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Análise de Conteúdo Categorial

Rafael Sampaio
February 23, 2022

Análise de Conteúdo Categorial

Aula aplicada da técnica de pesquisa "análise de conteúdo", seguindo padrões científicos mais rígidos que aqueles normalmente utilizados na literatura brasileira.

Rafael Sampaio

February 23, 2022
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Transcript

  1. INCT.DD| 2020
    Análise de conteúdo
    RAFAEL CARDOSO SAMPAIO

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  2. INCT.DD| COMPADD 2021 2
    Rafael Cardoso Sampaio
    Doutor em Comunicação e Cultura
    Contemporâneas (UFBA)
    Professor do Departamento de Ciência
    Política, do PPGCP e do PPGCOM da UFPR
    Pesquisador do Instituto Nacional de Ciência
    e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD)
    Líder do grupo de pesquisa Comunicação
    Política e Democracia Digital (COMPADD)
    Ex-presidente da Associação Brasileira de
    Pesquisadores em Comunicação e Política
    (Compolítica)
    Interessado em: Comunicação política
    (enquadramento, agendamento), política
    digital (YouTube, Instagram), campanhas
    online, democracia digital, inovações
    democráticas digitais, consultas públicas
    online, orçamento participativo digital,
    deliberação online, discurso do ódio
    online, retórica da extrema-direita,
    governo aberto, transparência digital,
    métodos qualitativos, cientometria e uso
    da análise de conteúdo no Brasil.
    twitter.com/cardososampaio
    [email protected]

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  3. INCT.DD| COMPADD 2021 3

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  4. INCT.DD| COMPADD 2021 4
    Aula 1
    O que é um bom trabalho feito com Análise de Conteúdo
    O uso excessivo do manual de Bardin
    Limites e problemas no uso exclusivo de Bardin
    É qualitativa ou quantitativa?
    Até onde vai a Análise de Conteúdo?

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  5. INCT.DD| COMPADD 2021 5
    Um conjunto de técnicas de análise das
    comunicações visando obter, por
    procedimentos, sistemáticos e objetivos de
    descrição do conteúdo das mensagens,
    indicadores (quantitativos ou não) que
    permitam a inferência de conhecimentos
    relativos às condições de produção/recepção
    (variáveis inferidas) destas mensagens (Bardin,
    1977, p. 42).
    Definição

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  6. INCT.DD| COMPADD 2021 6
    Análise de Conteúdo
    Codificar conteúdos
    Classificar conteúdos
    Tagear/etiquetar
    Árvore de tags
    Textos
    Áudios
    Vídeos
    Imagens
    Reduzir
    Ordenar
    Descrever
    Compreender
    Inferir
    Explicar
    De novo, porém mais simples

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  7. INCT.DD| COMPADD 2021 7
    Análise de Conteúdo Científica – the end

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  8. INCT.DD| COMPADD 2021 8
    Aplicação prática acadêmica
    Resumo
    Defendemos neste artigo a utilização da análise de enquadramento multimodal para
    acompreensão da cobertura jornalística, pois somente uma análise sistemática dos diferentes
    modos comunicativos da notícia – imagem, narrativa e frame - pode aproximar o pesquisador da
    imagem geral construída pelo noticiário. Este artigo traz um primeiro exercício analítico sobre
    parte de um corpus de uma pesquisa em andamento sobre o impeachment de Dilma Rousseff,
    composto por 187 notícias do jornal o Globo e 131 da Folha de S. Paulo. Foi possível perceber
    que a cobertura dos dois jornais privilegiou um enquadramento do processo de impeachment
    como um fato ordinário da política nacional, como mera disputa política entre grupos rivais, sem
    oferecer interpretações para além do protocolo básico da redação da notícia.
    Palavras-Chave: enquadramento. Análise de enquadramento multimodal. Impeachment.

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  9. INCT.DD| COMPADD 2021 9
    Resultados
    Não foi identificado o cenário
    em 58,59% das fotos e em 25%
    são de pessoas em ambientes
    internos. Na variável ação
    desempenhada o que é mais
    recorrente são pessoas em
    estado passivo, quando não
    realizam qualquer atividade
    (32%), e em atividades
    cotidianas flagradas (22%),
    seguida de apresentação ou
    discurso (13,28%).
    Rizzotto et al (2017).

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  10. INCT.DD| COMPADD 2021 10
    Resultados
    Em 38,3% das notícias
    analisadas foram
    atribuídos papeis aos
    personagens. A vítima
    apareceu 13,8% das
    vezes; o vilão 22,6%; e
    o herói, 10,6%.

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  11. INCT.DD| COMPADD 2021 11
    Resultados
    A principal causa foram as próprias
    disputas políticas ou ideológicas do
    processo de impeachment (44,9%).
    Logo em seguida, uma parte das
    matérias tende a identificar que o
    problema é a própria questão da
    Legalidade, legitimidade do
    processo de impeachment (14,4%)
    e da excessiva interferência do
    Judiciário (13,5%), mostrando que
    os questionamentos ao processo
    em si e das disputas entre os
    poderes foram noticiados.

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  12. INCT.DD| COMPADD 2021 12
    Resultados
    Os resultados indicam que
    não houve quaisquer
    recomendações de
    tratamento em quase 70%
    do corpus.

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  13. INCT.DD| COMPADD 2021 13
    Pesquisa científica – como afiançar?
    Amostra
    Notícias publicadas pelo O Globo, Folha de S. Paulo (FSP) e O Estado de S. Paulo, entre 2
    de dezembro de 2015, dia em e 13 de maio de 2016.
    A coleta foi restrita à editoria de política ou equivalente (e.g. “Poder”)
    Livro de Códigos
    http://www.inf.ufpr.br/carla/Livro_de_codigos_impeachment.pdf
    Confiabilidade
    Treinamento
    Os testes de confiabilidade foram realizados após o treinamento de nove codificadores,
    utilizando os índices alpha de Krippendorff e kappa livre de Brennan e Prediger.
    Base de dados para replicação
    Ausente! 
    https://bdc.c3sl.ufpr.br/handle/123456789/26

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  14. INCT.DD| COMPADD 2021 14
    “É uma análise quantitativa condensadora que se baseia no método
    cientifico (incluindo atenção a objetividade intersubjetividade, design
    anterior, confiabilidade, validade, generalização, replicabilidade e teste de
    hipóteses) que não é limitada para os tipos de variáveis que podem ser
    medidas ou a contexto no qual as mensagens são criadas ou apresentadas
    (Neuendorf, 2002, p. 10).
    “É uma técnica de pesquisa que objetiva criar inferências válidas e
    replicáveis de textos (ou outro conteúdo significativo) para os contextos de
    seu uso” (Krippendorff, 2004, p. 10). Para o autor, ela não pode ser vista
    como exclusivamente quantitativa.
    Definição (lá e de volta outra vez)

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  15. INCT.DD| COMPADD 2021 15
    “É uma técnica para produzir inferências de um texto focal para
    seu contexto social de maneira objetivada” (Bauer, 2007, p. 191).
    Para o autor, ela assume características tanto quantitativas quanto
    qualitativas (híbrida).
    “É um método de pesquisa que providencia meios objetivos e
    sistemáticos para fazer inferências válidas de dados verbais,
    visuais ou escritos para descrever e quantificar fenômenos
    específicos. (Downe-Wamboldt, 1992, p.314)
    Outras definições

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  16. INCT.DD| COMPADD 2021 16
    “Análise de conteúdo é uma técnica de
    pesquisa científica baseada em procedimentos
    sistemáticos, intersubjetivamente validados e
    públicos para criar inferências válidas sobre
    determinados conteúdos verbais, visuais ou
    escritos, buscando descrever, quantificar ou
    interpretar certo fenômeno em termos de seus
    significados, intenções, consequências ou
    contextos” (Sampaio, Lycarião, 2021, p.7).

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  17. INCT.DD| COMPADD 2021 17
    • Começaram com análises sistemáticas de textos bíblicos, no século 17;
    • Na ciência, sua origem estaria voltada para as análises quantitativas de
    jornais;
    • Com o surgimento da mídia de massa, cresce o interesse das ciências
    sociais e comportamentais em estudar estereótipos, estilos, símbolos,
    valores e propagandas;
    • Entre 1920 e 1940, Harold D. Lasswell foi dos precursores da técnica ao
    integrar um grupo de estudos sobre períodos de guerra com foco em
    jornais e rádio e preocupado com questões básicas de amostra,
    problemas de medida, confiabilidade e validade das categorias;
    Histórico

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  18. INCT.DD| COMPADD 2021 18
    • Entre 1940 e 1950, a AC passa por uma expansão da técnica para outros
    campos de pesquisa, como história, psiquiatria, psicanálise, e passa por
    uma perda de foco;
    • Entre 1960 e 1970, marca as primeiras experiências em análises
    automatizadas e o uso da técnica, como a necessidade de categorias
    padronizadas, o papel das teorias e os problemas de inferências;
    • Nas últimas décadas, a análise de conteúdo passou a ser usada para
    gerar dados e resultados para uma série de pesquisas, atuando também
    como uma técnica intermediária em complemento com outras técnicas,
    como entrevistas em profundidade, grupos focais e questionários.
    Histórico

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  19. INCT.DD| COMPADD 2021 19
    • Comunicação de Massa – análise de conteúdo – Albert Kientz - 1973
    • Análise de Conteúdo (versão portuguesa) – Bardin 1977
    • Análise de Conteúdo (versão brasileira) – Bardin 1979
    • GOMES, F. Araujo. Pesquisa e análise de conteúdo (mass media). Rio de
    Janeiro: Âmbito Cultural, 1979.
    • A linguagem da Política – Harold Lasswell - 1982
    • Pesquisa social: teoria, método e criatividade – Minayo, Gomes 1993
    • O método de análise de conteúdo – uma versão para enfermeiros – Maria
    Socorro Pereira Rodrigues e Maria Tereza Leopardi - 1999
    Histórico no Brasil

