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Atualidades: janeiro á março de 2014

Atualidades: janeiro á março de 2014

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Ricardo Franco

January 15, 2015

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  1. Grécia assume presidência da União Europeia por seis meses Europa

    País espera usar a ocasião para recuperar parte da confiança perdida dos credores internacionais Atenas: presidência da UE é chance de recuperar credibilidade (Louisa Gouliamaki/AP/VEJA) A Grécia assumiu nesta quarta­feira oficialmente, por um período de seis meses, a presidência da União Europeia, que tenta sair de uma grave crise econômica de quatro anos e realiza eleições europeias em maio. Atenas considera o fato como uma ocasião propícia para tentar reconquistar o prestígio perdido durante a crise da dívida, no final de 2009, que desestabilizou a zona do euro. "É uma grande responsabilidade para a Grécia ocupar a presidência da União Europeia durante o semestre que realizará as eleições de maio", declarou nesta quarta­feira à imprensa o ministro grego das Relações Exteriores, Evangelos Venizelos. Atenas fixou um ambicioso plano para sua presidência europeia: crescimento, emprego, aplicação da união bancária, imigração e política marítima. O governo grego receberá pela tarde em uma cerimônia oficial o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e os 28 comissários europeus. Leia também: Letônia torna­se o 18º país a aderir à zona do euro Inflação da eurozona desacelera em dezembro Viajar a Paris fica ainda mais caro Indústria da zona do euro expande em dezembro
  2. O governo adotou para a ocasião importantes medidas de segurança

    e proibiu as manifestações no centro da cidade, onde os automóveis não poderão circular durante toda a tarde. A Grécia quer voltar a ser um país como os outros, declarou recentemente o primeiro­ministro grego, Antonis Samaras. "A Grécia voltará aos mercados e será novamente um país normal", afirmou o primeiro­ministro grego em sua mensagem de fim de ano. Samaras prometeu também que 2014 marcaria o fim das ajudas da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo grego prevê um leve crescimento de 0,6% em 2014, após seis anos de recessão. A União Europeia aproveitará a ocasião para lembrar que as projeções mais pessimistas não se cumpriram, em particular a saída da Grécia da zona do euro e que os sacrifícios do povo grego não foram em vão. Horizonte sombrio ­ Embora pareça que o pior da crise ficou para trás, o horizonte continua sendo sombrio para a Grécia, sob tutela de seus credores, a troika (UE, BCE e FMI), que supervisiona a execução das reformas estruturais do país. O país deve registrar déficit orçamentário e continua tendo uma dívida extremamente elevada, de cerca de 175% do Produto Interno Bruto (PIB), o que dificulta seu retorno aos mercados da dívida a longo prazo. O governo grego espera obter mais tempo para pagar suas dívidas e uma nova redução das taxas de juros, depois de os credores privados aceitarem em 2012 um perdão de 107 bilhões de euros. Contudo, isso foi rejeitado na terça­feira pelo chefe do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), Klaus Regling, em declarações ao jornal alemão Der Spiegel. Já os credores prometeram oferecer uma nova ajuda se a Grécia conseguir um superávit orçamentário primário, o que parece ter sido ser o caso em 2013. Nesse caso, haverá negociações a partir de abril. (Com Agência France­Presse)
  3. Letônia torna­se o 18º país a aderir à zona do

    euro União Europeia Nesta quarta, a Grécia assume a liderança da União Europeia por seis meses O bloco de moeda única conta agora com dezoito países (Alex Domanski/Reuters/VEJA) A Letônia celebrou o Ano Novo tornando­se o 18º membro da zona do euro. A moeda comum foi adotada pelo país do Báltico depois da meia­noite. O primeiro­ministro interino, Valdis Dombrovskis, sacou a primeira nota de euro de um caixa automático em uma cerimônia em Riga, na capital do país, depois que uma TV local exibiu saudações de líderes europeus ao país. "É uma grande oportunidade para o desenvolvimento econômico da Letônia tornar­se membro da segunda principal moeda do mundo", disse o premiê. Depois de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à União Europeia (UE), em 2004, a entrada da Letônia na zona do euro foi vista como um passo natural e aprofundou a integração que o país e seus vizinhos do Báltico buscavam desde que saíram da União Soviética no início da década de 1990. "Aderir ao euro marca a conclusão da jornada de volta da Letônia ao coração político e econômico do nosso continente, e isso é algo para todos nós celebrarmos", disse Olli Rehn, comissário da UE encarregado de assuntos econômicos e monetários. Muitos letões, contudo, estão céticos sobre o euro. Pesquisas de opinião mostram que cerca de metade deles se opõe à troca de moeda, embora o apoio à medida tenha aumentado neste ano. Alguns estão relutantes em desistir da própria moeda, o lat, visto como um símbolo de independência. Também há preocupações sobre as turbulências financeiras da zona do euro nos últimos anos e um ressentimento em relação às medidas de austeridade impostas pelo governo para cumprir os rígidos critérios do bloco. Leia também: Letônia entra dia 1º de janeiro na eurozona; outros países ainda vão aguardar
  4. Premiê da Letônia renuncia ao cargo após desabamento S&P rebaixa

    nota de crédito da União Europeia, que perde triplo A Zona do euro — Também nesta quarta, a Grécia assume a presidência da União Europeia na esperança de mostrar ao bloco e ao mundo que superou seu pior momento e é parte do grupo de nações europeias "responsáveis". Atenas ainda é vista com desconfiança pelos parceiros da União Europeia. Alguns analistas e agências acreditam que ela não tem condições de assumir a presidência do bloco e deveria se focar em seus problemas domésticos. Os gregos terão a inusitada tarefa de presidir a União Europeia pelos próximos seis meses enquanto negociam, ao mesmo tempo, uma redução e até um perdão de sua dívida com Bruxelas. (com Estadão Conteúdo)
  5. Crise nos presídios se agrava, e Maranhão registra noite de

    ataques nas ruas Segurança Quatro ônibus foram incendiados e criminosos dispararam contra uma delegacia em retaliação a revistas da Polícia Militar nas celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (Atualizada às 16h30) Em meio a uma grave crise em seu sistema prisional, com possibilidade de intervenção federal, São Luís (MA) registrou quatro ataques contra ônibus e uma delegacia na noite desta sexta­feira. A Secretaria Estadual de Segurança Pública também confirmou a morte de um policial militar. Quatro ônibus foram incendiados nas ruas da capital maranhense. Cinco pessoas sofreram queimaduras, entre elas uma criança de seis anos que está em estado grave – teve 90% do corpo queimado. O 9º Distrito Policial de São Luís também foi alvo de bandidos, que dispararam tiros contra o prédio. A PM ampliou seu efetivo nas ruas da cidade neste sábado e o sindicato dos trabalhadores de transporte rodoviário dediciu suspender a circulação de ônibus após as 18h de hoje. Segundo as investigações da polícia, as ordens para os ataques foram dadas por presos ligados a facções criminosas, em retaliação a revistas feitas nas celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas – foram apreendidas uma pistola e dezenas de telefones celulares. A segurança em Pedrinhas foi reforçada por homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar para tentar conter a sequência de mortes de detentos em disputa de facções criminosas inimigas no presídio. Desde janeiro do ano passado, 62 presos foram assassinados, dois deles nos primeiros dias deste ano. As mortes – a maioria de forma brutal, com decapitações e esquartejamentos – alarmaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que acionou a Procuradoria­Geral da República após uma inspeção no local. Na sequência, a PGR cobrou um relatório do governo do Maranhão sobre a situação prisional no Estado – o prazo para entrega expira na segunda­feira. Pedrinhas é o maior complexo penitenciário do Maranhão, com capacidade para abrigar 1.700 homens. No entanto, atualmente há 2.200 encarcerados no local. A Secretaria de Segurança Pública maranhense informou, em nota, que “identificou de onde saiu a ordem e quem a recebeu para a execução dos ataques” e prometeu “providências complementares” nas unidades prisionais de São Luís. “Entre elas, estão a ampliação da vigilância com câmeras, a intensificação das revistas nas celas, o aumento da fiscalização interna com o Batalhão de Choque e a fiscalização externa com rondas”, disse. (Com Estadão Conteúdo)
  6. Sonda espacial Rosetta desperta da hibernação e está ativa à

