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Alex Martelli's Design Patterns in Python (bilingual)

Alex Martelli's Design Patterns in Python (bilingual)

English and Portuguese slides of Alex Matelli's introduction to Design Patterns in Python. Translated by Luciano Ramalho with written permission from Alex Martelli.

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Luciano Ramalho

September 30, 2011
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Transcript

  1. Alex Martelli’s Design Patterns in Python Apresentada originalmente no Google

    Developer’s Day 2007 Vídeo no YouTube: http://bit.ly/okP7hh Traduzida para a PythonBrasil 7 por Luciano Ramalho com autorização de Alex Martelli gentilmente cedida em 23/08/2011
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  3. Alex Martelli and Anna Martelli Ravenscroft EuroPython, Firenze, June 2011

    photo by Josette Garcia
  4. O melhor livro sobre Python já escrito (mesmo sendo de

    2006)
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  7. Saímos cantando os pneus... • isto causa muitos problemas para

    programadores do código cliente e também do sub-sistema (complexidade + rigidez) • Forças: um sub-sistema rico e complexo oferece muita funcionalidade útil; componentes clientes interagem com várias partes dessa funcionali- dade, de um jeito que está “fora de controle”
  8. None
  9. Solução: o padrão “Façade” • a implementação do sub-sistema ganha

    flexibilidade, os clientes ganham simplicidade • interpor um objeto/classe de “fachada”, expondo um sub-conjunto controlado da funcionalidade • clientes acessam somente a fachada • a fachada implementa a funcionalidade simples invocando o sub-sistema complexo Django: classe do domínio versus um monte de classes de modelo, para facilitar a api exposta às views
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  11. Façade é um padrão de projeto • resumo de um

    problema comum de projeto + estrutura de uma solução (+ vantagens e desvantagens, alternativas, ...) e: • um nome (mais fácil de lembrar/discutir) • “descrições de objetos e classes que se comunicam, customizados para resolver um problema geral de projeto em um contexto específico” (GOF) • não é: estrutura de dados, algoritmo, arquitetura específica de domínio, recurso de uma linguagem ou de uma biblioteca • tem que ser estudado no contexto de uma linguagem! • tem que fornecer Usos Conhecidos (UC / KU) Façade é uma exceção PP não são inventados, são descobertos por arqueólogos
  12. None
  13. Alguns UC de Façade • ...na biblioteca padrão de Python...

    • dbhash é uma fachada para o bsddb • acesso muito simplificado a uma parte da API • também atende à interface dbm (portanto, é também um exemplo do PP Adapter) • os.path: basename, dirname são fachada para split + acesso a item; isdir (etc.) fachada para os.stat + stat.S_ISDIR (etc.) • Façade é um PP estrutural (veremos outro, Adapter, depois; no exemplo do dbhash eles se fundem)
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  16. O que é um padrão de projeto • resumo de

    um problema comum de projeto + estrutura de uma solução (+ vantagens e desvantagens, alternativas, ...) e: • um nome (mais fácil de lembrar/discutir) • “descrições de objetos e classes que se comunicam customizadas para resolver um problema geral de projeto em um contexto específico” (GOF) • um PP não é: estrutura de dados, algoritmo, arquitetura específica de domínio, recurso de uma linguagem ou de uma biblioteca • tem que ser estudado no contexto de uma linguagem! • tem que fornecer Usos Conhecidos (UC / KU)
  17. Nenhum livro bom de PP em Python

  18. Preferível

  19. Categorias clássicas de PP • Criacionais: formas e modos de

    instanciar objetos • Estruturais: composição mútua de classes ou objetos (o Façade é um PP estrutural) • Comportamental: como classes e objetos interagem e dividem responsabilidades entre si • Cada um pode ser a nível de classe ou a nível de objeto
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  21. Princípios básicos de PP • “programe para uma interface, não

    para uma implementação” (GOF) • isto é feito principalmente através de “tipagem pato” em Python – raramente com interfaces “formais” • semelhante a “polimorfismo baseado em assinatura” nas templates de C++
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  24. Princípios básicos de PP • “prefira composição de objetos do

    que herança de classes” (GOF) • em Python, segurar ou embrulhar • herdar apenas quando é realmente conveniente • expor todos os métodos da super classe (reusar + normalmente sobrescrever + talvez estender) • mas é um acoplamento muito forte!
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  27. Python: segurar ou embrulhar? • “Segurar”: objeto O tem um

    sub-objeto S como um atributo (talvez uma propriedade) – só isso • usa-se self.S.method ou O.S.method • simples, direto, imediato, porém... acoplamento bem forte, frequentemente no eixo errado
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  29. Python: segurar ou embrulhar? • “Embrulhar”: segurar (frequentemente com um

    nome privado) e delegar (de modo que se possa acessar diretamente O.metodo) • delegação explícita (def metodo(self...): self.S.metodo) • automática (via __getattr__) • acoplamento correto (Lei de Deméter) Evitar expressões do tipo a.b.c. porque isso limita a a expor um b que tem um
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  31. Ex.: embrulhar para “restringir” class EmbrulhoRestritor(object): def __init__(self, embrulhado, bloqueios):

    self._embrulhado = embrulhado self._bloqueios = bloqueios def __getattr__(self, nome): if nome in self._bloqueios: raise AttributeError, nome return getattr(self._embrulhado, nome) ... Herança não tem o poder de restringir!
  32. None
  33. Padrões criacionais • não muito comuns em Python... • ...