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  20. INCT.DD| COMPADD 2021 20
    • O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa
    em saúde – Minayo 2000
    • Análise de Conteúdo clássica: uma revisão –
    Martin Bauer - 2002
    • Análise de Conteúdo – Maria Laura Franco - 2003
    • Análise de Conteúdo na Comunicação
    Organizacional – Marconi Urquiza, Denilson
    Marques – 1921
    • Análise de Conteúdo Categorial: um manual de
    aplicação - 2021
    Histórico no Brasil

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  21. INCT.DD| COMPADD 2021 21
    • Descrever tendências no conteúdo da comunicação;
    • Traçar o desenvolvimento de conhecimento;
    • Desvelar diferenças no conteúdo de comunicações em contexto
    internacional;
    • Comparar as mídias e diferentes níveis de comunicação;
    • Auditar o conteúdo de comunicação em relação a seus objetivos;
    • Construir e aplicar padrões de comunicação;
    • Ajudar em operações técnicas de pesquisa (codificar questões
    abertas em questionários);
    • Expor técnicas de propaganda;
    Tipos de uso

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  22. INCT.DD| COMPADD 2021 22
    • Descobrir características estilísticas;
    • Assegurar inteligência militar ou política;
    • Identificar as intenções e outras características da comunicação;
    • Determinar o estado psicológico de pessoas ou grupos;
    • Detectar a existência de propaganda (para termos legais);
    • Repetir sobre atitudes, interesses e valores (padrões culturais) de grupos
    da população;
    • Descrever respostas atitudinais e comportamentais para comunicações;
    • Revelar o foco da atenção (Sampaio; Lycarião, 2021, p. 21-22).
    Tipos de uso

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  23. INCT.DD| COMPADD 2021 23
    • Atribuições: conceitos, atitudes, crenças, intenções, emoções e
    processos cognitivos que se manifestam em atributos verbais de
    comportamento. Podem ser vistos em conversações, mas também em
    meios de comunicação.
    • Relações sociais: foco em como a língua é usada, baseado em
    gramáticas sociais de discursos gravados ou comunicação escrita de
    locutores ou escritores, considerando questões como autoridade, poder,
    acordos contratuais e desigualdades;
    (Krippendorff, 2004, p. 76-77).
    Áreas recomendadas

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  24. INCT.DD| COMPADD 2021 24
    • Comportamentos públicos: valores individuais, disposições, concepções
    do mundo e comprometimento ao seu jeito de ser em conversações
    envolvem repetições de confirmação. À medida que é um
    comportamento público, logo observado e julgado pelos outros, ele está
    no domínio da linguagem.
    • Realidades institucionais: geralmente ignoramos a natureza institucional
    da realidade do casamento, dinheiro, governo, história, doenças e
    mesmo propósitos científicos ;
    (Krippendorff, 2004, p. 76-77).
    Áreas recomendadas

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  25. INCT.DD| COMPADD 2021 25
    • Artigos científicos em Contabilidade, Administração, Medicina,
    Comunicação, Ciências Sociais, etc;
    • Estudo de leis, comunicação impressa de instituições, etnografia;
    • Mensagens postadas no Twitter, no Facebook, no Instagram e depois
    redes sociais digitais, memes políticos;
    • Comentários de jornais, conversações e/ou deliberações on-line,
    discordâncias e desrespeito on-line, grupos de conversações sobre
    questões sensíveis ou polêmicas;
    • Pronunciamentos oficiais, HGPE, campanha eleitoral negativa;
    Aplicação da AC no Brasil

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  26. INCT.DD| COMPADD 2021 26
    • Anotações de enfermeiros em prontuários, entrevistas e grupos focais
    em pesquisas clínico-qualitativas;
    • Programas de partidos políticos, planos de governo, websites de
    partidos políticos e de candidatos, debates eleitorais;
    • Notícias de jornais impressos sob a perspectiva do enquadramento,
    valência, editoriais de jornais impressos;
    • Livros e materiais didáticos, artigos da Wikipédia;
    • Publicidade, marketing, SEO , entre tantos outros possíveis objetos.
    (Sampaio; Lycarião, 2021, p. 24-25)
    Aplicação da AC no Brasil

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  27. INCT.DD| COMPADD 2021 27
    Análise de Valência ou sentimentos
    Positiva
    Negativa
    Neutra
    Huertas et al, 2011

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  28. INCT.DD| COMPADD 2021 28
    Santos, Almada, 2019
    Chagas et al, 2017

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  29. INCT.DD| COMPADD 2021 29
    Amarante, Sampaio, 2021

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  30. INCT.DD| COMPADD 2021 30
    Borba, 2019

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  31. INCT.DD| COMPADD 2021 31
    Conteúdos de Botânica em livros didáticos de Biologia do Ensino Médio (Souza, Garcia, 2019)

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  32. INCT.DD| COMPADD 2021 32
    Kleina, Sampaio, 2021

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  33. INCT.DD| COMPADD 2021 33
    • 1) faz uma ponte entre um formalismo estatístico e a/uma análise
    qualitativa dos materiais;
    • 2) reduz grandes quantidades de texto em uma descrição curta de
    algumas de suas características;
    • 3) faz uso de materiais que ocorrem naturalmente;
    • 4) é sistemática e pública (conjunto de procedimentos maduros e bem
    documentados);
    • 5) presta-se para dados históricos. (Bauer, 2007)
    Vantagens da AC

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  34. INCT.DD| COMPADD 2021 34
    • I) introduzir inexatidões de interpretação;
    • II) não reproduzir contexto original na análise;
    • III) tender a se centrar em frequências e descuida do que está ausente;
    • IV) perder a relação entre códigos e texto (e.g. o momento em que algo
    é dito)
    (Bauer, 2007)
    Fraquezas da AC

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  35. INCT.DD| COMPADD 2021 35
    • Quando Lasswell a cria é uma técnica quantitativa;
    • A partir dos anos 50 e 60 é apropriada por outras
    áreas e ganha contornos mais qualitativos;
    • Na literatura anglo-saxã, predomina a AC
    quantitativa;
    Afinal: qualitativa ou quantitativa?
    • Na literatura francesa, portuguesa e brasileira, Bardin teve grande impacto e
    a análise de conteúdo qualitativa predominou.
    • Porém também há bastante confusão entre a diferença de análise de
    conteúdo para análise qualitativa temática.

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  36. INCT.DD| COMPADD 2021 36
    • Análise textual | Análise léxica | Texto como dado
    • Análise de conteúdo automatizada ou computadorizada
    Mas e o Iramuteq nisso? AC x Análise textual
    Análise das palavras e das
    relações entre elas
    Indicada para altos volumes de
    texto
    Resultados mais rápidos e
    superficiais
    Indicada para exploração inicial
    ou mais geral
    Pode servir de base para AC

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  37. Estado da arte da AC no Brasil
    OU
    Um manual para todos dominar

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  38. INCT.DD| COMPADD 2021 38
    Intercom 1996-2012

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  39. INCT.DD| COMPADD 2021 39
    Quadros et al, 2014 (PPGCOMs)

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  40. INCT.DD| COMPADD 2021 40
    PPGCOMs- 2012 (52 dissertações e 5 teses)
    Quadros et al, 2014

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  41. INCT.DD| COMPADD 2021 41
    Internet & Política
    526 artigos/11 eventos (200-2014)
    Sampaio, Bragatto, Nicolas, 2016

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  42. INCT.DD| COMPADD 2021 42
    Leite, 2015

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  43. INCT.DD| COMPADD 2021 43
    Leite, 2015

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  44. INCT.DD| COMPADD 2021 44
    constatou-se que grande parte das publicações não tem a intenção de
    aplicar a técnica análise de conteúdo, cerca de 18 artigos. Apenas uma
    publicação menciona a forma de realização da análise na íntegra, o artigo
    de número 12. A publicação de número 14 também relata que fez uso
    da análise segundo Bardin (1977), entretanto não esclarece a forma de
    condução de análise e a formação das categorias.
    [...]Pode-se perceber que o termo categorias, computou resultados
    muito abrangentes, sendo que a grande maioria não apresentava a
    análise de conteúdo (Silva et al, 2017, p. 12).

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  45. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 45
    Estado da arte
    • Inúmeras pesquisas bibliográficas sobre o uso da AC.
    1) quase todas restringiram-se a analisar apenas suas áreas de origem;
    2) lidaram com um N baixo de artigos;
    3) identificaram uma predominância de Laurence Bardin como a principal
    autora da AC brasileira;
    4) a maior parte das aplicações de análise de conteúdo na pesquisa
    brasileira é incompleta e/ou de baixa qualidade e rigor científico.
    (Castro et al., 2011; Gomes et al., 2020; Martinez & Pessoni, 2015; Nascimento et al., 2019; Palmeira et al., 2020;
    Quadros et al., 2014; Seramim & Walter, 2017; Silva et al, 2017)

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  46. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 46
    Um mapeamento bibliográfico da área
    • O artigo apresenta uma análise cientométrica de 3.484 artigos publicados
    entre 2002 e 2019 na base SciELO que fazem referência à análise de
    conteúdo (AC).
    • Produção anual, periódicos, autores mais citados e cocitados e a presença
    específica do manual de Bardin
    • Colégio de ciências da vida contou com 2.087 artigos (59.9%).
    • O colégio de humanidades com 1.211 (34.8%)
    • Colégio de ciências exatas, tecnológicas e multidisciplinares com 186 (5.3%).

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  47. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 47
    Sampaio, Lycarião, Codato, Marioto, Bittencourt,
    Nichols (2021)

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  48. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 48
    Sampaio et al (2021)
    Ciências da vida N Humanidades N
    bardin l, 2011, análise de conteúdo 356 bardin l, 1977, análise de conteúdo 186
    bardin l, 1977, análise de conteúdo 237 bardin l, 2011, análise de conteúdo 141
    bardin l, 2009, análise conteúdo 135 bardin l, 2009, análise de conteúdo 78
    bardin l, 2004, análise de conteúdo 93 bardin l, 2004, análise de conteúdo 57
    minayo mcs, 2010, o desafio do
    conhecimento 78 bardin l, 1979, análise de conteúdo 50
    bardin l, 2008, análise de conteúdo 72 laville c, dionne j, 1999, a construção do saber 47
    bardin l, 2010, análise de conteúdo 72 bardin l, 2010, análise de conteúdo 36
    bardin l, 1979, análise de conteúdo 67 minayo mcs, 2010, o desafio do conhecimento 27
    minayo mcs, 2014, o desafio do
    conhecimento 63 yin rk, 2001, estudo de caso 26
    minayo mcs, 2004, o desafio do
    conhecimento 62 ludke m, 1986, pesquisa em educação 24
    fontanella bjb, janete r, turato eg, 2008, cad.
    saúde pública 60 yin rk, 2005, estudo de caso 22
    minayo mcs, 2007, o desafio do
    conhecimento 52
    fontanella bjb, janete r, turato eg, 2008, cad.
    saúde pública 21
    minayo mcs, 2008, o desafio do
    conhecimento 45 moraes r, 1999, rev. educação porto 21
    minayo mcs, 2006, o desafio do
    conhecimento 44 bardin l, 2008, análise de conteúdo 20

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  49. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 49

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  50. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 50

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  51. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 51
    Mas e longitudinalmente?

