e imobilização, queimaduras, vias aéreas, hemorragias, PCR, desmaio, convulsões e RCP, sempre dentro dos limites da capacitação do brigadista. 8 8.1 a 8.11 Fonte-base: Estrutura didática PDCA baseada nas referências do curso PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 27
1. Segurança da cena: não se expor a eletricidade, fogo, fumaça, tráfego, gases ou outros riscos. 2. Proteção do socorrista: utilizar barreiras/EPI adequados, especialmente para contato com sangue e secreções. 3. Avaliação inicial: verificar responsividade, respiração, hemorragias importantes e mecanismos de trauma. 4. Acionamento: solicitar socorro qualificado o mais cedo possível. 5. Não agravar: evitar movimentações desnecessárias, especialmente em vítimas de trauma. 6. Limites de atuação: executar apenas técnicas para as quais houve treinamento prático e supervisão. Atenção: O Manual FIOCRUZ enfatiza que o socorrista deve agir dentro de seus limites de conhecimento e técnica e evitar transporte/manuseio desnecessário da vítima. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - capítulos Geral e Transporte de Acidentados; NT 2-11:2019 PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 28
Rolamento 90° e 180° • Objetivo: movimentar a vítima em bloco, preservando o alinhamento corporal durante inspeção ou transferência. • Utilizar comando único e equipe suficiente. 8.2 Levantamento a cavaleira • Técnica de remoção/transporte que exige treinamento prático e coordenação. • Não deve ser escolhida de forma automática em trauma. • Evitar rotação independente de cabeça, tronco ou pelve. • Na suspeita de lesão de coluna, priorizar estabilização, equipe suficiente e método previsto no protocolo do serviço. • Somente executar quando houver necessidade e pessoal treinado. • Remover rapidamente apenas quando a permanência no local trouxer risco maior. Atenção: O Manual FIOCRUZ alerta que transporte inadequado pode agravar lesões e que vítimas com suspeita de fratura/lesões graves devem, sempre que possível, ser mobilizadas por três ou mais pessoas e com imobilização adequada. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Transporte de Acidentados; conteúdo prático solicitado PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 29
8.3 Colar cervical • Utilizar somente quando indicado pelo protocolo e após treinamento. • Manter estabilização manual da cabeça durante a colocação. • Selecionar tamanho adequado e evitar movimentos forçados do pescoço. • O colar não substitui imobilização e avaliação global da vítima. 8.4 KED • Dispositivo de extração/imobilização de vítima sentada, tradicionalmente utilizado em cenários específicos. • Seu emprego exige treinamento prático e protocolo definido pelo serviço. • Não aplicar sequência de tirantes ou movimentação sem instrução presencial e supervisão. 8.5 Prancha rígida • Pode integrar técnicas de retirada e transporte conforme protocolo do serviço. • Fixar a vítima de forma coordenada, com atenção ao alinhamento e aos pontos de pressão. • Evitar uso indiscriminado e permanência prolongada sem necessidade clínica. Ponto-chave: A NT 2-11 exige, para treinamento de primeiros socorros, colares cervicais e pranchas rígidas com cintos/tirantes e imobilizadores de cabeça. O KED está incluído nesta apostila por solicitação do programa, como conteúdo prático complementar. Fonte-base: NT 2-11:2019 - equipamentos de treinamento; FIOCRUZ 2003 - imobilização/transporte PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 30
didática Aspectos gerais 1º grau Compromete camadas superficiais; vermelhidão e dor são achados comuns. 2º grau Pode apresentar bolhas, dor e comprometimento de espessura parcial da pele. 3º grau Lesão profunda, podendo apresentar áreas esbranquiçadas, escurecidas ou carbonizadas; requer atendimento especializado. Conduta inicial • Afastar a vítima da fonte de calor ou agente, sem colocar o socorrista em risco. • Interromper o processo de queimadura conforme o agente e o protocolo. • Não romper bolhas nem aplicar substâncias caseiras. • Cobrir de forma limpa e proteger contra contaminação/hipotermia. • Acionar atendimento especializado, especialmente em queimaduras extensas, profundas, elétricas, químicas, de face/vias aéreas ou áreas críticas. Atenção: As condutas variam conforme agente, extensão, localização e profundidade. Treinamento prático deve seguir protocolo médico vigente do serviço. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Queimaduras; NT 2-11:2019 PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 31