    porque basicamente Factory já vem pronto
  34. “Factory já vem pronto” • Em linguagens que tem o

    operador new, a chamada new Foo() implica que Foo é uma classe concreta específica. Isso aumenta o acoplamento. • Python é mais flexível, porque Foo() pode ser a invocação de uma classe ou de uma função factory. O cliente não precisa saber.
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  36. Padrões criacionais [1] • use um módulo em vez de

    uma classe • não pode ter subclasses, métodos especiais... • crie somente uma instância (sem restrição) • necessário definir exatamente quando criar • singleton (“Highlander”) • criar sub-classes não é tão tranquilo • monoestado (“Borg”) • Guido não curte “Queremos que apenas uma instância possa existir” Resolve 90% dos casos
  37. None
  38. Singleton (“Highlander”) class Singleton(object): def __new__(cls, *a, **k): if not

    hasattr(cls, '_inst'): cls._inst = super(Singleton, cls).__new__(cls, *a, **k) return cls._inst Subclasses são problemáticas, porém: class Foo(Singleton): pass class Bar(Foo): pass f = Foo(); b = Bar(); # ...???... problema intrínseco do Singleton
  39. None
  40. Monoestado (“Borg”) class Borg(object): _shared_state = {} def __new__(cls, *a,

    **k): obj = super(Borg, cls ).__new__(cls, *a, **k) obj.__dict__ = cls._shared_state return obj sobrecarga de dados resolve! class Foo(Borg): pass class Bar(Foo): pass class Baz(Foo): _shared_state = {} Subclasses sem problemas, basta fazer:
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  42. Padrões criacionais [2] • “não queremos ser forçados a instanciar

    uma classe concreta específica” • injeção de dependência • nada se cria “dentro”, tudo vem “de fora” • e se múltiplas criações são necessárias? • subcategoria “Factory” de PPs • pode criar qq. coisa ou reusar o q. já existe • funções factory (e outros invocáveis) • métodos factory (podem ser sobrescritos) • classes factory abstratas
  43. None
  44. Padrões Estruturais • Adapter: ajustar uma interface (existem variantes de

    classe e de objetos) • Facade: simplificar a interface de um sub-sistema • ... e muitos outros que não vou abordar, como: • Brige: muitas implementações de uma abstração, muitas implementações de uma funcionalidade, sem codificação repetitiva • Decorator: reusar+ajustar sem herança • Proxy: desacoplar acesso/localização Subcategoria “Disfarçe/Adaptação:
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  46. Adapter • código-cliente γ exige um protocolo C • cógido-fornecedor

    σ oferece um protocolo diferente S (com um superconjunto da funcionalide de C) • código-adaptador α “se infiltra entre eles”: • para γ, α é um fornecedor (produz o protocolo C) • para σ, α é um cliente (consome o protocolo S) • “dentro”, α implementa C (por meio de chamadas apropriadas a S em σ)
  47. None
  48. Exemplo simples de Adapter • C requer o método foobar(foo,

    bar) • S fornece o método barfoo(bar, foo) • por exemplo, σ poderia ser: class Barfooer(object): def barfoo(self, bar, foo): ...
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  50. Adapter de objeto • por instância, com delegação por embrulho:

    class EmbrulhadorFoobar(object): def __init__(self, embrulhado): self.e = embrulhado def foobar(self, foo, bar): return self.e.barfoo(bar, foo) foobarador = EmbrulhadorFoobar(barfooador)
  51. None
  52. Adapter de classe (direto) • por classe, com derivação e

    auto-delegação: class Foobarador(Barfooador): def foobar(self, foo, bar): return self.barfoo(bar, foo) foobarador = Foobarador(...qq. coisa...)
  53. None
  54. Adapter de classe (mixin) • flexível, bom uso de herança

    múltipla: class BF2FB: def foobar(self, foo, bar): return self.barfoo(bar, foo) class Foobarador(BF2FB, Barfooador): pass foobarador = Foobarador(...qq. coisa...)
  55. None
  56. Adapter: Usos Conhecidos • socket._fileobject: de sockets para objetos “file-

    like” (com muito código para gerenciar o buffer) • doctest.DocTestSuite: adapta testes doctest para unittest.TestSuite • dbhash: adapta bsddb para dbm • StringIO: adapta str ou unicode para “file-like” • shelve: adapta “dict limitado” (chaves e valores str, métodos básicos) para um dicionário completo • via pickle para qualquer coisa <-> string • + UserDict.DictMixin
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  58. Observações sobre Adapter • alguns adapters reais podem demandar muito