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  52. IBPAD
    https://tinyurl.com/AC
    noBR

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  53. IBPAD https://tinyurl.com/ACnoBR

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  54. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 54
    Mas o que tem demais em ter muito Bardin?
    • Qualquer área metodológica vai ter dificuldades em avançar não
    renovando autores/as, manuais, livros e afins.
    • Porém, no caso do manual, há outros problemas:
    1. Ele foi lançado em 1977 e atualizado no início dos anos 90 (Bardin, 2016, p. 13)
    2. Não reflete as discussões epistemológicas e metodológicas de 2 décadas;
    3. Não reflete as diversas mudanças e atualizações trazidas pelos meios digitais.
    4. Por algumas especificidades, o manual parece ser mal lido.
    5. Déficits no emprego da técnica não são exclusividade do Brasil, mas Bardin sim!

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  55. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 55
    Ainda há ausências importantes
    • Técnicas de Amostragem ou de criação de corpus qualitativo;
    • Elaboração e disponibilização do livro de códigos;
    • Treinamento dos codificadores;
    • Teste de confiabilidade entre codificadores;
    • Testes estatísticos para AC quantitativas;
    • Uso de softwares CAQDAS para AC qualitativas;
    • Tratamento ético dos dados para AC qualitativas.
    • Transparência da pesquisa e princípios de replicabilidade (e.g. repositórios)

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  56. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 56
    Uma técnica parada no tempo
    • Hipótese do “ciclo vicioso”.
    • Os déficits na aplicação da AC não são específicos do Brasil, mas o uso
    concentrado de Bardin é o CPF de nossa estagnação.
    • Enquanto é natural alguma demora entre a ponta de lança da discussão
    metodológica e epistemológica e sua aplicação, o caso brasileiro parece
    apontar um problema extra:
    • AC no Brasil é sinônimo de Bardin e é um manual que não é atualizado.
    • Falta então mais materiais disponíveis em português e uma discussão
    epistemológica e metodológica mais vibrante

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  57. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 57
    Análise de cocitação de 1500 referências da Scielo (- Scielo Brasil or Brazil)

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  58. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 58
    Análise de conteúdo quantitativa

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  59. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 59
    Análise de conteúdo qualitativa

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  60. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 60
    Aula 2
    Como pensar e executar um trabalho com Análise de Conteúdo
    Regras para elaboração de suas categorias
    Como elaborar um livro de códigos para classificar
    Princípios básicos de amostragem de textos
    Como treinar um time de classificação
    Treinamento x revisão de livro de códigos

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  61. GRUPPOCOM| COMPADD 2021 61
    Leitura equivocada ou inexistente de Bardin
    Bardin (2016, p. 123)
    1. Pré-análise
    Leitura flutuante
    2. Exploração do material
    Codificação (regras para
    categorias)
    3. Tratamento dos resultados e
    intepretações
    Inferências

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  62. INCT.DD| COMPADD 2021 62
    Primeira Etapa: pré-análise
    Nesta etapa são desenvolvidas as operações preparatórias para a análise
    propriamente dita. Consiste num processo de escolha dos documentos ou
    definição do corpus de análise; formulação das hipóteses e dos objetivos da
    análise; elaboração dos indicadores que fundamentam a interpretação final.
    Segunda Etapa: exploração do material ou codificação
    Consiste no processo através do qual os dados brutos são transformados
    sistematicamente e agregados em unidades, as quais permitem uma descrição
    exata das características pertinentes ao conteúdo expresso no texto.
    Terceira Etapa: tratamento dos resultados -inferência e interpretação
    Busca-se, nesta etapa, colocar em relevo as informações fornecidas pela análise,
    através de quantificação simples (frequência) ou mais complexas como a
    análise fatorial, permitindo apresentar os dados em diagramas, figuras,
    modelos etc. (Bardin, [1977] 2016)

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  63. INCT.DD| COMPADD 2021 63
    Riffe et al, 2013

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  64. INCT.DD| COMPADD 2021 64

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  65. INCT.DD| COMPADD 2021 65
    Neuendorf, 2001

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  66. INCT.DD| COMPADD 2021 66
    Neuendorf, 2001

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  67. INCT.DD| COMPADD 2021 67
    Sampaio, R. C.; Lycarião, D. Análise de
    conteúdo categorial: manual de
    aplicação. Brasília: Enap, 2021

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  68. INCT.DD| COMPADD 2021 68
    CONCEITUAÇÃO
    1. Identificar o problema (revisão de literatura)
    2. Questões de pesquisa e hipóteses
    • a própria maneira como uma análise de conteúdo será configurada
    depende diretamente do tipo de questões a que ela deseja dar resposta.
    • Análise de conteúdo enquanto uma técnica de
    pesquisa científica.
    • Deve ser aplicada para responder a problemas
    e, especialmente, a questões de pesquisa.

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  69. INCT.DD| COMPADD 2021 69
    Uma revisão de literatura adequada deve responder à questão “quanto já
    sabemos sobre o fenômeno a ser estudado”?
    Uma revisão de literatura adequada produzirá um estado da arte das
    pesquisas sobre o fenômeno, que apresentará, entre outras coisas, 1)
    métodos e técnicas utilizadas em estudos anteriores; 2) corpus utilizado
    para a pesquisa; e 3) resultados encontrados.
    Dessa maneira, tende a ser mais viável a identificação das lacunas presentes
    em estudos da área e dos pontos que justamente merecem receber mais
    atenção, ou seja, do problema de pesquisa.

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  70. INCT.DD| COMPADD 2021 70
    DESENHO
    3. Selecionar a unidade e subunidade de análise
    Conforme sugerido por Neuendorf (2002) e Krippendorff
    (2004), a primeira definição está na unidade amostral,
    afinal, quais serão as “porções” de texto ou de conteúdo
    a serem analisadas?
    • Naturalmente, a unidade amostral já definirá a unidade física (Cervi,
    2016), ou seja, qual o meio físico do qual o conteúdo se originou, se era
    jornal impresso, rádio, TV, blogs, postagens de redes sociais on-line, vídeos
    ou documentos impressos

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  71. INCT.DD| COMPADD 2021 71
    vamos supor que um pesquisador está interessado em verificar se houve
    notável imparcialidade jornalística em um evento político de grande
    natureza, como é o caso do impeachment da Presidente Dilma Rousseff.
    Essa pesquisa poderia incluir
    unidades amostrais de capa,
    editoriais e notícias. Fazendo-se
    um recorte temporal, por exemplo,
    é natural que haveria mais notícias
    que editoriais, ou mesmo
    chamadas de capa a respeito do
    evento; portanto, são necessárias
    amostras diferentes.

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  72. INCT.DD| COMPADD 2021 72
    • Definida a unidade amostral, é preciso determinar a unidade de análise
    (também chamada na literatura de unidade de codificação), o elemento
    unitário de conteúdo a ser classificado (Moraes, 1999).
    • Muitas vezes, a unidade de análise será idêntica à unidade amostral, ou
    seja, a análise de conteúdo se dará no texto/documento como um todo.
    • Em análises bibliométricas, por exemplo, a unidade de análise
    frequentemente é o artigo acadêmico como um todo.

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  73. INCT.DD| COMPADD 2021 73
    • Em determinados casos, pode ser que a análise do conteúdo como um
    todo possa não ser o mais recomendado, por ser um conteúdo complexo
    e/ou extenso.
    • AC aplicada a filmes de longa-metragem: se um filme vai ser analisado
    como um todo, será bastante difícil se alcançar bons valores nos testes
    de confiabilidade, e a replicação do estudo será muito complexa.
    E o Vento Levou tem
    exatos 238 minutos de
    duração

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  74. INCT.DD| COMPADD 2021 74
    • As pesquisas sobre (HGPE): Normalmente, a unidade amostral é um
    programa inteiro, enquanto a unidade de análise utilizada por boa parte
    da literatura é o “segmento”, que é uma definição análoga a uma cena
    de programas audiovisuais. O segmento irá se alterar quando: a) o
    cenário mudar; b) os personagens mudarem e/ou c) a narração mudar.
    Então, em vez de analisar o programa televisivo como um
    todo, os pesquisadores aplicam as categorias de análise
    de conteúdo a cada segmento de cada programa de HGPE
    (Figueiredo et al. 1997; Panke; Cervi 2012)

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  75. INCT.DD| COMPADD 2021 75
    • Em determinados casos, a unidade de análise poderá ser definida pela
    própria organização do conteúdo original.
    • Um bom exemplo é o caso de grupos focais. Ora, cada fala de cada
    participante de um grupo focal poderá funcionar adequadamente como a
    unidade de análise.
    • No caso da análise de textos, pode-se optar por definir o parágrafo ou
    mesmo a sentença como a unidade de análise, o que gerará a certeza de
    que os codificadores estão considerando os mesmos trechos do conteúdo
    para a codificação. No caso de leis, relatórios, livros ou textos igualmente
    extensos, essa pode ser uma saída apropriada.