e respiração e solicitar ajuda. • Manter vias aéreas pérvias com técnica compatível com o mecanismo de trauma e o treinamento recebido. • Retirar da boca somente materiais visíveis e facilmente removíveis; não realizar varredura cega. • Em vítima inconsciente que respira, posicionamento deve seguir o protocolo vigente e considerar possibilidade de trauma. • Monitorar continuamente até a chegada do atendimento especializado. Atenção: O Manual FIOCRUZ contém técnicas históricas de abertura de vias aéreas. Para aplicação prática, o instrutor deve demonstrar o protocolo atual adotado pelo serviço, especialmente quando houver suspeita de trauma cervical. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Asfixia/Ressuscitação; atualização prática por protocolo vigente PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 32
com sangue. • Expor apenas o necessário e localizar a fonte do sangramento. • Aplicar compressão direta firme com material apropriado. • Reforçar o curativo se necessário, sem remover material aderido de forma intempestiva. • Em hemorragias graves, aplicar recursos adicionais previstos no protocolo e para os quais o brigadista foi treinado. • Observar sinais de choque e acionar atendimento especializado. • Registrar horário e intervenções quando o protocolo exigir. Ponto-chave: A NT 2-11 inclui no currículo de primeiros socorros o conhecimento de técnicas de hemostasia e a prática de compressão direta e utilização de torniquete. Atenção: Torniquete exige treinamento específico, indicação correta e protocolo institucional. Não improvisar sua aplicação sem capacitação. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Hemorragias; NT 2-11:2019 - primeiros socorros PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 33
Suspeitar de PCR diante de vítima inconsciente, sem resposta e sem respiração normal, conforme avaliação ensinada no protocolo vigente. • Acionar imediatamente o serviço de emergência e solicitar um DEA quando disponível. • Iniciar suporte básico de vida conforme treinamento prático atual. • Minimizar interrupções desnecessárias no atendimento. • Continuar até retorno de sinais de vida, substituição por equipe qualificada, exaustão/ incapacidade do socorrista ou condição insegura. Atenção: O Manual FIOCRUZ de 2003 apresenta RCR segundo protocolos da época e reconhece a necessidade de atualizações. Os parâmetros atuais de RCP devem ser ensinados pelo instrutor com base em protocolo vigente. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Identificação da PCR/Ressuscitação; protocolo atual do serviço PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 34
pessoa contra queda e trauma. • Proteger a cabeça e afastar objetos que possam causar lesão. • Deitar e manter em posição segura, observando respiração e recuperação. • Não conter a pessoa à força. • Afrouxar roupas apertadas e manter ambiente ventilado quando possível. • Não oferecer líquidos enquanto houver alteração de consciência. • Se não recuperar prontamente, se houver trauma, dor torácica ou outros sinais de gravidade, acionar atendimento especializado. • Não colocar objetos na boca. • Observar duração e características do episódio. • Após a crise, avaliar respiração e manter vigilância; acionar atendimento conforme o protocolo e a situação. Fonte-base: FIOCRUZ 2003 - Emergências clínicas; protocolo vigente do serviço PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 35
ressuscitação cardiopulmonar 8.11 RCP e DEA - sequência de treinamento 1. Confirmar segurança da cena. 2. Avaliar responsividade e respiração conforme protocolo vigente. 3. Acionar emergência e solicitar DEA. 4. Iniciar RCP conforme técnica demonstrada e praticada no curso. 5. Aplicar o DEA assim que disponível, seguindo seus comandos e garantindo segurança durante análise/choque. 6. Revezar socorristas quando possível e manter continuidade do atendimento. 7. Entregar a vítima à equipe especializada com relato objetivo do ocorrido e das intervenções realizadas. Atenção: A apostila não fixa frequência, profundidade ou relação compressão-ventilação porque esses parâmetros devem acompanhar o protocolo de suporte básico de vida vigente no momento do treinamento. O instrutor deve demonstrá-los e avaliá-los na prática. Ponto-chave: A NT 2-11 inclui RCP entre os conteúdos mínimos de primeiros socorros do BVI e exige avaliação prática de primeiros socorros. Fonte-base: NT 2-11:2019 - Anexo B; FIOCRUZ 2003; protocolo atual do serviço PDCA Technology | Treinamento de Brigada de Incêndio - 16h Página 36