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A Banalidade do Mal
 e a regulação de novos comportamentos tecnológicos

A Banalidade do Mal
 e a regulação de novos comportamentos tecnológicos

Slides da palestra apresentada no Caipyra 2019

São Carlos, SP, 2019

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Eduardo Cuducos

June 09, 2019
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Transcript

  1. A Banalidade do Mal
 e a regulação de novos comportamentos

    tecnológicos @cuducos
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  9. Servir à conversa pública!

  10. Servir à conversa pública! Gerência de Políticas Públicas do Twitter

  11. “Automações podem ser positivas… O que nós enfrentamos com cada

    vez mais vigor são comportamentos automatizados que prejudicam a experiência e a conversa pública no Twitter.” (Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, organizado em 2019 pelo TSE)
  12. “Trabalhamos para detectar proativamente contas e comportamentos abusivos e investimos

    em ferramentas que identificam e agem auto- maticamente em contas que disseminam spam ou atuam de forma coordenada.” (Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, organizado em 2019 pelo TSE)
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  15. Cidadão Órgão público

  16. Ativismo Digital

  17. Ativismo Digital

  18. Servir à conversa pública!

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  22. Servir à conversa pública?

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  24. Cidadão Representante democraticamente eleito

  25. Ativismo Digital

  26. Democracia Representativa

  27. Democracia Representativa

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  30. Servir à conversa pública?

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  32. Alto custo para investigações oficiais Quase 1000 reembolsos reportados em

    fase de teste 10% de resposta 5% de respostas “boas”
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  35. Servir à conversa pública!

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  38. “Hoje nos identificamos e desafiamos 3x mais contas suspeitas de

    serem automações mal- intencionadas do que em setembro de 2017.” (Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, organizado em 2019 pelo TSE)
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  40. Servir à conversa pública?

  41. Ao nosso lado temos decisões históricas como a da corte

    americana que proibiu o presidente deles de bloquear pessoas nas redes sociais, já que a conta dele representa o cargo de pessoa pública, e não a pessoa privada.
  42. Aqui no Brasil, no Código de Ética e Decoro Parlamentar

    da Câmara dos Deputados, não há qualquer menção à necessidade de alguém exigir o consentimento do parlamentar para apresentar representações contra eles, que dirá menções nas redes sociais.
  43. No caso da Câmara dos Deputados, qualquer cidadão tem direito

    de apresentar demandas por qualquer meio (art. 10, caput da Lei Federal 12.527/2011; art. 6º, II e art. 10, §4º da Lei Federal 13.460/2017; entre outros).
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  45. Papel crucial
 de plataformas na democracia

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  48. Regulação

  49. Regulação Mas e a liberdade de expressão?

  50. Regulação Mas e a liberdade de expressão?

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  55. Destaca-se que a conceituação de regulação se faz por referência

    a tantos outros conceitos: o conceito de homeostase (biologia), de controle (mecânica), a ideia de poder e dominação (ciências políticas), autorregulação (economia).
  56. Observa-se que a partir de Leibniz a noção de regulação

    é expressa como conservação de constantes iniciais. Esse conceito é aplicado na fisiologia, na economia e na política, a partir dos princípios de conservação leibnizianos, ou seja, a regulação é inicialmente concebida nessas áreas do conhecimento como função de conservação e restituição de sistemas fechados.
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  61. Medíocre Obediente Normal

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  63. “Não sou o monstro que fazem de mim.”

  64. “A corte não o entendia: ele nunca tinha nutrido ódio

    aos judeus, e nunca desejou a morte de seres humanos. Sua culpa provinha de sua obediência, e a obediência é louvada como virtude. Sua virtude tinha sido abusada pelos líderes nazistas. Mas ele não era membro do grupo dominante, ele era uma vítima, e só os líderes mereciam punição.”
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  66. “O problema com Eichmann era exatamente que muitos eram como

    ele, e muitos não eram nem pervertidos, nem sádicos, mas eram e ainda são terrível e assustadoramente normais.”
  67. “Do ponto de vista de nossas instituições e de nossos

    padrões morais de julgamento, essa normalidade era muito mais apavorante do que todas as atrocidades juntas, pois implicava que esse era um tipo novo de criminoso que tornam praticamente impossível para ele saber ou sentir que está agindo de modo errado.”
  68. A Banalidade do Mal
 não é o mal praticado “à

    granel” de maneira banal
  69. “A não ser pos sua extraordinária aplicação em obter progressos

    pessoais, ele não tinha nenhuma motivação. E esse aplicação em si não era de forma alguma criminosa; ele certamente nunca teria matado seu superior para ficar com seu posto. Para falarmos em termos coloquiais, ele simplesmente nunca percebeu o que estava fazendo”
  70. A Banalidade do Mal
 está em seguir “regras” sem reflexão

    sobre os efeitos delas
  71. “Ele não era burro. Foi pura irreflexão — algo de

    maneira alguma idêntico à burrice — que o predispôs a se tornar um dos grandes criminosos deste época. E se isso é ‘banal’ e até engraçado, se nem com a maior boa vontade do mundo se pode extrair qualquer profundidade diabólica ou demoníaca de Eichmann, isso está longe de se chamar lugar-comum.”
  72. “Essa distância da realidade e esse desapego podem gerar mais

    devastação do que todos os mas instintos juntos — talvez inerentes ao homem; essa é, de fato, a lição que se pode aprender com o julgamento de Jerusalém. Mas foi uma lição, não uma explicação do fenômeno, nem uma teoria sobre ele.”
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  74. “Hoje nos identificamos e desafiamos 3x mais contas suspeitas de

    serem automações mal- intencionadas do que em setembro de 2017.” (Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, organizado em 2019 pelo TSE)
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  78. “Hoje nos identificamos e desafiamos 3x mais contas suspeitas de

    serem automações mal- intencionadas do que em setembro de 2017.” (Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, organizado em 2019 pelo TSE)
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  82. Cícero?
 Bot que tuitaria tramitação de pautas na Câmara e

    no Senado sobre dados abertos
  83. Cícero?
 Bot que tuitaria tramitação de pautas na Câmara e

    no Senado sobre dados abertos
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  85. Amo o Twitter

  86. Amo o Twitter! Verdade. Tudo que criamos pode e deve

    ser revisto criticamente
  87. Amo o Twitter! Verdade. Instituições não democráticas tem poder público

  88. Amo o Twitter! Verdade! Instituições não democráticas tem poder público

    Tudo que criamos pode ser revisto criticamente
  89. Muito obrigado
 @cuducos