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  76. INCT.DD| COMPADD 2021 76
    A pesquisa de Felipe Borba sobre o uso de propaganda negativa durante a
    campanha presidencial de 2014 nos soa como um excelente exemplo de AC com
    diferentes unidades de análise.
    - Spots TV – O Componente textual (imagens foram ignoradas), n=1033
    - Spot Rádio – O componente textual, n=1297
    - Debates – A fala do candidato em cada intervenção (pergunta, resposta,
    réplica e tréplica), n=450
    - O Globo – A fala do candidato transcrita no jornal, n= 626
    - Jornal Nacional – A fala do candidato exibida no telejornal, n= 133-
    Facebook – O texto escrito na postagem. Não foi considerado o conteúdo
    compartilhado, n= 543 (Borba, 2019, p. 45-46)
    Portanto, mesmo sendo uma única pesquisa, Borba trabalha com diferentes meios, com
    diferentes unidades de análise, que, por sua vez, possuem diferentes tamanhos de
    população. Ele posteriormente realiza uma classificação das falas em a) aclamação, b)
    ataque ou c) defesa; e os tipos de ataques realizados, nomeadamente i) político, ii)
    pessoal e iii) misto.

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  77. INCT.DD| COMPADD 2021 77
    Então, recapitulando
    Unidade amostral
    Unidades a serem analisadas: jornal impresso, rádio, TV, blogs,
    postagens de redes sociais on-line, vídeos, fotos, ilustrações,
    documentos impressos
    Unidade de análise
    Conteúdos de fato que serão analisados
    Parágrafos
    Capítulos de livros
    Posts de redes sociais
    Matérias de jornais, editoriais, capas
    Falas de um grupo focal

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  78. INCT.DD| COMPADD 2021 78
    4. Criar e definir categorias
    A. elaboração do livro de códigos
    B. elaborar a planilha de codificação
    A tarefa provavelmente mais importante na AC (categorial) está justamente
    na definição de um referencial de codificação (uma tradução para coding
    scheme ou, literalmente, esquema de codificação). “
    Ele é um conjunto de questões (códigos) com o qual o codificador trata os
    materiais, e do qual o codificador consegue respostas, dentro de um
    conjunto predefinido de alternativas (valores de codificação)” (Bauer, 2007,
    p. 199).
    Os construtos analíticos podem ser derivados de: 1) teorias ou práticas
    existentes; 2) experiência ou conhecimento de peritos e pesquisa anterior
    (White; Marsh, 2006).

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  79. INCT.DD| COMPADD 2021 79
    Lembrete: diferentes palavras, significados similares
    Código = rótulo = tag/etiqueta
    O código é a unidade elementar da AC. Ele irá resumir, filtrar ou condensar
    dados de acordo com os objetivos e com os interesses da pesquisa.
    Grupos de códigos, por sua vez, são agrupados em categorias, ou seja,
    unidades analíticas que materializam as questões a serem verificadas.
    .

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  80. INCT.DD| COMPADD 2021 80
    Feres Júnior, Sassara, 2016
    Um exemplo bastante simples é
    o estudo das valências, muito
    visto na Ciência Política (Cervi;
    Massuchin, 2013; Feres Júnior,
    Sassara 2016), que busca
    verificar se a cobertura midiática
    é enviesada a favor ou contra
    determinado governo, tema ou
    ator político. A categoria é
    Valência e os possíveis códigos a
    serem aplicados são: 1.
    Negativo, 2. Positivo e 3. Neutro.
    Valências de candidatos, partidos e governo em O Globo -
    Eleições 2010

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  81. INCT.DD| COMPADD 2021 81
    • Um texto não tem um significado único, estando aberto a inúmeras
    possíveis questões, embora “a AC interpreta o texto apenas à luz do
    referencial de codificação, que constitui uma seleção teórica que
    incorpora o objetivo da pesquisa” (Krippendorff, 2004, p. 199).
    • O referencial de codificação vai determinar quais são as categorias e
    códigos a serem aplicados, assim como as regras para a codificação que
    deverão ser devidamente seguidas pelos codificadores.

    Portanto, esse referencial de codificação é materializado numa espécie
    de manual de codificação (codebook) ou simplesmente livro de códigos.

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  82. INCT.DD| COMPADD 2021 82
    Sustainable media
    events?
    Production and
    discursive effects of
    staged global
    political media
    events in the area
    of climate change

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  83. INCT.DD| COMPADD 2021 83
    TV/Film
    Character
    Demographics
    Analysis
    Codebook -
    Neuendorf

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  84. INCT.DD| COMPADD 2021 84

    Alonso, 2012

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  85. INCT.DD| COMPADD 2021 85
    Standard Coding
    Categories Used to
    Code Party Election
    Programmes

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  86. INCT.DD| COMPADD 2021 86
    Content Analysis coding scheme of VU web sites

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  87. INCT.DD| COMPADD 2021 87

    Sampaio et al, 2021

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  88. INCT.DD| COMPADD 2021 88

    Rizzotto et al, 2021

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  89. INCT.DD| COMPADD 2021 89
    As categorias de uma análise de conteúdo devem ser: 1) exclusivas, 2)
    exaustivas e 3) homogêneas, nesta ordem de importância.
    Exclusivas
    um mesmo elemento não deve estar em duas categorias diferentes sem
    razão
    “exclusividade mútua se refere à habilidade de uma linguagem de dados
    fazer claras as distinções entre o fenômeno a ser codificado. Nenhuma
    unidade de análise pode se encaixar em duas ou mais categorias.”
    (KRIPPENDORFF, 2004, p. 132)

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  90. Uma mesma matéria não
    poderia ser classificada
    como tendo, ao mesmo
    tempo, uma valência
    positiva e neutra.
    Caso o material em
    questão apresente
    característica dos dois
    códigos, o codificador
    deve tomar uma decisão
    marcando o código
    preponderante (ou
    conforme instruções
    contidas no respectivo
    livro de códigos).

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  91. INCT.DD| COMPADD 2021 91
    Stemler (2001): classificar o currículo de uma escola secundária. As
    categorias são:
    matemática,
    ciência,
    literatura,
    Biologia,
    cálculo.
    biologia = ciência e cálculo = matemática

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  92. INCT.DD| COMPADD 2021 92
    “A bem intencionada prática de adicionar categorias como “ambíguo” ou
    “aplicável a duas ou mais categorias” a um conjunto de categorias com
    sobreposição não altera a indistinção básica das categorias; isto incentiva a
    indecisão de parte dos codificadores e raramente rende uma variável
    suficientemente confiável. (KRIPPENDORFF, 2004, p. 132).
    Quando uma análise de conteúdo usa tais categorias,
    revela mais sobre suas próprias concepções obscuras do
    que sobre as propriedades do texto, e enviesam seus
    resultados de pesquisa em direção a fenômenos
    facilmente descritíveis. Não existe nenhum remédio
    verdadeiro para concepções ambíguas”. (ibidem)

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  93. INCT.DD| COMPADD 2021 93
    Dizer que um conjunto de categorias deve ser exaustivo significa dizer que
    deve possibilitar a categorização de todo o conteúdo significativo definido
    de acordo com os objetivos da análise.
    Assim, cada conjunto de categorias deve ser exaustivo no sentido de
    possibilitar a inclusão de todas as unidades de análise. Não deve ficar
    nenhum dado significativo que não possa ser classificado (Moraes, 1999).
    Nunca é demais lembrar que a regra da exaustividade precisa ser aplicada
    aos conteúdos efetivamente significativos do estudo. Os objetivos da
    análise definem o conjunto de dados que efetivamente deverão ser
    categorizados.
    Exaustivas

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  94. INCT.DD| COMPADD 2021 94
    Uma vez tomada esta decisão, as categorias deverão ser exaustivas, isto é
    ter possibilidade de enquadrar todo o conteúdo (Moraes, 1999).
    esgotar a totalidade do ‘texto’; é preciso ter-se em conta todos os
    elementos desse corpus. Em outras palavras, não se pode deixar de
    fora qualquer um dos elementos por esta ou aquela razão (dificuldade
    de acesso, impressão de não interesse), que não possa ser justificável
    no plano do rigor. (Bardin, 2016, p. 126-127).
    Podem ser usados “outros”, “nenhum”, “não
    se aplica” para tornar o esquema exaustivo,
    mas com parcimônia.

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  95. INCT.DD| COMPADD 2021 95
    Stemler (2001): classificar o currículo de uma escola secundária. As
    categorias são:
    matemática,
    ciência,
    literatura,
    Biologia,
    cálculo.
    Educação Física? História? Geografia?

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  96. “As classes formadas precisam ser tanto exaustivas quanto
    mutuamente exclusivas. Isto significa que se existem N casos para
    serem classificados, deve haver uma classe apropriada para cada
    um destes (exaustividade), mas apenas uma classe correta para
    cada, com nenhum caso sendo membro de duas classes
    (exclusividade mútua). Assim, deve haver uma classe (mas apenas
    uma) para cada um dos N casos”. (BAILEY, 1994 apud Carlomagno,
    Rocha, 2016).

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  97. INCT.DD| COMPADD 2021 97
    Um único princípio ou critério de classificação deve governar sua
    organização. Separar conceitos diferentes em variáveis distintas.
    Se houver mais de um nível de análise, o critério de homogeneidade deve
    estar presente em todos os níveis. Além disto é importante que esta
    homogeneidade não seja garantida apenas em conteúdo mas igualmente
    em nível de abstração (Moraes, 1999).
    elas não devem ser tão amplas ao ponto de serem capazes de abarcar
    coisas muito diferentes em uma mesma categoria, sob pena de não ter
    significado prático para o estudo (Carlomagno, Rocha, 2016).
    Homogêneas

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  98. INCT.DD| COMPADD 2021 98
    Nós geralmente procuramos minimizar a variância dentro do grupo,
    enquanto maximizamos a variância entre grupos. Isto significa que nós
    organizamos um conjunto de características em grupos, para que cada
    grupo seja tão diferente quanto possível de todos os outros grupos, mas
    cada grupo seja internamente homogêneo quanto possível.
    Ao maximizar ambos, homogeneidade intra-grupo
    e heterogeneidade entre-grupos, nós criamos
    grupos que são tão distintos (não sobrepostos)
    quanto possível, com todos os membros dentro de
    um grupo sendo tão iguais quanto possível.
    (BAILEY, 1994 apud Carlomagno, Rocha, 2016).