    espera de cometa Sonda enviada ao espaço em 2004 com o objetivo de estudar um cometa volta a funcionar depois de passar dois anos e meio desligada para poupar energia. Encontro com a rocha gelada deve ocorrer em novembro postado em 21/01/2014 09:22 / atualizado em 21/01/2014 09:37 Estado de Minas Ilustração mostra o robô Philae na superfície do asteroide: estudo da rocha espacial trará informações sobre formação do Sistema Solar Brasília – Rosetta partiu da Terra há quase 10 anos, em março de 2004, para uma viagem solitária. Passou por Marte, avistou de perto dois asteroides e, depois de viajar por sete anos e percorrer mais de 800 milhões de quilômetros, aproximando­se de Júpiter, teve direito a um merecido descanso. Dormiu por dois anos e meio, até que despertou ontem, para cumprir a fase final e mais importante de sua missão: conhecer de perto um cometa e, assim, ajudar os cientistas a desvendar a origem do Sistema Solar e da vida no Planeta Azul.
  7. A viajante espacial é uma sonda enviada pela Agência Espacial

    Europeia (ESA) rumo ao cometa 67P/Churyumov­Gerasimenko. O encontro está marcado para novembro, quando, depois de se aproximar da rocha gelada, Rosetta liberará um pequeno aparelho de 100 quilos, o Philae, que pousará sobre o 67P. Munido de 10 instrumentos científicos, Philae fornecerá informações preciosas e detalhadas sobre o objeto cósmico. Isso, obviamente, se tudo continuar ocorrendo como programado. Imprevistos em missões espaciais são comuns. Do lançamento até o destino, pequenas falhas podem colocar tudo a perder. Por isso, o dia foi tenso no Centro Europeu de Operações Espaciais, em Darmstadt, na Alemanha. Depois de ter quase todos os equipamentos desligados em junho de 2011 – uma medida importante para poupar energia e garantir o fim da missão –, a sonda estava programada para despertar ontem, às 8h no horário de Brasília. Todo o procedimento, incluindo o de desdobrar seus painéis solares de 14 metros de comprimento, precisava ser executado pela própria máquina, que manteve em funcionamento durante a hibernação apenas algumas partes, como o sistema de energia e relógio do computador principal, que fez o papel de despertador. Não havia nada que os cientistas pudessem fazer da Terra, a não ser torcer para que tudo saísse como previsto. Para aumentar a aflição, a sonda precisava de sete horas para colocar todos os componentes novamente em operação. Só então os responsáveis pela missão de 1,3 bilhão de euros saberiam que tudo estava bem. A boa notícia chegou por volta das 16h20, para alívio geral. O centro de comando recebeu o sinal de Rosetta, e os técnicos vibraram e aplaudiram. Na conta mantida pela ESA no Twitter e alimentada como se a própria sonda estivesse se comunicando com os internautas (@ESA­Rosetta), logo surgiu a mensagem: “Olá, mundo!” “Agora, cabe a nós dirigi­la até o cometa”, confirmou, ao jornal britânico The Guardian, Andrea Accomazzo, gerente de Operações de Veículos Espaciais da ESA. Vida Tanto esforço é justificado porque os cientistas estão convencidos de que conhecer melhor os cometas pode levar a uma melhor compreensão de como se formou o Universo e o Sistema Solar. Desde que o Sol e os corpos que o orbitam surgiram, há 4,6 bilhões de anos, essas rochas cobertas de gelo pouco mudaram. Estudá­las, portanto, é uma espécie de arqueologia espacial. “Abrir essas cápsulas do tempo e observar o gás, a poeira e, particularmente, o gelo de que são feitos fornece grandes pistas sobre a origem do nosso Sistema Solar e, potencialmente, até sobre a vida”, explicou à agência France­Presse o astrofísico Mark McCaughrean. “Essa cápsula do tempo está fechada há 4,6 bilhões de anos. Chegou o momento de abrir a arca do tesouro”, acrescentou. Quando menciona o surgimento da vida, McCaughrean se refere a uma hipótese de que a queda de cometas na Terra foi fundamental para a criação das condições que possibilitaram o aparecimento de organismos no planeta. Há também um motivo para que o 67P tenha sido o cometa escolhido: o objeto passou bilhões de anos no espaço profundo até que uma passagem perto de Júpiter mudou radicalmente sua órbita em 1959. Dito de outra forma, ele quase não sofreu erosão dos raios solares e seu testemunho sobre o Universo promete ser particularmente compreensível. Manobras Atualmente, a sonda está próxima a Júpiter. Para chegar lá, circundou três vezes a Terra e uma vez Marte, usando o empuxo gravitacional dos planetas como um estilingue para ganhar velocidade. “Tivemos que circundar o Sol cinco vezes em diferentes órbitas para ganhar velocidade”, explicou Paolo Ferri, diretor da missão solar e planetária da ESA.
  8. Agora que acordou, Rosetta realizará, progressivamente, manobras de frenagem e

    aceleração a fim de seguir o rastro do cometa 67P. Em agosto, a nave será colocada em uma órbita a apenas 25 quilômetros sobre o cometa, usando 11 câmeras, radar, micro­ondas, infravermelho e outros sensores para esquadrinhar sua superfície. Finalmente, em novembro, a missão deverá atingir seu ponto de maior tensão. O robô­laboratório Philae, do tamanho de uma geladeira, se desprenderá da sonda que o leva e pousará na superfície acidentada do cometa para realizar experimentos. “Queremos saber tudo sobre o cometa, seu campo magnético, sua composição, sua gravidade, sua temperatura, tudo!”, disse Amalia Ercoli­Finzi, encarregada de um dos muitos experimentos que integram o programa. Hieróglifos O nome da sonda é uma citação à Pedra de Roseta, um pedaço de basalto vulcânico descoberto por soldados franceses no Egito em 1799. A peça, hoje no British Museum, em Londres, traz inscrições, incluindo hieróglifos e textos em grego. Ao comparar as duas línguas, historiadores puderam começar a desvendar o significado dos símbolos utilizados pelos antigos egípcios.
  9. Começa a valer obrigatoriedade de airbag e ABS para carros

