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Misturas Asfálticas Mornas

Misturas Asfálticas Mornas

Presente at 2014 BRAZIL ROAD EXPO.

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Cecilia Merighi

April 10, 2014
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  1. SUMÁRIO • Apresentação da empresa • Introdução ao assunto •

    Casos aplicados na Grupo • Trecho experimental SPA-248/055 • Conclusão
  2. MAPA BRASIL Unidades de concessões rodoviárias que pertencem ao Grupo

    EcoRodovias: Ecosul Ecovia Ecocataratas Ecovias Ecopistas Eco101 3
  3. DEFINIÇÃO ” “ Material que essencialmente tem a mesma mistura

    volumétrica básica e propriedades de desempenho que a misturas convencionais a quente, no entanto é produzida sob temperaturas menores, com redução de 28ºC ou mais. Fonte: HARRIGAN (2012), BONAQUIST (2011) 4
  4. TÉCNICAS Diversos fatores afetam as propriedades mecânicas da mistura morna.

    Temperatura para a secagem do agregado pode afetar a resistência à tração retida por umidade. A escolha do aditivo depende da quantidade a ser produzida e do custo total. Especificações da usina contribuem para custo, eficiência e consistência do produto. 5
  5. BENEFÍCIOS Melhoria na compactação Obra em ambientes frios Aumento da

    distância de transporte Maior porcentagem de material reciclado 6
  6. BENEFÍCIOS Redução do envelhecimento do ligante asfáltico Redução do consumo

    de combustível Redução de emissões de agentes nocivos Melhores condições para os trabalhadores 7
  7. TRECHOS APLICADOS NO GRUPO 2011, Ecovias – São Paulo: SP-055

    Rodovia Padre Manoel; 2011, Ecopistas – São Paulo: SP-070 Rodovia Carvalho Pinto pista oeste; 2012, Ecopistas – São Paulo: SP-070 Rodovia Carvalho Pinto pista leste; 2012, Ecovias – SPA-248/055 – Antiga Piaçaguera – Guarujá; 2013, Ecosul - Pelotas: BR-392 2013, Ecovia – Curitiba: BR-227 8
  8. APLICAÇÃO DE MISTURAS ASFÁLTICAS MORNAS 2011 • SP-055, Padre Manoel

    da Nobrega, Pista Leste, faixa 1 e 2 • 3 segmentos: • Segmento com asfalto borracha Ecoflex B 3G. • Segmento com asfalto com borracha (Ecoflex B )e adição de Evotherm M1 • Segmento de referência com mistura a quente com asfalto Borracha – Ecoflex B. • Camada de 3cm de reforço com Concreto asfáltico com borracha Faixa Gap Graded D da Caltrans + 2% Cal hidratada 9 ECOVIAS
  9. APLICAÇÃO DE MISTURAS ASFÁLTICAS MORNAS 2011 • SP-070 Ayrton Senna

    - 53+400 a 52+970, Pista Oeste - faixa2 • 0,4% de Evotherm M1 • CAP polímero Poliflex 60-85 • A solução deste segmento abrangeu a fresagem de 9 centímetros e recomposição de 10 centímetros de CAUQ em camada única 2012 • SP-070 Carvalho Pinto - 72+100 ao 74+000, Pista Leste, faixa 2 • 0,4% de Evotherm M1. • CAP Poliflex 60-85 • Mistura faixa IV B do Instituto de Asfalto • 5% de CAP • Fresagem de 6cm e recomposição de 7cm de mistura asfáltica 10 ECOPISTAS
  10. APLICAÇÃO DE MISTURAS ASFÁLTICAS MORNAS 2013 • BR 392 LDE

    - km 112+600 ao 113+700; • C.A.U.Q. – Faixa – (B) DNER- ES 385/99 • 2% Cal tipo CH1 • Teor de 5,1% CAP Poliflex 60/85 • 0,4% de Evotherm • Temperaturas de usinagem:140°C a 130°C • Compactação até 80°C 12 ECOSUL
  11. APLICAÇÃO DE MISTURAS ASFÁLTICAS MORNAS 2013 – 1º teste •