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  99. INCT.DD| COMPADD 2021 99
    Análise de campanha eleitoral (Carlomagno e Rocha, 2016), as opções são:
    propostas de políticas públicas,
    construção da própria imagem,
    campanha negativa (ataques a adversários);
    agenda (divulgação de eventos etc)
    Estaria pouco homogêneo. Opção 1 é muito ampla

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  100. INCT.DD| COMPADD 2021 100
    O livro de códigos (LdC) é um manual de como codificar, enquanto o
    formulário de codificação (FdC) apresenta espaços apropriados para aplicar
    os códigos para todas as variáveis medidas.
    Livro de códigos
    O objetivo de criar LdC e FdC é dar informação
    mais completas e menos ambíguas possíveis ao
    ponto de mitigar as diferenças individuais entre os
    codificadores.
    Juntos LdC e FdC devem funcionar sozinhos como
    o protocolo de análise de conteúdo;

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  101. INCT.DD| COMPADD 2021 101
    Adaptando a sugestão de Macqueen et al. (1998, p. 32), um livro de códigos
    deve incluir, ao menos, seis componentes básicos: 1) categorias e seus
    códigos; 2) breve descrição; 3) definição completa; 4) regras para quando
    aplicar os códigos; 5) regras para quando não aplicar os códigos; 6)
    exemplos.
    Em resumo, deve conter definições claras, instruções fáceis de serem
    seguidas e exemplos que não deixem ambiguidade (especialmente os que
    gerarem dúvidas). Mesmo detalhes mundanos de codificação precisam ser
    especificados.

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  102. INCT.DD| COMPADD 2021 102
    Rizzotto et al, 2021

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  103. INCT.DD| COMPADD 2021 103
    • Uma definição conceitual é uma declaração do pesquisador do que ele
    deseja estudar. Cada definição conceitual é um guia para as medidas da
    variável ou sua operacionalização. A definição conceitual e a
    operacionalização precisam bater (validade interna).
    • O mais adequado é numerar as suas categorias e seus respectivos
    códigos.
    • Após a elaboração do livro de códigos, é igualmente importante que seja
    elaborado um formulário de codificação (FdC), que é a planilha de dados
    que será preenchida pelos diferentes codificadores, seja nos
    treinamentos, seja no teste de confiabilidade, seja na codificação final.
    • Deve ser formatado para apresentar os espaços apropriados para a
    aplicação de todos os códigos possíveis nas devidas categorias.

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  104. INCT.DD| COMPADD 2021 104

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  105. INCT.DD| COMPADD 2021 105
    o objetivo de criar LdC e FdC é dar informação mais completa e menos
    ambígua possível, ao ponto de quase diminuir ao mínimo as diferenças
    individuais entre os codificadores. Portanto, LdC e FdC devem funcionar
    sozinhos como o protocolo de análise de conteúdo. Tal detalhamento
    também é importante para facilitar a validação dos dados da pesquisa em
    um primeiro momento, e mesmo para fins de replicabilidade.
    Ao definir os códigos, não assuma que qualquer coisa é óbvia; sempre
    explicite especificamente o que código deveria ou não capturar. [...] Inclua
    todas as informações na definição completa do código e nas explicações
    para seu uso. Coisas que podem parecer óbvias aos codificadores em um
    certo lugar e momento podem ser totalmente obscuras em outras
    circunstâncias (Macqueen et al., 1998, p. 35).

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  106. INCT.DD| COMPADD 2021 106

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  107. INCT.DD| COMPADD 2021 107

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  108. INCT.DD| COMPADD 2021 108
    Recapitulando
    O código é a unidade
    elementar da AC. Ele irá
    resumir, filtrar ou condensar
    dados de acordo com os
    objetivos e com os interesses
    da pesquisa.
    Grupos de códigos, por sua
    vez, são agrupados em
    categorias.
    As categorias devem ser
    Exclusivas
    Exaustivas
    Homogêneas
    O livro de códigos (LdC) é um
    manual de como codificar,
    enquanto o formulário de
    codificação (FdC) apresenta
    espaços apropriados para
    aplicar os códigos para todas
    as variáveis medidas.

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  109. INCT.DD| COMPADD 2021 109
    5. Amostragem
    Nas palavras de Neuendorf (2002, p. 83), “amostragem é o processo de se
    selecionar um subconjunto de unidades para o estudo da população como
    um todo”.
    Por isso, a ideia de amostra só se faz concebível e ponto de atenção
    quando os recursos disponíveis para realizar a pesquisa não são suficientes
    para se analisar todas as unidades da população. Quando isso é possível,
    ou seja, quando a população pode ser devidamente pesquisada em sua
    totalidade, no lugar de uma amostragem, realiza-se, então, o que se
    denomina de censo.

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  110. INCT.DD| COMPADD 2021 110
    como fazer com que os dados de apenas uma parte (os dados da amostra)
    possam falar sobre o conjunto de uma população?
    pode-se dizer que uma amostra é representativa no momento em que “ela
    leva a conclusões que são aproximadamente as mesmas que aquelas que se
    alcançaria caso toda a população fosse pesquisada” (Krippendorff, 2004, p.
    112).
    Tais técnicas são divididas por Neuendorf (2002, p. 83-88) em dois grandes
    grupos, um de natureza probabilística (randômica) e outro de natureza não
    probabilística (não randômico)

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  111. INCT.DD| COMPADD 2021 111
    5.1 Técnicas probabilísticas
    (randômicas)
    Amostragem aleatória simples
    Amostragem sistemática
    Amostragem por agrupamento
    Amostragem estratificada
    Amostragem em múltiplos estágios
    Amostragem em bola de neve
    5.2 Técnicas não probabilísticas (não
    randômicas)
    Amostragem por conveniência
    Por propósito ou relevância
    Por cotas
    Censo

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  112. A amostragem a ser analisada foi
    selecionada a partir do método de
    semana construída, que consiste na
    estratifi cação da amostragem por dia da
    semana de modo a assumir a variação
    cíclica do conteúdo jornalístico (RIFFE
    et al., 1993). Para isso, é selecionado um
    dia aleatório, de um mês aleatório, que
    represente cada dia da semana, até que
    se forme uma semana completa. A
    construção da semana resultou em 461
    postagens, sendo 262 do O Povo Online
    e 199 do Tribuna do Ceará. (Lycarião,
    Leite, 2020, p. 8)
    Exemplo da semana construída

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  113. INCT.DD| COMPADD 2021 113
    6. Pré-teste das categorias e das regras de codificação
    a. treinamento
    b. revisão do livro de códigos
    c. teste de confiabilidade-piloto
    Riffe et al (2013)
    O primeiro passo é familiarizar os codificadores com o material/conteúdo a
    ser analisado.
    Devem existir regras de codificação, incluindo quantas unidades de análise
    podem ser feitas, o tempo máximo de uma sessão de codificação, a
    necessidade de reler as regras antes de cada sessão.

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  114. INCT.DD| COMPADD 2021 114
    Codificadores devem discutir o protocolo de
    codificação com o supervisor/pesquisador e
    também entre eles.
    Devem ser apresentados problemas e dificuldades
    na hora de codificar, assim como deixar claro como
    estão codificando.
    Como parte do processo de treinamento, o livro de
    códigos pode ser revisado até que os codificadores
    estejam confortáveis com o esquema de
    codificação.
    As revisões podem ser realizadas até que a
    codificação comece.

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  115. INCT.DD| COMPADD 2021 115
    Treinamento é muito importante!

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  116. INCT.DD| COMPADD 2021 116
    I) Escrever um livro de códigos com variáveis e categorias válidas para o
    fenômeno de interesse da pesquisa
    II) Treinamento dos codificadores com discussão
    III) Codificadores praticam em conjunto, engajando em discussões que
    buscam construir consensos
    IV) Possíveis revisões do livro de código
    V) Treinamento dos codificadores nas revisões
    VI) Codificadores praticam a codificação de modo independente em um
    número de unidades que represente a variedade da população estudada
    VII) Codificadores discutem os resultados da prática de codificação
    Treinamento - Passo a passo - Neuendorf

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  117. INCT.DD| COMPADD 2021 117
    VIII) Possíveis revisões do livro de códigos
    XIX) Treinamento dos codificadores nas revisões
    X) Codificadores fazem uma codificação piloto numa amostra para testar a
    confiabilidade
    XI) Pesquisador verifica confiabilidade mediante uma operação matemática
    que pondere a chance aleatória de concordância
    XII) Possíveis revisões ao livro de códigos
    XIII) Treinamento dos codificadores nas revisões
    XIV) Codificação independente final (incluindo checagens de
    confiabilidade). Nessa checagem, o cálculo do nível de confiabilidade deve
    ponderar a chance aleatória de concordância
    XV) Relato dos codificadores de suas experiências (Neuendorf 2002, p. 134).

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  118. INCT.DD| COMPADD 2021 118
    Não se trata de uma codificação democrática ou mesmo baseada em uma
    regra da maioria. Trata-se de padronizar as técnicas dos codificadores.
    Seus métodos de codificação precisam ser calibrados para que eles vejam o
    conteúdo da mesma forma, para poderem codificar independentemente,
    sem discussão ou colaboração depois.
    (Evitar) Problemas nos dados analisados
    Bias do codificador – quando sua bagagem/opinião impacta
    no código (alguém disse análise de valência?)
    Erros de codificação (repetição, cansaço)

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  119. INCT.DD| COMPADD 2021 119
    Ter um horário definido de codificação é importante

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  120. INCT.DD| COMPADD 2021 120
    I. Explicações teóricas e metodológicas detalhadas
    II. Familiarização com o conteúdo
    III. Codificação inicial independente
    IV. Comparação e verificação das divergências
    V. Mudanças/melhorias no livro de códigos
    VI. Codificação independente
    VII. Repetição dos passos 4-6
    Os passos 4-6 devem ser repetidos tantas vezes quantas necessárias28.
    VIII. Teste de confiabilidade-piloto
    Sampaio, Lycarião, 2021

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  121. INCT.DD| COMPADD 2021 121
    Resumo
    Explicações teóricas e metodológicas
    detalhadas;
    Familiarização com o conteúdo;
    Testes independentes;
    Discussões/esclarecimento com pesquisador e entre codificadores;
    Usos de exemplos/ilustrações, argumentações, discussões entre grupos
    para denotar as dificuldades.
    Mudanças/melhorias no livro de códigos;
    Sessões diversas de treinamento individual e conjuntas.
    Consensos ad hoc (registrados no LdC). Sampaio, Lycarião, 2021

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  122. INCT.DD| COMPADD 2021 122
    Aula 3
    A importância dos testes de confiabilidade entre classificadores
    Como realizar testes de confiabilidade entre classificadores
    Codificação final
    Análises e inferências dos resultados
    Cuidados com transparência e replicabilidade
    Exercícios de análise de conteúdo

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  123. INCT.DD| COMPADD 2021 123
    7. Treinamento final e teste de confiabilidade
    7.1 Treinamento
    7.2 Teste de confiabilidade entre codificadores
    Os testes de confiabilidade se dão a partir da comparação entre as
    codificações de dois ou mais codificadores sobre um mesmo excerto
    de material.
    Em outras palavras, nos testes de confiabilidade, todos os codificadores
    codificam exatamente o mesmo material, mas de forma independente.
    Isso implica que eles não podem conversar ou trocar qualquer tipo de
    informação entre si durante a codificação.
    Então, a confiabilidade é o grau no qual membros de uma
    certa comunidade confiam nas leitura, interpretações,
    respostas e usos de certos textos e dados (Krippendorf
    2004, p. 212).