    novos Começa a valer nesta quarta­feira (1º) a obrigatoriedade de que todos os carros novos no Brasil tenham airbag e freios ABS. A medida vale para os zero quilômetro fabricados a partir deste ano, porém continua permitida a circulação de carros de outros anos que não possuam os equipamentos. Automóveis novos deverão sair de fábrica com airbag duplo frontal (um para o motorista e outro para o ocupante do banco da frente) e o sistema de freios ABS, que evita o travamento das rodas em frenagem mais brusca. Esses itens não poderão ser vendidos como opcionais, quando se paga uma quantia a mais para tê­los. Podem ser vendidos à parte outros tipos de airbag, como de cortina, de joelho, etc. A medida era prevista desde 2009 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Desde 2010, o percentual de carros novos que deveriam ter esses itens aumentou gradualmente até chegar aos 100% neste ano. Em dezembro passado, foi cogitada a possibilidade de adiar a obrigatoriedade para 100% dos carros em 2014, mas o governo voltou atrás. A lei põe fim a modelos que não tinham como receber airbag e o ABS ou cujo preço mudaria muito com a inclusão desses itens: é o caso da Kombi e do Gol G4 (antiga geração), da Volkswagen, e do Fiat Mille (antigo Uno). O Gol G4 deverá ser substituído pelo Up!, a ser lançado no início do ano. Preço vai subir Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o preço dos carros populares deverá subir de 4% a 8%, como repasse dos custos de inclusão de airbag e ABS. A associação das montadoras (Anfavea) estimou, em meados de dezembro, que o custo da instalação dos equipamentos seria de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil nos carros que ainda não possuíam os itens. Até o dia 20 de dezembro último, quando a exigência de airbag e ABS era válida para 60% dos carros novos, os sites das marcas mostravam 4 modelos que não ofereciam airbag e ABS nem como opcionais entre os 50 mais vendidos. E também diversas versões de modelos até mais caros que também saíam de fábrica sem os dispositivos. Além do airbag e do ABS, o preço dos carros deverá subir em 2014 com o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), também a partir deste mês (veja como ficam as alíquotas). Testes de segurança Testes de segurança independentes realizados pelo Latin NCap, braço latino­americano do Global NCAP, costumam atribuir notas baixas a carros que não possuem airbag. Entre os avaliados recentemente, o Chevrolet Agile e o Renault Clio, ambos testados sem airbag, tiveram 0 de 5 estrelas possíveis no quesito proteção de adultos (assista aos vídeos). Cinto de segurança é fundamental O uso do airbag não dispensa o do cinto de segurança, que continua obrigatório. Aliás, o cinto é determinante para que o airbag funcione de forma eficiente. Além disso, é preciso que o motorista e o carona tomem cuidados como não se posicionarem muito perto do volante e do painel, respectivamente. No caso do carona, deve­se evitar colocar os pés sobre o painel. As bolsas de ar são indicadas por um símbolo no meio do volante e no painel. Alguns carros dão a opção de o motorista desativar o airbag do carona, quando estiver dirigindo só. A abertura não acontece em qualquer batida: depende de quanto o carro desacelera no impacto, e não da deformação que o carro sofre. Já o ABS, sigla em inglês para Antilock Brake System, em alguns veículos, é acionado em frenagens mais fortes e, em alguns carros, o pedal do freio vibra quando esse sistema é acionado. "Nesse caso, algumas pessoas costumam tirar o pé, mas o correto é manter o pedal pressionado", explica o colunista do G1 Denis Marum, especialista em mecânica.
  10. Vídeo mostra carreta com caçamba abaixada ao entrar na Linha

    Amarela Imagens registradas pelas câmeras da Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, mostram que a carreta que derrubou uma passarela na via, matando quatro pessoas e deixando outras cinco feridas na manhã desta terça­feira (28), estava com a caçamba abaixada ao entrar na via. Mais de um minuto antes do acidente, no entanto, começou a ser erguida. De acordo com a Lamsa, o veículo entrou na Linha Amarela pelo acesso 2 (Méier) com a caçamba abaixada. O compartimento começou a subir no trajeto entre as saídas 3 e 4, quando se chocou com a passarela no sentido Fundão, que ficava a 4,5m de altura. O trajeto, de aproximadamente três quilômetros, foi percorrido em dois minutos. A colisão ocorreu às 9h13, segundo a concessionária. Em depoimento informal ao delegado da 44ª DP (Inhaúma) Fábio Asty, o condutor Luis Fernando da Costa, 33 anos, disse que não percebeu que ela estava levantada. "Ele explicou de forma lúcida que pegou o caminhão em Água Santa e iria para a Rodoviária Novo Rio buscar entulho. Após a altura de Pilares, ele não percebeu que a caçamba tinha levantado. Vamos ver se aquilo foi feito de forma voluntária ou involuntária. Não vislumbramos o objetivo dele de fazer esse movimento. A perícia vai nos dizer se houve algum problema mecânico. O foco da investigação é esse, de saber se houve um acionamento involuntário", explicou o delegado, acrescentando que o laudo final ficará pronto em 30 dias. De acordo com o delegado, o laudo final ficará pronto em 30 dias. Fábio Asty disse que, além do motorista, vai intimar a depor os responsáveis pela empresa e os responsáveis pela Linha Amarela para saber se eles permitiram que o motorista trafegasse na via em horário proibido. O delegado também afirmou que irá verificar se o caminhão fazia serviço para Prefeitura do Rio. "Assim que ele for liberado do hospital, o motorista será conduzido à delegacia para depor. Ele disse que passou pela Linha Amarela para cortar caminho a 85 km/h. O caminhão estava num bom estado de conservação. Ele teve um defeito na caixa de marchas, tinha ido para revisão e foi entregue anteontem. O Luis Fernando estava nessa empresa, Terra Prometida, há seis meses e dirigia esse caminhão há 2 meses. É um motorista experiente, com a carteira de habilitação D. É possível içar a caçamba com o veículo em movimento, mas isso demanda muita força física. A alavanca fica embaixo do volante", disse. O motorista disse ainda ao delegado que trafegava a 85 km/h, abaixo do limite, de 100 km/h, e que tinha conhecimento que não era permitido trafegar na via nesse horário. O veículo derrubou uma passarela e fechou a via expressa em ambos os sentidos na manhã desta terça. A colisão ocorreu entre 9h e 9h30, segundo funcionários da concessionária. Mortos e feridos A corporação identificou os mortos no acidente como Adriano Fontes de Oliveira, 26 anos, Célia Maria, 64, Renato Soares, 62 anos, e Alexandre Almeida, que ainda não teve a idade divulgada. Célia e Adriano estavam atravessando a passarela que liga duas comunidades às margens da via expressa, no momento do impacto. Os feridos são Glaucia Andrade, 56 anos, Jairo Z., 44 anos, Luiz Carlos Guimarães, 60 anos, e Liliane de Souza Rangel, 33 anos, além do motorista da carreta.
  11. A barbárie, no Brasil, não tem lugar nem rosto. Atinge

    quase todos os estados, está nas redes sociais e já vitimou mais de 50 pessoas no 1º semestre de 2014. A epidemia de linchamentos tem explicação? Reportagem: Rosanne D'Agostino / Ilustrações: Dalton Soares DIAS DE INTOLERÂNCIA g1 globoesporte gshow famosos & etc vídeos ASSINE JÁ CENTRAL ENTRAR E-MAIL ›
  12. É do professor de história André Luiz Ribeiro, 27, o

    mais recente relato sobre uma onda de violência baseada na intolerância que persiste no Brasil em 2014. Confundido com um ladrão em São Paulo, ele foi espancado e só conseguiu escapar depois de dar aula sobre Revolução Francesa a um dos bombeiros que o resgataram. Da postagem no Facebook da foto de um adolescente negro acorrentado a um poste no Rio de Janeiro até a morte da dona-de-casa Fabiane Maria de Jesus no Guarujá (SP), foram mais de 50 casos neste ano. São aprisionamentos, espancamentos coletivos e cenas bárbaras que já fizeram vítimas em quase todos os estados do país, contando apenas os noticiados –não há estatística criminal sobre linchamentos no Brasil. Linchamentos noticiados por Estado em 2014 CartoDB attribution + ­ Dados cartográficos ©2015 Google, INEGI O G1 mostra nesta reportagem especial as faces dessa intolerância. Detalhes dos crimes, suas vítimas, a origem, seus autores, suas causas e consequências. ‘Foi algo surreal’ INÍCIO VÍTIMAS ORIGEM NOSSOS ‘JUSTICEIROS’ NO MUNDO ANÁLISE BUSCANDO JUSTIÇA
  13. Veja a seguir 50 casos de linchamento noticiados até julho