    BR 277 • Sentido Curitiba-Paranaguá, km 82 e 81,Faixa Pesada; • Mistura Gap Graded + 2% Cal CH-I • Asfalto Modificado por Polímero SBS 60/85 + • 0,4% a 0,5% Aditivo Evotherm R1; • Teor de Asfalto: 5,17%; • Usinagem: 135 a 170ºC. • Temperatura ambiente: 9ºC a 20ºC; 2013 – 2º teste • PR 407, Sentido BR277-Praia de Leste, km 10 e 12, Faixa Direita • Mistura Gap Graded + 2% Cal CH-I • Asfalto Convencional 50/70 • 0,4% Aditivo Evotherm M1; • Teor de Asfalto: 5,17%; • Usinagem: 125ºC a 165ºC. • Temperatura ambiente: 10ºC a 20ºC; 13 ECOVIA
  12. ECOVIAS – AGOSTO/2012 Ínicio Fim Pista Descrição 1+000 3+000 Oeste

    Mistura asfalto borracha; Trecho de referência: Mistura AB 3+000 6+000 Oeste Mistura asfáltica morna com adição de borracha; Trecho de estudo: Mistura BWMA 16 SPA-248/055
  13. DETALHES TÉCNICOS DO TRECHO Ínicio Fim Pista Descrição 1+000 6+000

    Oeste 12 cm camada betuminosa 30 cm camada granular 30 cm acabamento terraplenagem 17 • Fresagem e recomposição de 3 cm de revestimento asfáltico. Foi previsto reparos profundos em alguns segmentos
  14. MISTURA ASFÁLTICA COM ADITIVO MORNO Composição granulométrica descontínua – “Gap

    Graded” Faixa D do Caltrans com 2% de cal hidratada 0,4% de Evotherm a cada kg de ligante asfáltico Agente surfactante (WMA) 18
  15. TEMPERATURA DE USINAGEM E COMPACTAÇÃO 19 Mistura Descrição AB ºC

    BWMA ºC Trecho experimental Temperatura de usina 165 135 – 150 Temperatura de aplicação 155 120 – 135 Temperatura de moldagem do corpo de prova 160 135
  16. LIGANTE E AGREGADO Viscosidade de Brooksfield Penetração Ponto de amolecimento

    Ponto de fulgor Recuperação elástica Envelhecimento Característica do agregado mineral 20
  17. PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MISTURA Resistência à tração por compressão diametral

    Módulo de resiliência Deformação permanente Resistência à tração retida por umidade induzida Fadiga por compressão diametral à tensão controlada 21
  18. PROPRIEDADE LIGANTE 23 Ensaios Método Normas Unid. Limites (ANP 38/2008)

    Resultados AB BWMA Viscosidade Brookfield 175ºc cp, Spindle 3, 20 rpm ASTM D 2196/99 ABNT NBR 15529/07 cP 800 a 2000 1570 1640 Penetração 25ºc,100g, 5s ABNT NBR 6576/07 0,1 mm 30 a 70 49 52 Ponto de amolecimento ABNT NBR 6560/00 ºC 50 min 59 58 Ponto de fulgor ABNT NBR 11341/04 ºC 235 min. > 235 > 235 Recuperação elástica Torciômetro NLT 329/91 % 50 min. 73 72 Recuperação elástica Ductilômetro ABNT NBR 15086 % 50 min. 69 70
  19. ENVELHECIMENTO Ensaio Unid. Valor de referência Resultados AB BWMA Penetração

    0,1 mm 30 a 70 48 49 Ponto de Amolecimento, ºC 55 (mín.) 58 57 Recuperação Elástica % 50 (mín.) 70 72 Recuperação Elástica Ductilômetro % 50 (mín.) 81 82 Ponto de Fulgor ºC 235 (mín.) >240 >240 Viscosidade Brookfield cP 800 - 2000 1580 1645 Efeito do Calor e do Ar (RTFOT) a 163 ºC Variação em massa. % 1 (máx.) 0,15 0,14 Variação do Ponto de amolecimento ºC 10 (máx.) 4 4 Porcentagem de Penetração Original % 55 (mín.) 79,1 78,4 Porcentagem da Recuperação Elástica % 100 (mín.) 105,8 102,8
  20. MARSHALL 26 RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS MARSHALL FAIXA - CALTRANS -