    código • classes mixin são uma ótima maneira de auxiliar na adaptação de protocolos ricos (implementam métodos avançados a partir de métodos fundamentais) • Adapter é encontrado em todos os níveis de complexidade • Em Python, _não_ se trata sempre de classes e suas instâncias (de modo algum!) -- muitas vezes _invocáveis_ são adaptados (via decorators e outras funções de ordem superior, closures, functools, ...)
  59. None
  60. Facade vs Adapter • Adapter trata de fornecer um determinado

    protocolo exigido por código-cliente • ou, conquistar polimorfismo via homogeneidade • Facade trata de simplificar uma interface rica quando apenas um sub-conjunto é necessário • Facade frequentemente mascara um subsistema formado por muitas classes/ objetos, Adapter mascara apenas um objeto ou classe
  61. None
  62. Padrões comportamentais • Template Method: self-delegation (auto-delegação) • ... “a

    essência da POO” • algumas de suas variantes específicas em Python
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  64. Template Method • padrão excelente, nome péssimo • “template” é

    um termo muito sobrecarregado • programação genérica em C++ • geração de documento a partir de esqueleto • ... • um nome melhor: self-delegation • auto-delegação • diretamente descritivo!
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  66. TM Clássico • classe-base abstrata (ABC) oferece “método organizador” que

    invoca “métodos gancho” • na ABC, métodos-gancho são abstratos • sub-classes concretas implementam os ganchos • código-cliente invoca o método organizador • em alguma referência à ABC (injetor, ou...) • que obviamente refere-se a uma sub-classe concreta
  67. None
  68. Esqueleto de TM class AbstractBase(object): def orgMethod(self): self.doThis() self.doThat() class

    Concrete(AbstractBase): def doThis(self): ... def doThat(self): ...
  69. None
  70. UC: cmd.Cmd.cmdloop def cmdloop(self): self.preloop() while True: s = self.doinput()

    s = self.precmd(s) finis = self.docmd(s) finis = self.postcmd(finis,s) if finis: break self.postloop() Na implementação em Python, os métodos-gancho são implementados com pass na classe abstrata, porque Python é uma linguagem pragática e não ideológica.
  71. None
  72. Justificativa p/ TM Clássico • o “método organizador” fornece “lógica

    estrutural” (sequenciamento etc.) • os “métodos gancho” realizam de fato as “ações elementares” • é frequentemente apropriado para fatorar comportamento comuns e variações • deixa claras as responsabilidades e colaborações entre objetos (classes): classe base invoca ganchos, sub-classes os implementam • aplica o “Hollywood Principle”: “don't call us, we'll call you” - não ligue para nós, nós te ligamos Diferença entre um framework e uma bibiblioteca: uma biblioteca é um conjunto de funções que vc chama, a organização fica por sua conta. Um framework tem os métodos de organização e que chamam os seus métodos.
  73. None
  74. Uma escolha de ganchos • Implementações default são mais práticas,

    quando fazem sentido, mas “obrigatórias” servem como boa documentação class TheBase(object): def doThis(self): # provide a default (often a no-op) pass def doThat(self): # or, force subclass to implement # (might also just be missing...) raise NotImplementedError
  75. None
  76. UC: Queue.Queue class Queue: ... def put(self, item): self.not_full.acquire() try:

    while self._full(): self.not_full.wait() self._put(item) self.not_empty.notify() finally: self.not_full.release() def _put(self, item): ...
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  78. TM em Queue • Não abstrata, frequentemente usada “no estado”,

    implementa todos os métodos ganchos • sub-classes podem customizar o comportamento • sem se preocupar com travas, timing... • comportamento default é FIFO, simples e útil • with no worry about locking, timing, ... • pode-se sobrescrever métodos gancho (__init__, qsize, _empty, _full, _put, _get) E... • ...dados (maxsize, queue), uma exclusividade Python!
  79. None
  80. Queue customizada class LifoQueueA(Queue): def _put(self, item): self.queue.appendleft(item) class LifoQueueB(Queue):

    def _init(self, maxsize): self.maxsize = maxsize self.queue = list() def _get(self): return self.queue.pop()
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  82. Fatorando os ganchos • “método organizador” em uma classe •

    “métodos gancho” em outra classe • UC: HTML formatter vs writer • UC: SAX parser vs handler • adiciona um eixo de variabilidade/flexibilidade • aproxima-se do PP Strategy: • Strategy: uma classe abstrata por ponto de decisão, e classes concretas indepententes • TM fatorado: classes abstratas e concretas mais “agrupadas”
  83. None
  84. TM + introspection • classe “organizadora” pode examinar classe “gancho”

    (talvez descendente) em tempo de execução • descobrir que métodos existem • despachar apropriadamente (incluindo “catch-all” e/ou outros tratamento de erros)
  85. None
  86. UC: cmd.Cmd.docmd def docmd(self, cmd, a): ... try: fn =

    getattr(self, 'do_' + cmd) except AttributeError: return self.dodefault(cmd, a) return fn(a)
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