    deste ano e navegue nas abas para entender o que motivou os crimes Mais três linchamentos foram noticiados em julho, em São Paulo e no Piauí. Uma das vítimas foi o professor André, que dá aula de História para cerca de 230 alunos em uma escola pública na periferia da capital paulista. Apontado como ladrão, acorrentado e brutalmente espancado por dezenas de pessoas, André relatou ao G1 que o dono do bar assaltado já tinha mandado o filho buscar um facão quando os bombeiros chegaram. Só depois de explicar sobre a ascensão da burguesia é que o levaram ao hospital, diz. “Foi algo surreal. Só acreditamos quando chega próximo de nós. Aí você vê que é muito real mesmo, esse ódio das pessoas. Essa brutalidade do ser humano.” Mesmo assim, foi preso e está em liberdade provisória, já que o dono do bar não retirou a queixa. “Eu estou bem melhor, mas a ferida na alma, a inocência, está perdida.” Leia aqui o relato completo. Eu disse que era professor, que estava ali por acaso. Aí um dos bombeiros falou para dar uma aula sobre Revolução Francesa. Foi o que me salvou.” ESTADOS MOTIVO CONSEQUÊNCIA VÍTIMA
  14. AC AL AP AM BA CE DF ES GO MA

    MT MS MG PA PB PR PE PI RJ RN RS RO RR SC SP SE TO MA AGO RO JAN SP JAN SP JAN PI JAN RJ JAN RJ FEV RN FEV SC FEV SC FEV AP FEV MS FEV GO FEV PI FEV RN FEV SP FEV DF FEV SC FEV MA MAR BA MAR SP MAR RJ MAR SC MAR AP MAR RN MAR RJ MAR RN MAR SC MAR SC MAR SP MAR SE MAR AL MAR RN MAR AP MAR MA MAR AL MAR PE MAR ES ABR RJ ABR SP ABR SP MAI SP MAI MG MAI PB MAI RJ MAI RR MAI BA MAI SP MAI MS MAI SC MAI
  15. Estatísticas criminais no Brasil não contabilizam os linchamentos, apenas os

    crimes, como lesão corporal ou homicídio. Pesquisadores consideram que esse tipo de catarse coletiva ocorre principalmente em bairros de periferia dominados por uma sensação de insegurança constante contra crimes determinados. Assim, se o bairro é assolado por uma onda de roubos, e a polícia não age, aumenta a chance de que os moradores recorram à justiça com as próprias mãos contra quem rouba na vizinhança. Bandido bom é bandido morto? Os casos noticiados em 2014 corroboram a tese. A maioria dos justiçamentos ocorreu em bairros pobres. Os alvos foram suspeitos de crimes que lideram as estatísticas nacionais: roubos, estupros, homicídios, atropelamento, agressões a mulheres e crianças. Mais informações Em Araraquara (SP), o ajudante geral Mauro Muniz (na foto acima) foi espancado por vizinhos enraivecidos porque seu irmão havia batido na mulher. Mesmo após ter sido reconhecido, continuou a apanhar. Ele teve os braços, pernas, maxilar e costelas quebrados. O velho-atual discurso “bandido bom é bandido morto” endossava esse tipo de ação até 3 de maio, quando a barbárie cometida contra a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi exposta ao país em um vídeo publicado na internet. Até então, nenhum nome de vítima de linchamento havia sido divulgado. A Jaílson Alves das Neves, 40, marido de Fabiane Ao lado, o retrato falado da mulher com quem Fabiane foi confundida. A acusada de tentar roubar um bebê do colo da mãe no norte RJ era negra. O maior absurdo foi as mães levarem os filhos”
  16. apontada sequestradora de crianças foi “julgada e condenada”, sem direito

    a defesa, pelos próprios vizinhos, e linchada por cerca de 100 pessoas que acreditavam que a prisão não seria o bastante: ela merecia a morte. O porteiro Jaílson Alves das Neves, 40, marido de Fabiane, recebeu de uma prima a notícia da morte da mulher. Hoje, ele cuida sozinho das duas filhas do casal. Em uma casa simples, vizinha ao bairro onde aconteceu o crime, ele diz não desejar o mesmo destino aos linchadores. Assista:
  17. A prática de assassinatos por multidões era comum na antiguidade,

    com inúmeros relatos de apedrejamento de pecadores, queima de bruxas, entre outros. A origem da palavra linchamento é atribuída a Charles Lynch, fazendeiro da Virgínia, nos Estados Unidos, que punia criminosos durante a Guerra da Independência em 1782; e ao capitão William Lynch, que teria mantido um comitê para manutenção da ordem no mesmo período. Em 1837, surge a Lei de Lynch (bater com pau), baseada nos atos do fazendeiro, usada para pregar o ódio racial contra negros e índios. Veja alguns casos que ficaram famosos no Brasil ORIGEM
  18. Segundo o pesquisador Lídio de Souza, teria ocorrido em uma

    fazenda de café nos arredores da cidade de Campinas, no interior de São Paulo. Não há mais informações sobre o caso. 1853 1º registro de linchamento Um jornalista e seu tio, farmacêutico, se desentenderam com um coronel, contra quem o primeiro desferiu quatro tiros. O coronel morreu em seguida, e ambos foram presos. Durante a madrugada, foram tirados da prisão e linchados em frente à delegacia, inclusive por familiares do coronel. Os envolvidos foram absolvidos em julgamento. 1897 Linchamento dos Britos - Araraquara (SP) Cerca de 150 pessoas encapuzadas invadiram uma delegacia, dominaram os policiais de plantão e levaram seis presos acusados de matar um taxista no Sudoeste até um campo de futebol, onde foram linchados e esfaqueados. 1983 Barracão (PR) Acusados pelo assassinato de um fotógrafo e estupro de sua namorada foram retirados por uma multidão de dentro da delegacia, arrastados por 5 quilômetros e queimados em praça pública. 1986 Umuarama (PR) Três assaltantes morreram queimados após manter duas mulheres reféns por mais de 15 horas em Matupá. Eles se renderam, mas, antes de serem levados pela polícia, foram capturados pela população, espancados e queimados em praça pública. Um cinegrafista registou as imagens. Até agora, um dos linchadores foi condenado, e outros sete, absolvidos. 1990 Chacina de Matupá (MT) Em represália à morte de um taxista, três pessoas são linchadas. 1991 Porto Velho (RO) O linchamento foi gravado por câmera da TV Globo. As vítimas eram três homens que foram retirados da delegacia pelos linchadores após terem sido acusados pelo homicídio de uma enfermeira. 1994 Salto da Lontra (PR)
  19. Número de linchamentos noticiados no Brasil entre 1980 e 2006