    MISTURA A SER EXECUTADA NA USINA DA ECOVIAS Característica Resultados Limites Unid. AB BWMA Teor ótimo % 6,00 6,00 5,7 a 6,3 Vazios totais % 5,00 5,00 4 a 6 Relação betume /vazios % 73,80 72,40 65 a 78 Densidade aparente g/cm³ 2,322 2,331 Estabilidade kgf 974 1100 min. 800 Fluência mm 3,8 3,4 2,0 a 4,5 Densidade teórica da mistura g/cm³ 2,444 2,48 - Densidade real da mistura g/cm³ 2,696 2,70 - Densidade aparente da mistura g/cm³ 2,665 2,68 - Densidade efetiva da mistura g/cm³ 2,681 2,69 - Relação finos - betume % 0,88 0,83 0,6 a 1,2
  21. RESISTÊNCIA A TRAÇÃO RETIDA POR UMIDADE INDUZIDA Número do corpo

    de prova 1 2 3 4 5 6 RRT (%) FX. Caltrans com Ecoflex B adicionado Evotherm – BWMA (MPa) Resistência à tração diametral seco 9,024 9,247 9,649 - - - 0,79 Resistência à tração diametral saturado - - - 7,330 7,240 7,399 FX. Caltrans com Ecoflex B – AB (MPa) Resistência à tração diametral seco 9,067 9,064 9,206 - - - 0,80 Resistência à tração diametral saturado - - - 6,943 7,176 7,821
  22. RESISTÊNCIA À TRAÇÃO POR COMPRESSÃO DIAMETRAL 28 Resistência à tração

    AB BWMA Valor médio (MPa) 1,118 1,08 Desvio padrão 0,24 0,25 Volume de vazios (%) 5,00 5,44 Desvio padrão 0,19 0,28
  23. FADIGA 30 y = 160524x-5,534 R² = 0,954 y =

    4900,4x-3,067 R² = 0,9592 100 1000 10000 100000 1000000 0,10 1,00 10,00 Número de Ciclos Diferença de Tensões (MPa) A - MISTURA AB B - MISTURA BWMA
  24. CONTROLE DURANTE EXECUÇÃO Temperatura de saída da usina Temperatura da

    chegada em pista Temperatura de rolagem Estabilidade Marshall Resistência a tração por compressão diametral Irregularidade longitudinal Grau de compactação 34
  25. 36 110 120 130 140 150 160 170 180 3,5

    4,5 5,5 Temperatura oC Local (km) Comparação temperaturas - BWMA Temperatura de chegada (°C) Temperatura de rolagem (°C) Temperatura saída da usina (°C)
  26. CONTROLE DO GRAU DE COMPACTAÇÃO Local Faixa Grau de compactação

    (%) 5+600 1 99,4 5+490 1 100,1 5+080 1 99,7 4+980 1 99,2 5+650 2 100,3 5+500 2 100,8 5+245 2 99,5 5+100 2 99,4 4+980 2 99,7 4+920 2 98,5 37
  27. MONITORAMENTO DO TRECHO Avaliação da condição de superfície Irregularidade longitudinal

    Afundamento em trilha de roda Condição estrutural (deflexão) 39
  28. 40 TRECHO Início (km) Fim (km) FAIXA 2 - 2012

    FAIXA 2 - 2013 IGG FC2 (%) FC3 (%) IGG FC2 (%) FC3 (%) CONTROLE 0,00 1,00 25 2% 0% 3 1% 0% 1,00 2,00 16 1% 0% 2 0% 0% 2,00 3,00 15 0% 0% 17 3% 0% MISTURA ASFÁLTICA MORNA 3,00 4,00 14 0% 0% 2 0% 0% 4,00 5,00 11 0% 0% 2 0% 0% 5,00 6,00 20 0% 0% 7 1% 0%
  29. CONCLUSÃO, RECOMENDAÇÕES E CONTRIBUIÇÃO Elaboração de especificação técnica para execução

    de revestimento com misturas mornas; 41 Item estudado Resultados Caracterização do ligante Similar ao da referência Viscosidade (a 175oC, 160oC, 150oC, 140oC e 130oC) Não houve diferenças significativas. A viscosidade dos ligantes são iguais, portanto o aditivo químico age como agente surfactante. Envelhecimento RTFOT Similar ao da referência
  30. CONCLUSÃO, RECOMENDAÇÕES E CONTRIBUIÇÃO Item estudado Conclusão Compactação com rolo

    metálico sem vibração Bom GC Parâmetros de desempenho do pavimento Ainda está sendo analisado. Bom desempenho, no entanto o resultado ainda é preliminar. Parâmetro de sustentabilidade Redução de 86% dos fumos totais 42
  31. CONCLUSÃO, RECOMENDAÇÕES E CONTRIBUIÇÃO Item estudado Conclusão Propriedade mecânica Resistência

    à tração – BWMA < AB Módulo de resiliência – BWMA < AB Deformação permanente - similares Resistência à tração retida por umidade induzida - similares Fadiga por compressão diametral à tensão controlada – BWMA < AB Distância de percurso – 70km Massa perdeu pouca temperatura Compactação com rolo metálico sem vibração Bom GC 43