svg

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.inline-css { // ... } function inlineScript() { // ... }

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Inline de recursos, sem gambiarra e com suporte a cache!

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No content

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Extensões

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A spec do HTTP/2 diz que frames com tipos desconhecidos devem ser ignorados

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Temos nisso a oportunidade de se pensar em plugins e extensões que podem implementar tipos próprios

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Load balancers como Varnish e Squid podem se conectar diretamente ao protocolo

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Deploy

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Um dos problemas de se fazer mudanças no protocolo principal da web é de como será a adoção e a evolução disso

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Muito da forma como o controle de tráfego de rede funciona foi alterada e isso tem potencial para causar problemas

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No content

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Server

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Server Client

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Server Client }Middle boxes

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A necessidade de se usar SSL com HTTP/2 é uma forma de contornar isso. (Criptografia vem de brinde)

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Tirar proveito das melhorias sem quebrar compatibilidade com a estrutura atual da web.

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Com o TLS/SSL o servidor consegue negociar o uso do novo protocolo sem quebrar middle boxes

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TLS + ALPN =

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Mudanças de workflow

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›❯ Continue minificando JS, CSS; ›❯ Continue comprimindo imagens; ›❯ GZIP automático; ›❯ Mate bundles de arquivos; ›❯ ES6 modules + HTTP/2 = ❤; ›❯ Server push substitui inline de recursos sem gambiarra; ›❯ Sem necessidade de múltiplos hostnames; ›❯ Cookies em servidores estáticos não são mais problema.

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TL;DR

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›❯ Retrocompatível; ›❯ Compressão; ›❯ Multiplexing; ›❯ Binary framing; ›❯ Streams; ›❯ Priorização; ›❯ Extensões.

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Cenário atual

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›❯ Não use componentes de carrossel; ›❯ É bolacha, não biscoito! ›❯ HTTP/2 é bacon/donut (e não é do Google); ›❯ Brinks com seu servidor HTTP/2 (Node.js, Go, Ruby); ›❯ Servidores mais inteligentes; ›❯ Módulos experimentais para Apache e Nginx; ›❯ Utilize SPDY/HTTP/2 hoje! Pela ciência! ›❯ Acompanhar progresso do QUIC.

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No content

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http://moourl.com/http2book

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Muito obrigado http://rinaldi.io