    Dados mostram que, nos anos em que houve um caso de repercussão, mais casos apareceram nos jornais. Número de vítimas de linchamentos, por tipo, em São Paulo até 2010 Número de vítimas de linchamentos, por tipo, no Rio de Janeiro até 2010 Dados do Núcleo de Estudos da Violência da USP sobre linchamentos noticiados no país desde 1980 mostram que, nos anos em que ocorreram casos de repercussão, também houve mais linchamentos – ou pelo menos mais ocorrências foram noticiadas:
  20. O que: organizações paramilitares compostas por cidadãos comuns ou policiais

    armados que se unem para combater o crime paralelamente às instituições oficiais. Onde: principalmente no Rio de Janeiro, sob pretexto de combater o narcotráfico. Caso famoso: em 2008, uma CPI da Assembleia Legislativa do Rio indiciou 226 pessoas por envolvimento com milícias. O Brasil é um Estado Democrático de Direito, o que significa que apenas o Estado tem poder de prender, julgar e condenar alguém por um crime, respeitando sempre o direito de defesa do acusado. No entanto, há grupos que desafiam a ordem estabelecida sob o pretexto de que a justiça é falha. E os linchamentos não são a única forma de se fazer justiça com as próprias mãos. Veja quem são nossos outros “justiceiros”: NOSSOS JUSTICEIROS
  21. Milícias Saiba Mais Grupos de extermínio Saiba Mais O que:

    quadrilhas que matam supostos criminosos para ‘limpar’ seus bairros. A maioria das vítimas são pobres, adultos ou crianças. Onde: periferias das grandes cidades. Caso famoso: Chacina da Candelária, no Rio, em 1993, quando oito jovens negros e pobres foram assassinados por PMs. Tribunais do tráfico Saiba Mais O que: traficantes que julgam membros das facções por traição, moradores acusados de crimes e quem que desafie seu poder. As punições vão de tiros em partes do corpo até a morte. Onde: principalmente no Rio de Janeiro. Caso famoso: em 2002, o jornalista Tim Lopes foi executado pelo ‘tribunal do tráfico’ na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas da Penha, quando fazia uma reportagem sobre prostituição infantil em bailes funk. Jagunços Saiba Mais O que: pessoas pagas para fazer a segurança de grandes propriedades de terra ou que aceitam dinheiro para matar e cometer crimes. Pistoleiros ou capangas. Onde: diversas regiões. Caso famoso: no Pará, o Ministério Público acusou dois fazendeiros de terem encomendado a morte da missionária Dorothy Stang, em 2005.
  22. Falsos super-heróis Saiba Mais O que: pessoas comuns, vestidas como

    os heróis dos quadrinhos agindo em situações de salvamento, arriscando a própria vida e a da vítima. Onde: diversas cidades. Caso famoso: em São Paulo, o ‘Batman’ do Capão Redondo capturou um suspeito de furtar um celular. Limpeza social Saiba Mais O que: segundo a sociologia, trata da eliminação de indivíduos socialmente rejeitados, como criminosos, sem-teto, moradores de rua. Onde: historicamente, diversas cidades do país já sofreram ondas de ‘limpeza’. Caso famoso: no ano passado, começou a ser investigada a morte em série de moradores de rua em Goiás –mais de 40 vítimas.
  23. CartoDB attribution Motivo Insegurança Caça às bruxas Homofobia Lei Regime

    totalitarista Racismo Intolerância religiosa Corrupção + ­ Veja no mapa relatos de linchamentos no mundo e clique para saber suas motivações: Em outros países, os casos de justiça feita com as próprias mãos estão ligados, principalmente, à intolerância racial, religiosa e sexual. É o que a Sociologia chama de “vigilantismo”, grupos que “vigiam” a sociedade e que pretendem impor sua própria ordem a partir da violência contra o “diferente”.
  24. Sensação de insegurança, impotência, ausência do Estado e das instituições

    são os principais motivos apontados por especialistas para a ocorrência de ações de intolerância coletiva: ANÁLISE ESPECIALISTAS ESTUDOS AUTORIDADES
  25. Jacqueline Sinhoretto, professora doutora adjunta da Universidade Federal de São

    Carlos (SP) Há uma crença socialmente disseminada de que a punição violenta é a que resolve. Se acredita que bandido bom é bandido morto. A violência policial é muito criticada e muito aceita. A polícia e a justiça têm que assegurar que os crimes sejam investigados e que essa solução venha a tempo de garantir a vida de quem está sendo acusado. E o policiamento tem que ser capilar, próximo da comunidade.”
  26. A justiça com as próprias mãos parece ser a única

    alternativa para aqueles que a escolhem, mas algumas vozes solitárias tentaram impedir o linchamento, de inocentes ou culpados. Em Campinas (SP), a cobradora Magda Costa de Souza teve de conter os passageiros após o furto de uma carteira dentro do ônibus em movimento. Ela afirma que poderia ter abandonado o ônibus junto com o motorista, mas preferiu ficar, mesmo sob o risco de também ser linchada, para garantir a segurança de todos. Assista no vídeo acima. Descrença Pesquisa da FGV sobre confiança nas instituições mostra que os brasileiros andam descrentes no trabalho da polícia e da justiça, Veja abaixo:
  27. Confiança nas instituições (Em %) Os dados sobre os casos

    noticiados mostram que autores de linchamentos dificilmente são punidos. No Guarujá, das dezenas de pessoas que participaram do linchamento de Fabiane, apenas cinco foram presos. Ainda assim, as instituições brasileiras estão consolidadas e são obrigadas pela Constituição Federal e leis vigentes a garantir direitos e deveres de toda a população brasileira. Entenda a seguir o caminho correto para recorrer à polícia ou à justiça, e também para cobrar as autoridades que abusam de seu poder:
  28. Falha provoca falta de energia em ao menos 11 estados

    do Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que foi registrada nesta terça­feira (4) uma falha em uma linha de energia que liga o Norte ao Sudeste do país que provocou falta de luz em todos os estados do Sudeste, Sul e Centro­Oeste, além do Tocantins, na Região Norte. Ao menos onze estados tiveram o fornecimento de eletricidade comprometido. O órgão não soube informar quantas pessoas foram afetadas pelo problema, que aconteceu às 14h03. De acordo com o ONS, a energia começou a ser restabelecida 35 minutos depois. Em nota, o ONS informou que a “perturbação no Sistema Interligado Nacional” ocorreu entre o município de Colinas (TO) e a região de Serra da Mesa (GO), provocando a interrupção do fornecimento de cerca de 5 mil MW (megawatts). “Para evitar a propagação do evento, houve atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), causando o desligamento automático de cargas pré­selecionadas pelos agentes distribuidores locais, visando restabelecer a frequência do sistema”, diz o comunicado. 'Risco zero' Na segunda­feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que é “zero” o risco de faltar energia no país, por conta da falta de chuvas e queda no nível dos reservatórios de hidrelétricas. Ele anunciou, porém, que o governo já estuda novas medidas para evitar que a conta pelo maior uso das usinas térmicas e devido à alta no valor da energia seja repassada de uma vez aos consumidores. De acordo com o último levantamento do ONS, no domingo (2) os reservatórios do Sudeste e Centro­Oeste registravam armazenamento médio de 39,98%. As hidrelétricas dessas duas regiões são responsáveis por cerca de 70% da produção de energia no país. Veja o que aconteceu em cada um dos 11 estados (ordem alfabética): Espírito Santo Os municípios de Nova Venécia, Ecoporanga e Aracruz foram afetados pelo apagão elétrico no Espírito Santo, na tarde desta terça­feira, segundo a EDP Escelsa, a concessionária no estado. Uma ocorrência em uma das linhas do Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende ao estado, ocasionou a interrupção de energia em parte das cidades. Goiás A Companhia Energética de Goiás (Celg) informou, por meio de sua assessoria, que houve uma redução na distribuição de energia na região sudoeste do estado. Mas disse que ainda está fazendo o levantamento de quantos consumidores ficaram sem energia elétrica. Mato Grosso A Cemat informou que a queda de energia afetou a região central de Cuiabá e outros municípios. Porém, a empresa não soube informar quais cidades foram afetadas. Mato Grosso do Sul A Enersul informou que 14% da área de concessão da empresa (7 cidades) no estado teve falta de energia elétrica das 13h03 às 14h05 (horário local). Minas Gerais De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), municípios das regiões sul, oeste e leste do estado, além do Triângulo e da Grande BH foram atingidos.
  29. No sul de Minas, pelo menos cinco cidades ficaram sem

