de completar as partes faltantes na composição” No caso da produção ao lado, feita com caneta bic e canetinha preta sobre folha A5, os detalhes são simplificados em prol da composição geral. A face é apenas sugerida, as mãos se resumem a poucos traços que praticamente desaparecem. Os livros não são desenhados “página por página”, mas por compartilharem das mesmas características, são agrupados pelo leitor. Os membros superiores do anjo são apenas o espaço negativo que sobrepõe as asas e os inferiores se resumem a linhas de contorno e 3 tons (o branco da folha, o preto da sombra e um cinza intermediário.)
completar as partes faltantes na composição” Essa produção foi feita com caneta nankin e canetinhas sobre folha A5. Detalhes como o tapa-olho não são completamente desenhados, apenas sugeridos através da separação do rosto pela sombra que gera, representada por um tom mais escuro entre os planos do rosto e do objeto. A mão que segura a seringa também não é completamente desenhada, sendo sugerida apenas por linhas não-completamente fechadas que definem o seu shape geral e o contraste entre os dedos representados ora por tons, ora por linhas. Seu cabelo também não é desenhado fio por fio, mas por blocos de contraste de luz e sombra, em 3 níveis de tons. Por último, as fronteiras que delimitam o que é seu traje branco de enfermeira e o que é o fundo brando são feitas simplesmente por linhas pretas.
acrílica amarela, laranja, vermelha e branca. A imagem se trata de uma representação do clássico coquetel New York Sour, uma variação do Whisky Sour (whisky, xarope de açúcar, suco de limão e clara emulsificada) com a adição do vinho tinto, que flutua entre o líquido e a espuma. A estátua da liberdade foi simplificada com o contraste de 3 tons: luz do branco do papel, preto da canetinha e um cinza intermediário, que consiste na mesma caneta com menos pressão. Não há linhas para delimitar as fronteiras da estátua: o preto da caneta delimita locais de pouco ou nenhum contato com a luz. Em contrapartida, as bordas do copo são delimitadas justamente por linhas em suas fronteiras. A guarnição no copo, um zest de laranja, é simplificado em um shape com dois tons quentes: o amarelo mostrando seu lado de dentro e o laranja o de fora. Por último temos os detalhes do copo feitos com tinta branca ou apenas delimitados pelo espaço negativo de onde não há tinta. FECHAMENTO E FIGURA-FUNDO
do filme O Esquadrão Suicida, de James Gunn, apesar de parecer detalhada. é bem simplificada em shapes. A cena é a luta do personagem Peacemaker com o líder militar do esquadrão sendo refletida em seu capacete. O papel escolhido não é bem um papel (é a parte de trás dos cadernos de desenho, recortado e transformado em tela. Sua cor é parda). A pintura é espacial, não-plana. O preto e tons mais escuros são acrescentados em áreas de pouco ou nenhum contato com a luz, como os cortes do capacete. O branco e tons mais claros são postos em áreas onde estão as fontes de luz. Se tratando de uma superfície metálica, o capacete precisa necessariamente refletir absolutamente tudo, todas as suas fontes de luz precisam está ali, o que é feito através da simplificação das lâmpadas em shapes ou simples pinceladas. As figuras humanas são simplificadas e sugeridas ao ponto de quase abstratas, assim como o cenário como corredor, porta, objetos e lâmpadas todos simplificados em blocos e manchas. O chão, de um material diferente do capacete (pedra, e não metal) precisa também ter essa diferenciação representada. A luz deve refletir de forma diferente, gerando uma textura diferente. No geral, o olho humano consegue ler o total da imagem, enxergando um objeto de metal em um chão de pedra, justamente pela clareza de materiais gerada pela aplicação dos fundamentos de claro/escuro no objeto e cenário, deixando os “detalhes” a serem completados/preenchidos pela imaginação do leitor. FECHAMENTO E UNIFICAÇÃO
descrevendo uma trajetória, faz com que o leitor da imagem acompanhe o trajeto com o olhar. Isso é possível apesar de a composição ser gráfica, não-espacial.