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Cultura Hacker e Software Livre

Cultura Hacker e Software Livre

Breve apresentação sobre a cultura hacker e o movimento de software livre

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Marcelo Cavalcante Rocha

March 12, 2011

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Transcript

  1. Marcelo Cavalcante Rocha [email protected] www.marcelocavalcante.net Projetos: Tux­CE | KDE Brasil

    | ArchlLinux­br Developer | PUG­CE | TLUG | Maatkit | SFLPhone Certified Scrum Master ITIL V3 Certified
  2. Evolução da Informática e popularização da internet; Crimes Cibernéticos começam

    a surgir; Simples Vandalismo, destruição de dados; Lucro Financeiro, estelionato, chantagem...;
  3. Se o Cracker é o criminoso... e um Hacker é

    diferente de um Cracker... Então o que é o Hacker?
  4. Pekka Himanen Dr. em Filosofia Universidade de Helsínquia; * A

    Ética Hacker e o Espírito da Era da Informação, 2001; “Hacker é uma pessoa que tem uma paixão por tecnologia e desenvolve ou programa prazerosamente acreditando na filosofia do Software Livre, ou seja, que compartilhar informação é um poderoso bem concreto e que seja um dever moral compartilhar a sua perícia facilitando o acesso à informação e a recursos computacionais onde for possível.”
  5. Mas o livro é de 2001? O termo Hacker já

    existia bem antes disso, certo?
  6. Início dos anos 60; Programadores do MIT – Instituto Tecnológico

    de Massachusetts; “Título nobre para os aficcionados pelo mundo da computação que passavam horas diante da máquina por puro prazer e curiosidade.” Origem do termo Hacker
  7. Início da confusão Meados dos anos 80; Primeiros crimes computacionais;

    Mídia fica confusa: Como vou chamá-los? Ouvi dizer que uns tais Hackers possuem conhecimentos avançados em computadores...
  8. A coisa pegou... Surge a imagem pejorativa; Muitos abandonam o

    título; Poucos defendendo; Realmente queria que meu professor estivesse aqui...;
  9. O conhecimento é livre! Pólvora é algo bom ou ruim?

    Conhecimentos de programação, redes, segurança, tcp/ip, portas... é algo bom ou ruim? Apenas lembrando...
  10. Motivações Sentido da vida baseado em uma paixão; Paixão prazerosa,

    significativa ou inspiradora – trabalho = diversão (certo Mari?); Viver de paixão DIFERENTE de “apenas alegria”; Trabalho duro e árduo – comprometimento: resultado que pode beneficiar a muitos;
  11. Mais prazeroso é a perda de tempo com um tédio

    que envolve uma paixão do que um tédio que envolve uma obrigação ou um trabalho desagradável permanente, não é mesmo? Nós, da organização do Flisol sabemos disso... acredite...
  12. Richard Stallman e Linus Torvalds; Também responsáveis pelos fundamentos da

    Sociedade da Informação; Cultura Hacker diretamente ligada à Inclusão Digital; Exemplos?
  13. Parece tudo muito bonito... Colaborar, produzir por prazer.... Mas e

    as contas? Os hackers não tem contas para pagar? Ou pagam com desvio bancário de contas de terceiros?
  14. Isso me lembra algo... Não importando raça, credo ou nacionalidade,

    os hackers, em geral, são unidos em um objetivo em comum, provavelmente por meio da internet, que é fazer coisas que acham interessantes e construtivas.
  15. De onde vem... Mentalidade de Software Livre sempre existiu; Não

    havia sentido ou explicação “racional” para refazer o mundo; Todos ganham; Surge uma nova ideia: Fechar o código e ganhar dinheiro; O conhecimento deixa de ser livre – passa a ter um dono e uma patente, prejudicando e atrasando a evolução da tecnologia;
  16. De onde vem... ~1983 – 1984 – Richard Stallman percebe

    que o senso de união e integração estava perdendo espaço para o senso de egoísmo e monopólio; 1985 – Projeto GNU (Gnu is Not Unix); Questionamentos: Porque refazer todo o programa quando você tinha programas parecidos? Porque não contribuir com um programa que você acha que está lento? Ideias óbvias se espalham rápidamente;
  17. Liberdades do Software Livre Liberdade 00 – Liberdade de executar