    energia entre 14h e 14h40. Segundo a Cemig, houve falha em Guaxupé, Muzambinho, Guaranésia, Monte Belo e Botelhos. A empresa informou que o problema ocorreu às 14h02, e começou a ser resolvido às 14h48. A Cemig afirmou que às 15h58 todos os locais já estavam com as energias restabelecidas. Paraná Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o problema deixou sem luz 355 mil consumidores em diversas regiões do Paraná. A distribuidora informou, porém, que a energia já foi restabelecida por lá. Rio de Janeiro A Light informou que interrompeu o fornecimento de energia em bairros do Subúrbio e Zona Oeste do Rio e Baixada Fluminense, a pedido do ONS. Aproximadamente 600 mil pessoas estavam sem luz no Rio por volta das 15h30, segundo a Light. A falta de energia atingiu os bairros de Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Jacarepaguá, na Zona Oeste; Méier, Pavuna, Inhaúma, Irajá, Penha, Cascadura e Madureira, no Subúrbio; e os municípios de Mesquita, Belford Roxo, Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Rio Grande do Sul O fornecimento de energia elétrica foi cortado por volta das 14h em pelo menos 11 municípios que são abastecidos pela RGE: Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves, Gaurama, Sarandi, Parobé, Gravataí, Horizontina, Santa Rosa, Feliz, Nova Petrópolis e Não­Me­Toque. A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) informou que parte de sua área de cobertura também foi afetada, mas a luz já havia voltado a alguns municípios (às 16h30). Santa Catarina A Celesc informou que registrou interrupção no fornecimento de energia para diversas cidades. O desligamento ocorreu em todo o estado e, segundo a empresa, todas as regiões tiveram algum problema pontual. São Paulo No estado de São Paulo, a AES Eletropaulo informou que o problema afetou o fornecimento de energia em cidades da Grande São Paulo e bairros da capital paulista. Segundo a empresa, foram afetadas ainda as cidades de Vargem Grande Paulista, Embu, Diadema e Cotia. Entre os bairros da capital impactados estão Capão Redondo, Pedreira, Cidade Ademar, Mooca, São Mateus, Vila Prudente, Itaquera, Vila Mariana, Guaianases e Vila Matilde. Mas o problema em São Paulo chegou também ao metrô da capital. A ViaQuatro, que opera a Linha 4­Amarela, relata que teve uma "falha no sistema elétrico de tração entre o trecho das estações Paulista e Luz" nesta tarde. A concessionária informou, às 15h40, que a operação foi restabelecida às 15h18. A assessoria do Metrô informou que não foram identificados problemas em outras linhas. Às 15h45, a CET diz que as regiões Oeste, Sul e Leste da cidade tinham semáforos apagados em alguns cruzamentos, por isso os motoristas devem redobrar a atenção e reduzir a velocidade. Tocantins A queda de energia ocorreu no estado de Tocantins das 13h03 às 13h07 (horário local), segundo a Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins). Foram atingidos 362 mil unidades consumidoras em 95 municípios. Apagões recentes O último episódio parecido no país ocorreu em agosto do ano passado, quando uma queimada em uma fazenda do Piauí levou à falta de energia em todos os estados da Região Nordeste. Na ocasião, a distribuição caiu de 10 mil megawatts para mil megawatts e deixou no escuro por algumas horas boa parte dos municípios nordestinos.
  30. Em 2012, a Região Nordeste enfrentou apagões em setembro e

    outubro. Em 22 de setembro, segundo o ONS, um problema nas interligações Sudeste/Norte e Sudeste/Nordeste atingiu o fornecimento de energia elétrica em parte da Região Nordeste do país. Em outubro daquele ano, outra ocorrência afetou os nove estados do Nordeste no final da noite do dia 25 e início da madrugada do dia 26. Confira a íntegra da nota do ONS: "Às 14h03, uma perturbação no Sistema Interligado Nacional causou a abertura da interligação em 500 kV entre a Região Norte e as Regiões Sudeste/Sul, entre Colinas e Serra da Mesa, interrompendo o fluxo de 5 mil MW para essas regiões. Para evitar a propagação do evento, houve atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), causando o desligamento automático de cargas pré­selecionadas pelos agentes distribuidores locais, visando restabelecer a frequência do sistema. Às 14h41, a interligação Norte­Sudeste foi religada e a frequência normalizada. Já foi iniciado o processo de recomposição das cargas desligadas. Essas informações serão atualizadas tão logo novos dados estejam disponíveis".
  31. Justiça da Itália nega extradição e solta Pizzolato, condenado pelo

    mensalão Ex­diretor do Banco do Brasil foi preso na Itália em fevereiro.Pizzolato ficará em liberdade; PGR anunciou que vai recorrer. by Paolo Tomassone Oct. 28, 2014 3 min read original A Corte de Apelação de Bolonha negou nesta terça­feira (28) o pedido do governo brasileiro para que o ex­diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado para o Brasil. Preso desde fevereiro, Pizzolato foi solto ainda nesta terça, por ordem da mesma decisão que negou a extradição. O governo brasileiro pedia que ele fosse extraditado para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A PGR já anunciou que vai recorrer da decisão, que pode ser revertida em última instância na Corte de Cassação de Roma. O Ministério da Justiça informou que atuará em conjunto com a Procuradoria e a Advocacia­Geral da União em recurso contra a decisão. Mesmo que a Justiça decida pela extradição, a decisão final ainda caberá ao governo italiano. Alessandro Silvelli, advogado de defesa de Pizzolato, declarou que o ex­diretor do Banco do Brasil não entendeu a sentença assim que ela foi lida. "Ele está desorientado. Sua saúde está melhor. Pode ser que esta noite ele volte à cadeia em Modena e somente amanhã a sua casa, mas não temos certeza ainda". Silvelli afirmou que "não foi permitido o recolhimento de provas para uma investigação paralela" e que pesou sobre a decisão do juiz "a denúncia sobre as condições das prisões no Brasil". O advogado ainda disse que a Justiça italiana negou a extradição sob a justificativa de que o Supremo Tribunal Federal brasileiro é a instância máxima e dessa forma Pizzolato não teve chance de recorrer da sentença. Ainda segundo a defesa, o juiz considerou que o ex­diretor não deveria ter sido julgado no STF porque não era congressista. Pizzolato ainda responde a processo por ter entrado na Itáliausando documento falso, mas pode responder em liberdade. A Justiça ainda vai divulgar por que negou a
  32. extradição do brasileiro, que também é cidadão italiano. O julgamento

    do pedido foi realizado na Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha. Pizzolato, que está detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, chegou por volta das 10h locais (7h de Brasília) ao tribunal, onde acompanhou a audiência. Ele foi transferido em um veículo da Polícia Penitenciária. A sessão começou às 11h locais (8h de Brasília) e foi suspensa às 15h locais (12h de Brasília). Nesse horário, os juízes responsáveis entraram em uma sala reservada para tomar sua decisão. O julgamento do pedido teve início em 5 de junho, mas as juízas responsáveis pelo caso concederam na época um prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros. O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano. Em maio, a Justiça do país europeu havia rejeitado o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição. O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano, que tem a decisão final, poderia se recusar a extraditá­lo, mesmo com aprovação da Justiça. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais. Defesa e acusação Os advogados do condenado no mensalão alegaram à Justiça italiana que as cadeias no Brasil apresentam condições "degradantes", que violam o princípio da dignidade humana. O ex­diretor do BB fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália, por uso de documento falso em fevereiro deste ano. De acordo com a Procuradoria­Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta (24) na Itália e irá acompanhar o julgamento. Nesta segunda (27), ele se reuniu com procuradores italianos, para trocar informações sobre o processo.
  33. Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador­geral da