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  124. INCT.DD| COMPADD 2021 124
    Como procedimento central, esse tipo de teste requer que as variáveis
    sejam verificadas por dois ou mais codificadores, em separado, ou seja,
    tomando apenas como referência o livro de códigos.
    A premissa é que, quanto mais esses codificadores concordarem entre si,
    mais precisas seriam as categorias utilizadas na codificação.
    Para, então, aumentar a confiabilidade de uma
    pesquisa com AC, a comunidade especializada
    sugere que sejam realizados testes de confiabilidade
    entre codificadores.

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  125. INCT.DD| COMPADD 2021 125
    • De outro modo (caso exista uma discordância significativa), a
    pesquisa estaria sob pena de ter suas variáveis e categorias
    análise consideradas como imprecisas e, portanto, como não
    fiáveis.
    Enquanto os testes de confiabilidade
    existem desde as primeiras codificações
    de Lasswell e equipe (Kaplan & Goldsen
    1982), é notável que sua maior exigência
    se tornou o padrão da literatura
    especializada apenas a partir da década
    de 1990 (Lombard, Snyder-Duch &
    Bracken 2002; Macnamara 2005).

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  126. A ideia de confiabilidade não visa anular a subjetividade do codificador, mas sim
    padronizar as formas com que diferentes codificadores compreendem as
    mesmas categorias analíticas, aumentando a chance que a interpretação que
    estes codificadores fizeram do conteúdo analisado seja a mais próxima possível
    de uma interpretação mínima comum, de caráter, portanto, intersubjetivo.

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  127. Inicialmente, o resultado do teste de
    confiabilidade era calculado apenas pela
    concordância absoluta, ou seja,
    comparando-se as codificações de modo
    a obter a percentagem dos casos em que
    houve concordância. Entretanto,
    atualmente, esse é considerado um
    procedimento bastante limitado.
    Isso porque há variáveis (especialmente as dicotômicas) em que há uma
    chance alta de concordância aleatória entre os codificadores. Novamente,
    vale o exemplo da valência.

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  128. INCT.DD| COMPADD 2021 128

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  129. A estabilidade (também designada de “fiabilidade intracodificador” ou,
    simplesmente, “consistência”) refere -se ao grau de invariabilidade de um
    processo de codificação ao longo do tempo.
    Ela diz respeito a situações de teste-reteste, em que um codificador duplica,
    num momento posterior, o procedimento de codificação que aplicou a um
    mesmo conjunto de dados.
    Não existindo desvios relevantes entre as
    codificações realizadas em ambos os
    momentos, conclui -se que os resultados
    são fiáveis.
    Recomendamos para pesquisas individuais.

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  130. INCT.DD| COMPADD 2021 130
    A reprodutividade (também denominada de “fiabilidade intercodificadores”,
    “acordo intersubjetivo” ou meramente “consenso”) designa o grau em que é
    possível recriar um processo de recodificação em diferentes circunstâncias,
    com diferentes codificadores.
    O caso mais típico refere -se à situação de teste-teste, em que dois
    codificadores aplicam, de forma independente, as mesmas instruções de
    codificação ao mesmo material, num determinado momento temporal.
    A precisão consiste no grau em que um processo de codificação se conforma
    funcionalmente com um padrão conhecido. Ela é determinada quando o
    desempenho de um codificador ou de um instrumento de codificação é
    comparado com um padrão de desempenho correto conhecido, previamente
    estabelecido.

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  131. INCT.DD| COMPADD 2021 131
    Recapitulando
    A codificação/classificação de apenas uma pessoa é passível de crítica e
    desconfiança
    Desde o nascimento da análise de conteúdo científica, pensou-se em testes
    de confiabilidade entre codificadores para lidar com a subjetividade.
    O sarrafo aumentou tanto que passaram a considerar que a porcentagem de
    concordância não era o suficiente, pois havia chance de concordância
    aleatória.
    Assim, o padrão internacional é de testes de confiabilidade
    baseados em índices.

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  132. INCT.DD| COMPADD 2021 132
    Aplicável a quaisquer números de valores por
    variável.
    Aplicável a qualquer número de codificadores
    (não apenas dois).
    Aplicável para amostras grandes ou pequenas.
    Aplicável para dados com valores ausentes.
    Krippendorff's α

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  133. INCT.DD| COMPADD 2021 133
    Do = Desacordo observado.
    De: Desacordo esperado.
    Quando o acordo é perfeito e o desacordo é ausente , Do = ° and a = 1,
    indicando confiabilidade perfeita. Quando desacordo observado e esperado
    são iguais, isso indica a ausência de confiabilidade, ou seja, -1.
    Krippendorff's α

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  134. INCT.DD| COMPADD 2021 134
    Dados para confiabilidade devem exibir variação.
    Para verificar a confiabilidade dos dados, a amostra precise ser
    representativa da população (universo) no qual a confiabilidade está em
    questão.
    Para estabelecer a confiabilidade das instruções, a diversidade dos dados é
    mais importante que sua representatividade.
    Dados para confiabilidade devem conter cada categoria que o instrumento
    distingue com uma frequencia grande o suficiente.
    O que pode justificar oversampling de unidades raras e undersampling de
    unidades recorrentes.

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  135. INCT.DD| COMPADD 2021 135
    Variáveis confiáveis terão α = .800.
    Considere variáveis com confiabilidade entre α = .667 e .800.
    É errado fazer uma média de confiabilidade entre as diferentes variáveis
    verificadas.
    No caso de múltiplas variáveis, o menor resultado de confiabilidade das
    variáveis deve ser considerado o resultado geral.
    O risco de a taxa de fiabilidade ser baixa aumenta com:
    quantidade de categorias a aplicar,
    número de codificadores que intervêm;
    grau de desestruturação do material a codificar.

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  136. INCT.DD| COMPADD 2021 136
    Planilha para teste de confiabilidade
    Ferramenta mais acessível: Recal www.dfreelon.org
    Colocar as codificações em planilha (.csv), manter apenas os números da
    codificação, sendo as linhas os casos e as colunas os codificadores.

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  137. INCT.DD| COMPADD 2021 137
    2 codificadores: Recal 2 (é possível fazer todas as variáveis de uma vez,
    separá-las a cada 2 colunas).
    3+ codificadores: Recal 3 (uma variável por vez).

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  138. INCT.DD| COMPADD 2021 138

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  139. INCT.DD| COMPADD 2021 139

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  140. INCT.DD| COMPADD 2021 140

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  141. INCT.DD| COMPADD 2021 141
    Lycarião, Leite, 2020

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  142. INCT.DD| COMPADD 2021 142
    Recapitulação
    2+ Codificadores codificam de forma independente
    uma amostra aleatória do corpus (40 unidades)
    As duas (ou+) codificações são colocadas em formato .csv e sem quaisquer
    textos.
    Acessa-se o site www.dfreelong.org
    Caso sejam 2 codificadores, escolhemos a ReCal2. Se forem 3 ou mais, Recal 3
    Todas categorias precisam passar: α de Krippendorff > 0.667

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  143. INCT.DD| COMPADD 2021 143
    8. Codificação
    A codificação/classificação final, de fato, só começa nesta etapa.
    A codificação se inicia quando cinco requisitos foram suficientemente
    atendidos:
    1) a unidade de análise foi definida;
    2) a amostra foi definida e realizada;
    3) o referencial de codificação, notadamente o livro de códigos, foi devidamente
    revisado para aumentar a validade e a confiabilidade da pesquisa;
    4) houve treinamento suficiente e adequado para os codificadores
    participantes;
    5) há um resultado considerado suficiente no teste de confiabilidade entre
    codificadores inicial.

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  144. INCT.DD| COMPADD 2021 144
    Assim, se todos os requisitos foram cumpridos, é hora de a codificação final
    acontecer.
    Seja na população geral de textos/conteúdos, seja na amostra, é
    o momento de dividir o número total de unidade de análises entre os
    codificadores aprovados no teste de confiabilidade.
    Exatamente como nos testes de confiabilidade, cada um codifica de modo
    independente, não havendo consulta entre si ou com o líder da pesquisa.
    Por exemplo, se estão sendo analisadas 400 matérias jornalísticas em uma AC e
    há quatro codificadores, basta cada um codificar 100 matérias distintas.