    o programa, da forma como quiser; Liberdade 01 – Liberdade de estudar o funcionamento do programa podendo inclusive modificá-lo de acordo com sua necessidade; Liberdade 02 – Liberdade de redistribuir cópias do programa livremente; Liberdade 03 – Liberdade de melhorar o programa e tornar estas melhorias públicas de forma a beneficiar outros;
  18. Esse GNU morde? O projeto GNU apenas desenvolve softwares? A

    base do Projeto GNU é na verdade defender uma ideia: QUE SOFTWARE DEVE SER LIVRE, E QUE A LIBERDADE DO USUÁRIO VALE A PENA SER DEFENDIDA. SE AS PESSOAS TEM LIBERDADE MAS NÃO A APRECIAM CONSCIENTEMENTE, NÃO IRÃO MANTÊ-LA POR MUITO TEMPO. SE QUEREMOS QUE A LIBERDADE DURE, PRECISAMOS CHAMAR A ATENÇÃO DAS PESSOAS PARA A LIBERDADE QUE ELAS TÊM EM PROGRAMAS LIVRES. Exemplo?
  19. E o Linux? 1989 – Linus Torvalds inicia um projeto

    pessoal de aprimoramento do kernel Minix escrito por Andrew Tannenbaum; Linux = Linus's Minix
  20. O tão falado e-mail... “Você sente saudade dos bons dias

    do minix-1.1, quando homens eram homens e escreviam seus próprios device drivers? Você está sem um bom projeto e morrendo de vontade de colocar as mãos em um sistema operacional o qual possa modificar de acordo com suas necessidades? Você acha frustrante quando tudo funciona bem no Minix? Sem mais noites em claro para fazer com que um programa funcione? Então esta mensagem pode ser exatamente para você. :-) ...
  21. … Como eu mencionei há um mês, estou trabalhando em

    uma versão livre de um sistema operacional similar ao minix para computadores AT-386. Ele finalmente alcançou o estágio onde pode ser utilizado (ou não, dependendo do que você deseja), e eu estou disposto a colocar os fontes disponíveis para ampla distribuição. Ele está apenas na versão 0.02, mas eu tenho executado nele, sem problemas, programas como bash, gcc, gnu make, gnu-sed, compress, etc.” O tão falado e-mail...
  22. A ideia alcança as massas... A mensagem chama a atenção

    de programadores, analistas e entusiastas do mundo inteiro; Com mentes diferentes, culturas diferentes e quantidades absurdas de cérebros trabalhando em cima de um mesmo código, não fica difícil imaginar porque o GNU / Linux passou a ser tão estável, seguro e maduro; 1991 – Linus lança a primeira versão oficial do Linux;
  23. Você não teria livre acesso aos diversos códigos que a

    definem, o que comprometeria segurança e agilidade na sua comunicação com os outros
  24. E a maioria das pessoas tem de pagar para se

    comunicar com suas máquinas
  25. O pagamento recolhido sequer fica no Brasil, pois este mercado

    é **monopolizado** por uma empresa estrangeira
  26. Apesar do custo de importação de uma licença de alguns

    sistemas operacionais equivaler à exportação de 1 TONELADA de soja
  27. Num sistema fechado, Também não conseguimos desenvolver nossa própria autonomia

    tecnológica, pois não temos como estudar o seu código
  28. Quem garante que naquele Software fechado instalado em minha máquina

    não há junto um programa espião vasculhando minhas contas e arquivos pessoais?
  29. Mas muitos atentaram cedo para o problema e passaram a

    utilizar a alternativa que se desenvolvia silenciosamente através da rede
  30. Desenvolvido por milhares de programadores ao redor do mundo, voluntários

    ou não, que compartilham seus códigos com o mundo
  31. ** Segurança (praticamente isento de vírus, você **sabe** o que

    está instalado em sua máquina, pois seu código é aberto)
  32. ** Economia (você pode baixar ele sem custo da internet,

    tanto o software quanto a sua documentação de uso)
  33. ** Alternativa à pirataria (você não corre riscos ao ser

    surpreendido por fiscais cobrando por licenças)
  34. ** Autonomia (você tem liberdade para fazer o que quiser

    com este software desde que siga as 4 liberdades básicas a ele atribuídas)
  35. Busque informações através da rede e comunidades, grupos de usuários,

    listas de discussão, eventos etc. E passe a interagir com quem você tem mais afinidade.
  36. Marcelo Cavalcante Rocha [email protected] www.marcelocavalcante.net Projetos: Tux­CE | KDE Brasil

    | ArchlLinux­br Developer | PUG­CE | TLUG | Maatkit | SFLPhone Certified Scrum Master ITIL V3 Certified OBRIGADO!