as ações recomendadas para gestão de riscos. Todas as informações resultantes da análise devem estar contidas neste relatório de forma clara e compreensível, principalmente por pessoas que não fizeram parte da equipe de estudo. A análise de segurança e operabilidade das instalações, ou Hazard and Operability Analysis, HazOp, é uma técnica estruturada de análise qualitativa desenvolvida para identificar problemas operacionais em plantas de processo, os quais, apesar de aparentemente não apresentarem riscos imediatos, podem comprometer a capacidade, produtividade e/ou a segurança da planta, principalmente em situações onde o conhecimento sobre a operacionalidade da mesma é escasso ou inexiste, apresenta complexidade no processo, aplicação de novas tecnologias, etc. O HazOp consiste na revisão dos documentos de engenharia da instalação através de reuniões, durante as quais um grupo de trabalho especializado realiza uma análise de hipóteses sobre o projeto da instalação em busca de riscos, seguindo uma estrutura pré- estabelecida. Para minimizar a possibilidade de que algo seja omitido, o facilitador da análise orienta o grupo de maneira sistemática sobre os P&ID’s5, PFD’s6, diagramas elétricos unifilares e/ou arranjos mecânicos do projeto: linha por linha, para cada nó-de-estudo7 analisado são aplicadas à série de palavras-guias8, identificando os desvios9 possíveis de ocorrência nos parâmetros do processo ou da operação projetada (ausência de fluxo, temperatura acima da faixa admissível, chave não acionada, etc), suas possíveis causas (motivos pelos quais os desvios ocorrem) e analisando as conseqüências prováveis na ocorrência dos desvios. Fica evidenciado que a técnica HazOp é um processo para identificação dos desvios operacionais. O método HazOp é principalmente indicado em projetos de novas instalações industriais (greenfield) e ampliações das instalações existentes (brownfield). O HazOp é adequado também para análise de modificações das instalações existentes (revamp) tanto grandes quanto pequenas. Não é obrigatório, porém é conveniente, que a análise de segurança e operabilidade seja realizada posteriormente à análise de riscos do projeto, porque as ameaças identificadas na disciplina de Engenharia podem servir como entradas para o estudo estabelecido no presente procedimento. 5 Piping and Instrumentation Diagram, ou Diagrama de Instrumentação e Tubulações. Representação esquemática de todas as tubulações, vasos, válvulas, filtros, bombas, compressores, etc, do processo. Os P&ID's mostram todas as linhas de processo, linhas de utilidades e suas dimensões, além de indicar também o tamanho e especificação das tubulações e válvulas, incluindo toda a instrumentação da instalação. 6 Process Flow Diagram, ou Fluxograma de Processo. É a representação esquemática do fluxo seguido no manuseio ou na transformação de matérias-primas em produtos intermediários e acabados. É constituída de equipamentos de caldeiraria (tanques, torres, vasos, reatores, etc); máquinas (bombas, compressores, etc), tubulações, válvulas e instrumentos principais, onde devem ser apresentados dados de pressão, temperatura, vazões, balanços de massa e de energia e demais variáveis de processo. 7 São os pontos do processo, localizados através dos fluxogramas de processo e diagramas de instrumentação e tubulações que serão analisados nos casos em que admitam desvios. 8 São palavras simples utilizadas para assegurar que as questões que são levantadas para testar a integridade de cada componente da instalação explorarão qualquer maneira possível na qual possa ocorrer o desvio de uma dada intenção de operação. 9 Os desvios são afastamentos das intenções de operação, que são evidenciados pela aplicação sistemática das palavras-guia aos parâmetros do processo em cada nó-de-estudo (p. ex., mais pressão), ou seja, são distúrbios hipotéticos com relação ao equilíbrio do sistema.