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Pavimento de concreto de cimento Portland: O caso da pista descendente da Rodovias dos Imigrantes

Palestra apresentada no INOVAE FMU 2017

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Cecilia Merighi

April 17, 2017
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Transcript

  1. Profª. Msc. Cecília Fortes Merighi Pavimento de concreto de cimento

    Portland: O caso da pista descendente da Rodovias dos Imigrantes
  2. • Introdução • Tipos de pavimento • O pavimento de

    concreto de cimento Portland • O caso da Pista Descendente da SP-160 • Conclusão AGENDA
  3. ABNT NBR 7207/82: “Estrutura construída após terraplenagem destinada economicamente a

    resistir e distribuir ao subleito os esforços verticais produzidos pelo tráfego, melhorar as condições de rolamento quanto à comodidade e segurança e resistir a esforços horizontais que nele atuam, tornando mais durável a superfície de rolamento.”
  4. COMPARAÇÃO ENTRE PAVIMENTO FLEXÍVEL E PAVIMENTO RÍGIDO 3 3,5 4

    4,5 5 5,5 6 R$ em Milhões 0 2 4 6 8 9 10 12 14 16 18 19 20 22 Anos de Vida Ciclo de Vida dos Pavimentos Flexível Concreto
  5. • Concessão: Ecovias • Projeto de 1986 – Figueiredo Ferraz

    • Construção: CR Almeida, Impregillo (OAEs) e Geodata (túneis) • 2000 - 2002 RODOVIA DOS IMIGRANTES – SP-160
  6. “O concreto de cimento foi a alternativa escolhida para o

    pavimento da Pista Ascendente da Imigrantes, devido “a qualidade e intensidade do tráfego no Sistema Anchieta-Imigrantes como corredor de exportação e de lazer de fim de semana, sobrevalorizam a qualidade de rolamento, a durabilidade e a baixa necessidade de conservação do pavimento.” RODOVIA DOS IMIGRANTES – SP-160
  7. A rodovia atravessa o Parque Estadual da Serra do Mar

    e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Rampa de 6% RODOVIA DOS IMIGRANTES – SP-160 FONTE: INSTALO
  8. Terraplenagem – 7.439 m Túnel – 8.231 m Viaduto –

    4.280 m Pontilhões – 134 m Galeria – 113 m Total – 20.197 m RODOVIA DOS IMIGRANTES – SP-160
  9. • Precipitação pluviométrica de 4.400 mm/ano • Nevoeiro quase diário

    • Solos orgânicos • Talus, encostas com 40º a 50º de declividade • Depósitos aluvionares na planície do rio Cubatão DIFICULDADES DA OBRA
  10. DIMENSIONAMENTO • Tráfego = 3,24 x 107 solicitação de eixo

    padrão de 8,2 t (2022) - AASHTO • CBR>10% • Fctm,k28 dias = 4,5MPa
  11. DETALHE – PAVIMENTO DE CONCRETO - TERRAPLENO 0,22 PLACA DE

    CONCRETO 0,10 CONCRETO POBRE ROLADO 0,15 BRITA GRADUADA 0,40 REFORÇO DE SUBLEITO SUBLEITO
  12. 0,22 PLACA DE CONCRETO 0,10 CONCRETO POBRE ROLADO 0,15 BRITA

    GRADUADA VAR. REATERRO DO ARCO INVERTIDO DOS TÚNEIS: MATERIAL GRANULAR SUBLEITO DETALHE – PAVIMENTO DE CONCRETO - TÚNEIS
  13. • Consumo de Cimento 120 kg/m³ – CP V ARI

    • Fator A/C de 0,96; • Grau de Compactação Mínima de 98% (PN) • Resistência Mínima aos 7 Dias 5,0 MPa e 9 MPa aos 28 dias CONCRETO COMPACTADO A ROLO
  14. • Consumo de cimento CP III-40 de 350 kg/m3 •

    Fator A/C de 0,466 • Abatimento - slump de 60mm no momento da passagem da pavimentadora (lançamento - slump de 70mm a 90mm) PLACA DE CONCRETO
  15. • 3 centrais do tipo dosadora-misturadora instaladas no canteiro de

    obras. • Planalto: capacidade de produção de 60 m³/h, • Serra: 45 m³/h • Cubatão: 45 m³/h • O concreto foi transportado em caminhões betoneiras de 7 m3. • Placa: 3,50 x 5,00 x 0,22 m (viaduto = 10cm) PRODUÇÃO
  16. TEREX Bid-Well 5.000 treliçada • Equipamento leve para operar sobre

    viadutos de vão = 90 m • Larga para pavimentar a via de uma só vez. Sem restrição para operar dentro de túnel TEREX TEREX
  17. A velocidade de espalhamento médio • 14,0 m/h nos trechos

    em terrapleno com 14,5 m de largura • 18,0 m/h nos túneis com 11,10 m de largura • 16,0 m/h nos viadutos com 11,50 m de largura. A pavimentação foi executada no sentido descendente: máquina servia de contenção para o escorregamento do concreto espalhado. PRODUÇÃO
  18. Curacem BR Produto base água que ao secar forma um

    filme parafínico impermeável. CURA DO PAVIMENTO DE CONCRETO
  19. • CPs prismáticos - tração na flexão (NBR 12.142), a

    cada 15m3 • Consistência (slump): 100% das betoneiras nas saídas das centrais e chegadas em pista • Extração de testemunho: espessura, resistência à compressão, volume de vazios (%), etc CONTROLE TECNOLÓGICO http://mageotecnia.com.br/galeria-de-fotos.html
  20. • Irregularidade - passagem do perfilógrafo Califórnia (ABCP) • Onde

    constatadas irregularidades (“bump”): correção pelo esmerilhamento da superfície das placas com máquina apropriada. • IP > 240 mm/km e bumps <10 mm IRREGULARIDADE LONGITUDINAL
  21. LIÇÕES APRENDIDAS O encolhimento da manta e o ar que

    se acumula sob a manta provocam a formação de alvéolos. Utilizado aditivo de base parafínica para cura do CCR.
  22. http://www.transportabrasil.com.br CONCLUSÃO • Pavimento para durar 30 anos ou mais

    • Manutenção preventiva/rotineira • Restauração ciclo 2016/2017: apenas necessidades funcionais como irregularidade