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  145. INCT.DD| COMPADD 2021 145
    9. Teste de confiabilidade intermediário e final
    No teste inicial, que ocorre antes da codificação, busca-se averiguar se as
    categorias são confiáveis e se os codificadores participantes foram capazes de
    assimilá-las dentro do padrão científico esperado dentro da AC (Lacy et
    al., 2015). O teste intermediário, por sua vez, busca verificar se a codificação
    não está caindo em sua qualidade. É um teste que pode ser bastante útil para
    se verificar possíveis erros antes da conclusão da codificação completa.
    Idealmente, ele deve ocorrer em torno de 40% a 50% da codificação final.
    Finalmente, o teste de confiabilidade final ocorre após a conclusão da
    codificação e busca justamente demonstrar que a codificação final manteve a
    qualidade atestada pelo teste de confiabilidade inicial

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  146. INCT.DD| COMPADD 2021 146
    I) Sucessivas codificações-piloto em uma amostra heterogênea
    (mínimo de 10 unidades) levando a revisões do livro de códigos,
    até que a confiabilidade se mostre aceitável (não aleatória).
    II) Codificação independente final em amostra aleatória representativa
    (sugerimos 10% da amostra, sendo o mínimo de 50 unidades).
    III) Pesquisador verifica resultado do índice de confiabilidade.
    VI) Se passar, relato dos codificadores de suas experiências. Em
    caso de falha, retornar ao passo I ou excluir a variável da análise do
    material completo.
    V) Disponibilizar, na internet, o livro de códigos, a planilha de dados
    codificada e o material da pesquisa.
    VI) Apresentar um relato detalhado do processo no texto científico.

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  147. INCT.DD| COMPADD 2021 147
    ANÁLISE
    10. Tabulação e aplicação de procedimentos estatístico
    Trata-se de algo particularmente complexo
    Ver curso de Ibpad de introdução à estatística para comunicadores
    Verificar em especial livros e manuais sobre estatística com dados categóricos.
    Testes mais simples e interessantes são de qui-quadrado (que vai verificar se
    duas variáveis estão ligadas ou não) e de resíduo padronizado, que vai mostrar
    a direção da variação.

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  148. INCT.DD| COMPADD 2021 148
    Teste de qui-quadrado valor: 240,669; gl: 120; sig ,000
    Qual a área da
    atuação do/a 1
    autor/a?
    Políticas de
    comunicação/Econo
    mia Política
    esfera civil
    não-
    organizada
    Governo Parlamento
    /legislativo
    Campanhas
    eleitorais
    Movimentos
    sociais
    Instituições de
    accountability
    sociabilidade N
    N 28 51 17 9 7 14 2 5 133
    Resíduos -1,1 3,8 -2,3 -0,2 -0,5 2,2 -1,5 -,1
    N 7 12 6 7 12 4 1 1 50
    Resíduos -1,7 0,1 -1,6 1,7 4,8 ,5 -,8 -,7
    N 8 4 4 1 1 0 0 1 19
    Resíduos 1,4 -0,1 -,1 -,3 -,2 -1,0 -0,9 ,3
    N 5 1 2 1 3 2 2 1 17
    Resíduos 0,1 -1,6 -1,1 -0,3 1,7 0,9 1,4 ,3
    N 9 3 11 2 0 0 4 0 29
    Resíduos 0,7 -1,3 2,0 ,0 -1,3 -1,3 2,7 -1,0
    N 3 2 9 1 0 0 0 3 18
    Resíduos -1,1 -1,3 2,0 -,4 -1,2 -1,1 -,9 2,3
    N 11 4 15 4 0 1 0 1 36
    Resíduos ,7 -1,4 2,6 ,9 -1,5 -0,7 -1,2 -,3
    N Direito 28 15 12 3 2 1 5 3 69
    Resíduos 2,4 -0,2 -0,9 -,9 -1,1 -1,5 1,2 ,2
    N Ciência da
    Computação
    3 2 8 ,0 0,0 1 1,0 ,0 15
    Resíduos -,3 -0,6 2,9 -1,0 -0,9 0,2 0,6 -,7
    N Relações
    Internacionais
    ,0 0 0 ,0 1 1 0,0 ,0 2
    Resíduos -,7 -0,6 -0,6 -,4 2,7 2,8 -0,3 -,3
    N Outros 8 3 11 3 1 1 3 2 32
    Resíduos -,5 -1,8 1,0 ,2 -0,9 -0,8 1,2 ,4
    Total 110 97 95 31 27 25 18 17 420
    Campo de
    Públicas
    Ciência da
    Informação
    Administração
    Objeto político/social predominante analisado no artigo
    Comunicação
    Ciência Política
    Sociologia
    Ciências Sociais

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  149. INCT.DD| COMPADD 2021 149
    Qual a área da atuação do/a 1
    autor/a?
    Quantitativo Qualitativo Bibliográfico Quanti/Qua
    li
    N
    N 24 50 63 19 156
    Resíduos -1,2 ,3 ,0 1,1
    N 23 12 17 9 61
    Resíduos 3,2 -1,5 -1,5 1,4
    N 7 5 7 3 22
    Resíduos 1,3 -,7 -,6 ,7
    N 5 9 6 2 22
    Resíduos ,3 0,9 -1,0 ,0
    N 7 13 9 3 32
    Resíduos 0,3 1,0 -1,1 0,0
    N 4 8 8 5 25
    Resíduos -0,4 ,1 -,7 1,7
    N 11 18 10 2 41
    Resíduos 1,0 1,5 -1,6 -,9
    N Direito 5 19 57 0 81
    Resíduos -2,8 -1,2 4,3 -2,8
    N Ciência da Computação 1 8 7 0 16
    Resíduos -1,2 1,4 0,2 -1,2
    N Relações Internacionais 0 0 1 1 2
    Resíduos -0,6 -0,8 0,2 1,9
    N Outros 12 11 17 3 43
    Resíduos 1,2 -0,6 -0,1 -0,5
    Total 99 153 202 47 501
    Ciência da Informação
    Administração
    Tipo de método utilizado no artigo
    Comunicação
    Ciência Política
    Sociologia
    Ciências Sociais
    Campo de Públicas
    Teste de qui-quadrado valor: 83,263; gl: 30; sig ,000

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  150. INCT.DD| COMPADD 2021 150
    http://www.cpop.ufpr.br/

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  151. INCT.DD| COMPADD 2021 151
    ANÁLISE
    11. Interpretar e reportar os resultados
    • Os resultados da pesquisa (respostas às perguntas e hipóteses de
    pesquisa).
    • Limites da pesquisa e autoavaliação: quais os limites dos resultados? Há
    sugestões metodológicas? Os esforços foram válidos? Trouxeram resultados
    relevantes?
    • Conclusão: onde a pesquisa se encontra? Estes resultados vão ao encontro ou
    de encontro àqueles da literatura? O que podemos generalizar e o que é
    especificidade do estudo? Quais são os mais promissores indicativos de futuras
    pesquisas?

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  152. INCT.DD| COMPADD 2021 152
    Articulação entre:
    a superfície do textos, descrita
    e analisada (estruturas semânticas ou linguísticas)
    Os fatores que determinaram estas características, deduzidos
    logicamente (estruturas psicológicas ou sociológicas)
    Podem responder, usualmente, a dois tipos de problemas:
    O que conduziu a determinado enunciado?
    Consequências de um determinado enunciado?
    Inferência

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  153. INCT.DD| COMPADD 2021 153
    Em AC quantitativas, muitas vezes a inferência está conectada às
    análises estáticas;
    Porém, a frequência simples e porcentagens já podem ajudar a fazer
    boas interpretações e servem bem quando não há hipóteses ou para
    estudos mais exploratórias.
    Independente disso, é justamente a hora
    de contexto, conhecimento da literatura
    e criatividade entrarem em ação.
    Inferência

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  154. INCT.DD| COMPADD 2021 154
    12. Validação e replicabilidade (+ transparência!!)
    AC enquanto técnica científica: o mais recomendável é que o próprio campo
    científico no qual a pesquisa se insere seja justamente o melhor árbitro para
    avaliar a validade do estudo em tela.
    A simples apresentação dos resultados pode ser pouco para uma avaliação
    adequada. Como já insistimos em outros pontos, o ideal é que os pares
    possuam mais material para analisar a qualidade da AC em questão.
    Nomeadamente, é preciso tornar o livro de códigos completo disponível
    O LdC, em conjunto com a revisão teórica e a pergunta de pesquisa, são
    premissas básicas para a avaliação da validade de qualquer AC.

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  155. INCT.DD| COMPADD 2021 155
    Tornar disponível o LdC também é essencial para a replicabilidade do
    estudo.
    Entretanto, no caso desta, também se faz necessária a acessibilidade
    ao mesmo material analisado, estando o mesmo em condição equivalente
    ou suficiente para uma nova codificação externa ao contexto da pesquisa
    original.
    É necessário disponibilizar o material e/ou banco de dados que serviu de base
    para a pesquisa

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  156. INCT.DD| COMPADD 2021 156
    Sampaio et al, 2021 (livro de códigos)

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  157. INCT.DD| COMPADD 2021 157
    Sampaio et al, 2021 (banco de dados)

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  158. INCT.DD| COMPADD 2021 158
    sugerimos que:
    1) o LdC já seja disponibilizado assim que a pesquisa for apresentada
    2) o banco de dados seja disponibilizado, caso solicitado (e.g. por um periódico
    ou por partes) ou depois da publicação do artigo científico (assim, a
    originalidade da pesquisa já estará garantida).
    Em ambos os casos, o ideal é a publicação em
    repositórios institucionais e fixos e não em páginas
    aleatórias da internet, que poderão deixar de
    existirno futuro breve.

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  159. INCT.DD| COMPADD 2021 159
    Obrigado!

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  160. INCT.DD| COMPADD 2021 160
    Sugestões de leitura
    • SAMPAIO, Rafael Cardoso; LYCARIÃO, Diógenes. Análise de conteúdo
    categorial: manual de aplicação. Brasília: Enap, 2021. (Capítulo 3)
    • LYCARIÃO, Diógenes; LEITE, Ana Beatriz. Política no Facebook: Emergência
    de novos padrões de compartilhamento de notícias em tempos de crise. E-
    Compós. 2020.
    • CERVI, Emerson U. Análise de dados categóricos em ciência política. E-book
    PPGCP: Curitiba, 2014.
    • FIGUEIREDO FILHO, D. B. Métodos quantitativos em ciência política.
    Curitiba: Editora Intersaberes, 2019.