    República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o ex­diretor do Banco do Brasil em condições que “respeitam os direitos humanos”. “Uma das linhas de defesa era dizer que os presídios brasileiros não têm condições de receber o preso. Como o réu também tem direito de cumprir pena em presídios próximos ao domicílio, pedi que indicassem dois presídios em Santa Catarina. Fizemos relatório sobre esses dois presídios para demonstrar que, no cumprimento da pena, não havia ofensa aos direitos humanos”, disse Janot.
  34. Cinegrafista atingido por rojão em protesto no Rio tem morte

    cerebral Em 10 anos de trabalho na Band, Santiago Andrade ganhou dois prêmios.Suspeito de passar rojão a outro homem foi preso no domingo (9). by Do G1 Rio Feb. 10, 2014 2 min read original O cinegrafista teve morte cerebral decretada nesta segunda­feira (10) (Foto: Arquivo Pessoal) O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, teve morte cerebral nesta segunda­feira (10), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ele foi atingido na cabeça por um rojão na quinta­feira (6), quando registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus, no Centro do Rio. Andrade sofreu afundamento do crânio e foi submetido a uma cirurgia após ser levado para o Hospital Souza Aguiar, também no Centro. Desde então, estava em coma induzido no CTI da unidade.
  35. Eles destruíram uma família. Uma família que era unida" Arlita

    Andrade, mulher do cinegrafista A explosão foi registrada por fotógrafos, cinegrafistas e câmeras de vigilância instaladas nas proximades da Central do Brasil. Após a divulgação das imagens, Fábio Raposo se apresentou na 17ª DP (São Cristovão) e confirmou à polícia ter passado o rojão ao homem que acendeu o artefato que atingiu o cinegrafista. No entanto, o rapaz disse, em depoimento, não conhecer o suspeito de lançar o rojão em meio à manifestação. No domingo (9), após ter o mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio, Fábio Raposo foi detido em casa. Ele foi levado nesta manhã para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. A polícia pedirá que seja feito um retrato falado na tentativa de identificar e localizar o responsável ainda nesta segunda­feira. 'Destruíram uma família', diz mulher de cinegrafista A mulher do cinegrafista, Arlita Andrade, fez um desabafo no domingo (9), em entrevista exclusiva à TV Globo, e disse que "falta amor" às pessoas responsáveis por ferir gravemente seu marido. A declaração foi dada antes da divulgação da morte cerebral do cinegrafista. "Eles destruíram uma família. Uma família que era unida, muito unida mesmo”, lamentou Arlita Andrade. Cinegrafista tinha dois prêmios Espirituoso, homem de riso fácil e dedicado à profissão. Essa é a forma como colegas de trabalho da Band definem o cinegrafista. Experiente, Santiago trabalhava havia 10 anos na Band, onde participou de diversas reportagens sobre as dificuldades enfrentadas pelos usuários de transporte público na cidade. A cobertura jornalística do tema – que motivou o início dos protestos no Rio em 2013, após o anúncio do reajuste da tarifa de ônibus – lhe rendeu dois prêmios jornalísticos de Mobilidade Urbana, em 2010 e 2012, ao lado do repórter Alexandre Tortoriello. Desde 2013, ele registrou para a TV Bandeirantes diversas manifestações na cidade e estava escalado para participar da cobertura jornalística da Copa do Mundo este ano.
  36. Além disso, Santiago Andrade participou de grandes coberturas, eventos esportivos

    e incontáveis reportagens sobre a "guerra" contra o tráfico de drogas nos morros cariocas. No final de 2013, o cinegrafista participou do curso para jornalistas em áreas de conflito, ministrado pelo Exército. O cinegrafista também atuou na área de cultura. Em 2012 e 2013, foi convidado para fazer reportagens, ao lado da repórter Camila Grecco, sobre o carnaval de San Luiz, na Argentina. Carioca, criado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Santiago tinha outras duas paixões, além do jornalismo: o Flamengo, seu time de coração, e a música. Aficionado por discos, ele falava com orgulho da época em que foi DJ. Casado, Santiago Ilídio Andrade deixa uma filha e três enteados.
  37. g1.globo.com Carta de renúncia de Azeredo é lida no plenário

    da Câmara Presidente da Casa, Henrique Alves, recebeu carta de filho do ex- deputado.Procuradoria pede 22 anos de prisão para Azeredo por mensalão mineiro. by Felipe Néri • Feb. 19, 2014 • 3 min read • original A carta de renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi lida na tarde desta quarta-feira (19) no plenário da Câmara, depois de o documento ter sido entregue ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) por Renato Azeredo, filho do ex-parlamentar. O texto da carta foi lido pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE). A leitura é necessária para que o ato de renúncia seja oficializado. Antes, a assessoria de Azeredo já tinha informado que ele iria deixar o mandato (leia a íntegra do carta de renúncia ao final desta reportagem). A renúncia é motivada pelas acusações da Procuradoria-Geral da República de que o ex-deputado se beneficiou do esquema do chamado "mensalão mineiro", que teria desviado recursos públicos e utilizado doações ilegais para a campanha de Azeredo a governador de Minas Gerais em 1998. No dia 7 deste mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento com as alegações finais do processo do mensalão mineiro no qual sugere a condenação de Azeredo a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Volto a assegurar e repetir que não sou culpado de nenhum ato de peculato. Não fiz nenhum empréstimo fictício para minha campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998. Não fiz nem faria, por uma questão de princípio, nenhuma lavagem de dinheiro." Trecho do texto da carta de renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) Na condição de deputado, Azeredo somente poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Agora, com a renúncia, o STF deverá decidir se permanecerá com o caso ou se enviará o processo para a Justiça Federal de Minas, onde estão sendo julgados outros acusados pelo mensalão mineiro. Em 2010, o então deputado Natan Donadon renunciou dias antes de ser julgado no Supremo. Na ocasião, os ministros
  38. entenderam que o ato era uma manobra para evitar o

    julgamento e atrasar o processo. Por isso, decidiram não enviar o caso para uma instância inferior da Justiça. Donadon acabou condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por peculato e formação de quadrilha. A carta de renúncia Na carta de renúncia, Azeredo afirmou que decidiu deixar o mandato para se dedicar à defesa de sua honra e liberdade. O ex-deputado nega as acusações da procuradoria, classificadas por ele "injustas" e "agressivas". "As alegações injustas, agressivas, radicais e desumanas da PGR formaram a tormenta que me condena a priori e configuram mais uma antiga e hedionda denúncia da inquisição do que uma peça acusatória do Ministério Público", diz o texto da carta. Ele reafirma que não é culpado e não cometeu atos ilegais. "Volto a assegurar e repetir que não sou culpado de nenhum ato de peculato. Não fiz nenhum empréstimo fictício para minha campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998. Não fiz nem faria, por uma questão de princípio, nenhuma lavagem de dinheiro”, completou. Azeredo afirma ter as forças exauridas, e diz acreditar que isso representa "sério risco" para sua saúde – o ex-deputado tem 65 anos – e também para a integridade de sua família. O ex-deputado afirmou na carta que uma “tragédia desabou” sobre ele e a família, “arrasando” seu nome e reputação. “As acusações de que fui alvo pela Procuradoria-Geral da República, com base em testemunhos e documentos falsos, não me pouparam. De cidadão, que deveria ter assegurado o sagrado direito de defesa, fui transformado em mero alvo político destinado a sofrer ataques para compensar delitos cometidos por outros”, disse o ex-deputado. Ainda na carta, entregue pelo filho à Câmara, Azeredo afirmou que está “pronto” para responder às acusações e que não irá se sujeitar à “execração” pública em função do processo. “Mas de que adianta mais eu alegar que não sou culpado? O que posso é reafirmar que estou pronto a responder em qualquer foro às acusações que me fazem. Não vou, porém, me sujeitar à execração pública por ser um membro da Câmara dos Deputados e estar sujeito a pressões políticas”, afirmou Azeredo. 'Foro íntimo' O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que a decisão de Azeredo é de "foro íntimo". "Ele vai se dedicar agora à sua defesa. Ele é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como um homem de bem”, afirmou Aécio.
  39. A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara informou que a vaga

