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SLIDES_TEETETO_21-07-22

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SEMINARIO SOBRE TEETETO

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Laura Duarte

October 13, 2022

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Transcript

  1. TEETETO Θεαίτητος DOCENTE: PROF. DR. MARCEN DE OLIVEIRA SOUZA DISCENTES:

    LAURA DUARTE E LUCIENE RIBEIRO PÁGINAS 95 Á 112
  2. BREVE APRESENTAÇÃO DO DIÁLOGO TEETETO DE PLATÃO • O Teeteto

    (em grego,Θεαίτητος;transl. Theaítētos) é um diálogo platônico sobre a natureza do conhecimento, escrito em 369 a.C. • Nele aparece, talvez pela primeira vez, explicitamente, na Filosofia, o confronto entre verdade e relativismo. • Desse diálogo, provém uma definição tradicional do conhecimento como crença verdadeira justificada. Teetetode Atenas, um jovem estudioso de matemática e ciências afins, propõe três definições que são rechaçadas por Sócrates. O saber não pode ser definido mediante exemplos, não é percepção nem opinião verdadeira, nem uma explicação acompanhada de opinião verdadeira. Sócrates rebate esses argumentos de um ponto de vista crítico, isto é, só questiona o que propõe Teeteto através de perguntas e não formula um conceito do que é conhecimento.
  3. SÓCRATES - ORA, SE TUDO TEM DE MOVER-SE E EM

    NADA HÁ IMOBILIDADE, TUDO SE MOVE SEMPRE COM TODOS OS MOVIMENTOS. • Analisa tambémo que eles declaram: já nãodissemos que eles explicam a gênese do calor ou a da brancura ou seja do que for, pelo movimento de cada uma dessas coisas, no momento da sensação, entre o agente e o paciente, com o que este se torna sentiente, não sensação. • Então, ouve por partes. O agente nãose torna nem calor nem brancura, porém quente e branco, e tudo o mais pelo mesmo conseguinte. Como deves lembrar- te do que ficou dito antes, em parte alguma existe a umidade em si mesma, como nãoexistem o agente e o paciente; do encontro de ambos é que se geram as sensações e seus respectivos objetos, passando a haver, de um lado, uma coisa com certa qualidade, e, do outro, um sujeito que percebe.
  4. SE SÓ HOUVESSE PASSAGEM DE UM PARA OUTRO LUGAR, SEM

    NENHUMA ALTERAÇÃO, SERÍAMOS CAPAZES DE DIZER DE QUE NATUREZA SÃO AS COISAS QUE SE DESLOCAM E PASSAM, NÃO É ISSO MESMO? • Porém desde que nem isso é estável, e o que se escoa, escoa branco, que também se altera, de forma que há fluxo até da própria brancura, com transição para uma cor diferente, não podendo, pois, de jeito nenhum ser apreendida como tal, haverá meio de dar o nome de cor a alguma coisa, com a certeza de estarmos empregando a designaçãocerta?
  5. NESSE CASO, NOSSA RESPOSTA À PERGUNTA: QUE É CONHECIMENTO? TANTO

    SE REFERIA A CONHECIMENTO COMO A NÃO-CONHECIMENTO • Sócrates - Saiu-nos uma obra-prima a tentativa de corrigir nossa primeira resposta, quando nos dispusemos a demonstrar que tudo se move, justamente para que a resposta parecesse certa. Agora, porém, pelo que se vê, ficou mais do que claro que, se tudo se move, toda resposta a respeito seja do que for é igualmente justa, pois tanto faz dizer que uma coisa é deste jeito como daquele, ou melhor, caso queiras, que devém assim ou assado, para não imobilizarmos toda essa gente com nossa argumentação. • Assim e Não assim, pois nunca devemos valer-nos da expressão Assim, visto como esse Assim já não seria movimento, nem ainda, da contrária, Não assim, que também implicaria ausência de movimento. Os adeptos de semelhante tese terão de · criar uma linguagem nova, por carecerem presentemente de expressões para traduzir sua hipótese, a não ser a fórmula De nenhum modo, repetida ao infinito, que é a que mais condiz com o que eles querem significar.
  6. • Sócrates - Muito bem. Mas, por qual órgão se