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  161. INCT.DD| COMPADD 2021 161
    Referências (manuais)
    SAMPAIO, Rafael Cardoso; LYCARIÃO, Diógenes. Análise de conteúdo categorial:
    manual de aplicação. Brasília: Enap, 2021.
    • ALONSO, Sonia; VOLKENS, A.; GÓMEZ, B. Análisis de contenido de textos políticos: un
    enfoque cuantitativo. CIS, 2012.
    • BARDIN L. Análise de conteúdo. Edição revista e ampliada. São Paulo: Edições 70 Brasil;
    [1977] 2016
    • KRIPPENDORFF, K. Content analysis: an introduction to its methodology. Londres: Sage,
    [1980] 2004.
    • NEUENDORF, K. The content analysis guidebook. Londres: Sage, 2002.
    • RIFFE, D.; LACY, S.; FICO, F. Analyzing media messages: using quantitative content analysis
    in research. Londres: Routledge, 2014.

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  162. INCT.DD| COMPADD 2021 162
    Referências (estado da arte da AC)
    • CASTRO, T. G. DE; ABS, D.; SARRIERA, J. C. Análise de conteúdo em pesquisas de Psicologia. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 31, n. 4, p.
    814–825, 2011a.
    • GOMES, A. F.; BOCKORNI, B. R. S.; SANTOS, A. Z. P. M.; NASCIMENTO, K. D. J. As contribuições da Análise de Conteúdo e do Discurso para
    os estudos em Administração. Revista Foco, v. 13, n. 1, p. 146–170, 2020.
    • MARTINEZ, M.; PESSONI, A. Intercom: pesquisas feitas com o método (1996 a 2012). In: T. de M. Jorge (Org.); Notícia em fragmentos:
    análise de conteúdo no jornalismo. p.299–319, 2015. Florianópolis: Editora Insular.
    • NASCIMENTO, O. A. DOS S.; CABRAL, D. P. E; CAVALCANTE, F. R.; REZENDE, M. S.; FILHO, A. L. Os usos da Análise de Conteúdo na
    produção científica da Educação Física brasileira. Atas CIAIQ2019 - Investigação Qualitativa em Educação. Anais... . v. 1, p.498–506,
    2019.
    • PALMEIRA, L. L. DE L.; CORDEIRO, C. P. B. S.; PRADO, E. C. DO. A análise de conteúdo e sua importância como instrumento de
    interpretação dos dados qualitativos nas pesquisas educacionais. Cadernos de Pós-graduação, v. 19, n. 1, p. 14–31, 2020.
    • QUADROS, M.; ASSMANN, G.; LOPEZ, D. C. A análise de conteúdo nas pesquisas brasileiras em comunicação: aplicações e derivações do
    método. In: E. M. da R. Barichello; A. Rublescki (Orgs.); Pesquisa em comunicação: olhares e abordagens. p.89–108, 2014. Santa Maria:
    Facos – UFSM.
    • Sampaio, R. C., Lycarião, D., Codato, A., Marioto, D., Bittencourt, M., & Nichols, B. Uma técnica parada no tempo? Mapeamento da
    produção científica baseada em análise de conteúdo na SciELO Brasil (2002-19). Preprint Scielo, 2021. Disponível em:
    https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/1913.
    • SERAMIM, R. J.; WALTER, S. A. O que Bardin diz que os autores não mostram? Estudo das produções científicas brasileiras do período de
    1997 a 2015. Administração: Ensino e Pesquisa, v. 18, n. 2, p. 241–269, 2017.
    • SILVA, A. H.; CUNHA, D. E.; GASPARY, E.; et al. Análise de conteúdo: fazemos o que dizemos? Um levantamento de estudos que dizem
    adotar a técnica. Conhecimento Interativo, v. 11, n. 1, p. 168–184, 2017.

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  163. INCT.DD| COMPADD 2021 163
    Referências (outras)
    • AMARANTE, Erivelto Diego; SAMPAIO, Rafael Cardoso. A imagem pública nos 100 primeiros dias de governo: uma análise
    de entrevistas do portal G1 com prefeitos em início de mandato. Intexto, n. 52, p. 96617, 2021.
    • Bauer, M. Análise de conteúdo clássica: uma revisão. In: Bauer, M.; Gaskell, G. (Orgs.). Pesquisa qualitativa com texto,
    imagem e som: um manual prático. Petrópolis, Editora Vozes, p.189-217, 2007.
    • BORBA, Felipe. Medindo a propaganda negativa na TV, rádio, debates, imprensa e Facebook: o caso das eleições
    presidenciais de 2014. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, v. 42, p. 37-56, 2019.
    • Carlomagno, M.; Rocha, L. Como criar e classificar categorias para fazer análise de conteúdo: uma questão metodológica.
    Revista Eletrônica de Ciência Política, v.7, n.1, 2016.
    • Chagas, V.; Freire, F.; Rios, D.; Magalhães, D. A política dos memes e os memes da política: proposta metodológica de
    análise de conteúdo de memes dos debates eleitorais de 2014. Intexto, n. 38, p. 173-196, 2017.
    • Downe-Wamboldt, B. Content analysis: method, applications, and issues. Health care for women international, v. 13, n.
    3, p. 313-321, 1992.
    • FERES JÚNIOR, João; SASSARA, Luna. O cão que nem sempre late: o Grupo Globo e a cobertura das eleições presidenciais
    de 2014 e 1998. Compolítica, v. 6, n. 1, p. 30-64, 2016.
    • Figueiredo, M.; Aldé, A.; Dias, H., Jorge, V. Estratégias de persuasão eleitoral: uma proposta metodológica para o estudo
    da propaganda eleitoral. Opinião Pública, v. 4, n. 3, p. 109-120, 1997.
    • HUERTAS, Melby Karina Zuniga; SEGURA, Antonio Cássio. Informação e emoção na propaganda: uma análise de
    conteúdo na Internet no Brasil. Revista Brasileira de Marketing, v. 10, n. 3, p. 127-150, 2011.

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  164. INCT.DD| COMPADD 2021 164
    Referências (outras)
    • KLEINA, Nilton Cesar Monastier; SAMPAIO, Rafael Cardoso. " Não sou eu quem está falando": A retórica de autoridade
    em vlogs da Direita brasileira no YouTube sobre a vacina contra a COVID-19. Revista ECO-Pós, v. 24, n. 2, p. 175-200,
    2021.
    • LEITE, Fernando. O campo de produção de Ciência Política brasileira contemporânea: uma análise histórico-estrutural de
    seus princípios de divisão a partir de periódicos, áreas e abordagens. Tese (doutorado em Ciência Política) 2015.
    Disponível em: https://www.acervodigital.ufpr.br/handle/1884/37966.
    • Lombard, M.; Snyder-Duch, J.; Bracken, C. Content analysis in mass communication: Assessment and reporting of
    intercoder reliability. Human communication research, v. 28, n. 4, p. 587-604, 2002.
    • LYCARIÃO, Diógenes; LEITE, Ana Beatriz. Política no Facebook: Emergência de novos padrões de compartilhamento de
    notícias em tempos de crise. E-Compós. 2020.
    • Macnamara, J. Media content analysis: Its uses, benefits and best practice methodology. Asia-Pacific Public Relations
    Journal, v. 6, n. 1, 2005.
    • Macqueen, K. M.; Mclellan, E.; Kay, K.; Milstein, B. Codebook development for team-based qualitative analysis. Cam
    Journal, v. 10, n. 2, p. 31-36, 1998.
    • MORAES, Roque. Uma experiência de pesquisa coletiva: introdução à análise de conteúdo. A construção do
    conhecimento e sua mediação metodológica. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 111-129, 1998.

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  165. INCT.DD| COMPADD 2021 165
    Referências (outras)
    • Panke, L.; Cervi, E. Análise da comunicação eleitoral: uma proposta metodológica para os estudos do HGPE.
    Contemporanea, v. 9, n. 3, p. 390-404, 2012.
    • RIZZOTTO, Carla; PRUDENCIO, Kelly; SAMPAIO, Rafael Cardoso. Tudo normal: a despolitização no enquadramento
    multimodal da cobertura do impeachment de Dilma Rousseff. Comunicação & Sociedade, v. 39, n. 3, p. 111-130, 2017.
    • SAMPAIO, Rafael Cardoso; BRAGATTO, Rachel Callai; NICOLÁS, Maria Alejandra. A construção do campo de internet e
    política: análise dos artigos brasileiros apresentados entre 2000 e 2014. Revista Brasileira de Ciência Política, p. 285-320,
    2016.
    • SAMPAIO, R. C.; FREITAS, C. S. ; KLEINA, N. C. M. ; MARIOTO, D. J. F. ; NICHOLS, B. W. ; BORGES, T. P. F. S. ; ALISON, M. B.;
    BOZZA, G. A. ; HAUSEN, V. . Democracia Digital no Brasil: mapeamento e análise de artigos publicados em periódicos
    entre 1999-2018. Boletim de Análise Político-Institucional, v. 25, p. 23-32, 2021.
    • SANTOS, Nina; ALMADA, Maria Paula . Midiativismo em rede: Twitter e as críticas aos meios de comunicação tradicionais
    em um sistema híbrido de comunicação. ESFERAS, p. 18, 2019.
    • SOUZA, Cássia Luã Pires de; GARCIA, Rosane Nunes. Uma análise do conteúdo de Botânica sob o enfoque Ciência-
    Tecnologia-Sociedade (CTS) em livros didáticos de Biologia do Ensino Médio. Ciência & Educação (Bauru), v. 25, p. 111-
    130, 2019.
    • Stemler, S. An overview of content analysis. Practical assessment, research, and evaluation, v. 7, n. 1, p. 17, 2000.
    • White, M.; Marsh, E. Content analysis: A flexible methodology. Library trends, v. 55, n. 1, p. 22-45, 2006.

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  166. INCT.DD| COMPADD 2021 166
    Exemplos de Livros de Códigos
    Exemplos de formulários de codificação
    Manuais
    Artigos
    Materiais
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  167. INCT.DD| COMPADD 2021 167
    Obrigado!
    compadd.ufpr.br
    [email protected]

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  168. INCT.DD| COMPADD 2021 168
    Rafael Cardoso Sampaio
    Professor do Departamento de Ciência Política da UFPR
    Pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e
    Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD)
    Líder do grupo de pesquisa Comunicação Política e
    Democracia Digital (COMPADD)
    Ex-Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores
    em Comunicação e Política (Compolítica)
    Lattes / Google Scholar
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