    exerce a faculdade que te permite conhecer o que há de comum a todas as coisas e às de que nos ocupamos, para que de cada uma possas dizer que é ou não é, e tudo o mais acerca do que há pouco te interroguei? Para isso tudo, que órgão quererás admitir, por meio do qual perceberá as coisas o que em nós percebe? Teeteto - Referes-te a ser e a não-ser, semelhança e dissemelhança, identidade e diferença, e também à unidade e aos mais números que se lhe aplicam . . Evidentemente, tua pergunta abrange, outrossim, o par e o ímpar e tudo o mais que lhes vem no rastro, desejando tu saber por intermédio de que parte do corpo percebemos tudo isso com a alma. Teeteto- quer parecer-me, sócrates, que é por meio dos órgãos, não com eles, que percebemos alguma coisa. Sócrates - a razão de eu exigir em nosso diálogo tamanha precisão é sabermos se não há em nós um princípio, sempre o mesmo, com o qual, por meio dos olhos, atingimos o branco e o preto, e, por meio de outros e órgãos, outras qualidades, e se, interrogado, poderias relacionar tudo isso com o corpo. Mas talvez seja melhor que a resposta parta de i mesmo, em vez de eu formulá-la com tanto trabalho. Dize-me o seguinte: osórgãos por intermédio dos quais sentes o quente e o seco, o leve e o doce, tu os localizas no corpo ou noutra parte?
  7. OPINIÃO FALSA pág. 106 - 189a “Parece impossível entender como

    pode haver opiniões falsas se tudo é: ou algo que sabemos, ou algo que não sabemos, ou se ter uma opinião falsa éafirmar coisas que não são; ou se a opinião falsa é pensar que uma coisa seja outra.”
  8. • Sócrates propõetrês alternativas: a primeira, chamada de “allodoxia”, considera

    a opiniãofalsa como outra opinião; em seguida, Sócrates introduz dois símiles, o do bloco de cera e o do aviário, ambos tendo como base a memória. • Para ele, a opinião falsa surge do intercâmbio de contrários, ou seja, da possiblidade de se atribuir denominações contrárias a um mesmo objeto. • Na concepção de Teeteto, ter uma opinião falsa a respeito de algo ocorre quando alguém pode opinar, por exemplo, o feio em vez do belo, ou o belo em vez do feio OUTRA OPINIÃO (ἀλλοδοξίαν τινὰ). (ALLODOXIA)“OPINIÃO DE OUTRA COISA” (SÍMILES) QUE SE SEMELHA; ANÁLOGO, SEMELHANTE.
  9. TEETETO SOBRE OPINIÃO FALSA - A réplica de Teeteto levanta

    o seguinte problema: existe um caso onde é possívelconfundir algo conhecido com algo não conhecido. Este tipo de engano pode ocorrer, segundo Teeteto, quando alguém reconhece um objeto – ou uma pessoa, e o confunde com algo ou alguém de quem ele tem uma sensação, ou seja, algo que évisto a distância, tomando-o como conhecido.
  10. MNEMOSINE Μνημοσύνη [191c-e] Sócrates: Neste caso, digamos que ele seja

    um presente de Mnemosíne, mãedas Musas, e se quiséssemos recordar algo daquilo que vimos, ouvimos, ou pensamos nósmesmos, tomamos impressões nesse mesmo bloco de cera e colocamos a cera sob as sensaçõese os pensamentos marcando uma impressãonas percepçõese pensamentos, colocando-os sobre a cera, tal como a cera sobre um selo; e aquilo que é impresso, recordamos e conhecemos, enquanto permanece como sua imagem; mas o que se apaga e nãovem a ser impresso, esquecemos e nãoconhecemos. Teeteto: Suponho que seja assim. • Na mitologia grega a memória era identificada com uma divindade chamada Mnemosine, a deusa grega da memória; • Os mortos que bebessem da água do seu poço relembravam suas vidas; • É a deusa que opera as engrenagens do esquecimento e da lembrança; • "Líder" das Musas do Olimpo.
  11. • Sócrates apresenta uma extensa lista dos casos onde existe

    ou não a possibilidade de ocorrer uma opinião falsa. Estes casos – num total de dezessete – mostram uma série de combinaçõesentre saber, sensação e memória, onde tanto a sensação quanto a memória podem estar presentes ou ausentes. Em catorze destas probabilidades, Sócrates demonstra que é impossívelsurgir uma opiniãofalsa. • A OPINIÃO FALSA SURGE DA INCOMPATIBILIDADE DE UMA MEMÓRIA DE UM OBJETO COM UMA SENSAÇÃOVISUAL. • Neste caso, a opiniãofalsa ocorre quando alguémconhece ambos e tem uma sensaçãode ambos –que pode ser visão ou qualquer outra – mas a memória está ausente, ou seja, nãohá sinais gravados que correspondam a estas sensações. SABER, SENSAÇÃO E MEMÓRIA