    de Azeredo será ocupada pelo deputado João Bittar (DEM-MG), que hoje é suplente. Para a vaga de suplente, será convocado como primeiro da lista Ruy Muniz (DEM-MG). Caso Ruy decida por não seguir no mandato, será convocado Edmar Moreira (PR- MG). No final da tarde desta quarta, o presidente do PSDB em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, deve fazer discurso no plenário da Câmara relatando a situação de Azeredo. O teor do discurso não foi divulgado. Veja abaixo a carta de renúncia de Eduardo Azeredo:
  40. Facebook finaliza aquisição do Whatsapp por US$ 22 bilhões Preço

    final subiu US$ 3 bilhões com o aumento das ações do Facebook.Fundador do WhatsApp receberá incentivo para permanecer na empresa. by Da Reuters Oct. 6, 2014 1 min read original Preço de compra do WhatsApp pelo Facebook subiu para cerca de US$ 22 bilhões (Foto: AP) O Facebook finalizou a aquisição do serviço móvel de mensagens WhatsApp nesta segunda­feira (6), com o preço final subindo US$ 3 bilhões, para cerca de US$ 22 bilhões, em função do aumento no valor das ações do Facebook nos últimos meses. O fundador do WhatsApp, Jan Koum, receberá quase US$ 2 bilhões em ações, em direitos adquiridos ao longo de um período de quatro anos, como um incentivo para que continue na empresa, segundo documento regulatório apresentado desta segunda­feira. A compra, anunciada pelo Facebook em fevereiro e que recentemente recebeu aprovação regulatória na Europa, reforça os valores estratosféricos de startups de rápido
  41. crescimento e a disposição de players já estabelecidos, como o

    Facebook e o Google, de pagar por elas. WhatsApp, que tem mais de 600 milhões de usuários mensais, faz parte de uma nova safra de aplicativos de mensagens móveis e mídia social que se tornaram cada vez mais populares entre os usuários mais jovens.
  42. Recuperação total de áreas atingidas pela cheia em RO pode

    levar 10 anos Estimativa é do governador de Rondônia, Confúcio Moura.Plano de Reconstrução e Prevenção de Desastre está sendo elaborado. by Ana Fabre May 8, 2014 3 min read original Plano de reconstrução das áreas atingidas pela cheia em Rondônia começa a ser elaborado (Foto: Ivanete Damasceno/G1) O governador de Rondônia, Confúcio Moura, informou nesta quinta­feira (8) que a recuperação total das áreas atingidas pela cheia do Rio Madeira deve levar de 5 a 10
  43. anos para ser concluída. A declaração foi feita na abertura

    do workshop realizado hoje, em Porto Velho, para a elaboração do Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres do estado. Cerca de 100 entidades, entre governos estadual e municipais, Defesa Civil, Judiciário, instituições bancárias e representantes da sociedade, participam do evento. Mais de cem entidades, entre governos estadual, municipais e sociedade civil, discutem plano de reconstrução (Foto: Ana Fabre/G1) Confúcio Moura explicou que a recuperação já teve início com o atendimento às pessoas afetadas e continua com o planejamento para novas habitações; elaboração de estudos e projetos de orlas e proteções das áreas atingidas; reconstrução de rodovias e pontes; remanejamento de empresas de gás e de petróleo, ou a construção de proteções nesses locais; e produção de estudos ambientais e projetos executivos de engenharia. “Isso não se faz de uma hora para outra. A reconstrução começa agora, mas a conclusão dela pode levar entre 5 e 10 anos,” afirma o governador. A enchente em Rondônia atingiu, principalmente, os municípios do Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará­Mirim e afetou cerca de 97 mil pessoas, sendo que 35 mil estão desabrigadas ou desalojadas. Os custos para a recuperação total dos locais afetados são estimados em R$ 4,2 bilhões. O planejamento de reconstrução é uma exigência do governo federal para a liberação dos recursos em regime de urgência, uma vez que foi decretada calamidade pública tanto no estado, quanto na capital. Por lei, o prazo
  44. para apresentação do plano ao governo federal é de 90

    dias após a publicação do decreto de calamidade. Para Porto Velho, o decreto foi publicado em 27 de fevereiro e, para o Estado, o decreto saiu em 29 de abril. Além da disponibilização de recursos federais, quando há decreto de calamidade, as Leis da Licitação (8.666/93) e de Responsabilidade Fiscal (101/2000) são flexibilizadas. Com isso, ficam permitidas as contratações diretas, sob um rito de transparência e menor preço, e os processos de compras e execução são agilizados. Segundo o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, até o momento, o município não recebeu qualquer recurso da União. “Estamos trabalhando dentro de nossas próprias forças. Esperamos conseguir recursos para realizar obras grandes e importantes, como a macrodrenagem de Porto Velho e o muro de contenção”, diz Nazif. Para o senador Valdir Raupp (PMDB­RO), a liberação dos recursos será mais rápida, se o diálogo com o governo federal for ágil. “É comum vermos, mesmo em situação de emergência e calamidade, a demora de um ano na liberação de recursos. A palavra de ordem dos governos do estado e dos municípios e da Defesa Civil deve ser rapidez”, afirmou o parlamentar, ponderando, no entanto, que, uma vez garantidas as verbas, é preciso executar efetivamente as obras. “Conheço casos aqui em Rondônia de projetos que já têm 4 anos e não são concluídos, como o saneamento de Porto Velho que tem R$ 700 milhões à disposição e não há execução alguma”, destacou. Planejamento Integrado A elaboração do Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres de Rondônia é coordenado pela Secretaria Estadual de Assuntos Estratégicos (Seae). Durante o workshop desta quinta, os participantes estão divididos em cinco oficinas, com os eixos temáticos: meio ambiente, saúde, inclusão social, infraestrutura e estrutura organizacional. O objetivo é reunir em um só documento as demandas de todos os setores, nos âmbitos estadual, municipais e da sociedade civil, para sanar os danos causados pela cheia. “Se o estado faz um plano, o município faz outro e as associações e entidades fazem mais um, e os números e reivindicações não batem, cai por terra todo o trabalho feito”, argumentou o secretário estadual de Planejamento e de Assuntos Estratégicos, George Braga.
  45. Elaboração do Plano Integrado deve durar 10 dias (Foto: Ana

    Fabre/G1) O prazo estabelecido para a conclusão do Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres é de 60 dias, mas o governador pediu aos participantes que todas as propostas sejam entregues até a próxima quinta­feira (15), para a consolidação do planejamento e envio à União. Desabrigados e desalojados Conforme explicou o governador de Rondônia, a prioridade do plano de reconstrução deve ser resolver a situação dos desabrigados e desalojados. Uma das soluções já apontadas será destinar 50% das moradias do conjunto habitacional “Orgulho do Madeira”, que está em fase de conclusão, para os atingidos. Outra medida será um auxílio de R$ 500 por mês para as famílias que necessitarem alugar residências. Confúcio informou que o benefício estará disponível dentro de 10 dias. “Parte desse dinheiro virá dos recursos do governo federal, parte das próprias prefeituras e parte do governo do estado. Vamos depositar esse dinheiro em um caixa conjunto, para o pagamento imediato”, garantiu. Também será oferecido um subsídio de R$ 800 mensais, pelo período de um ano, aos desabrigados e desalojados que voltarem para suas moradias, quando o retorno for autorizado pela Defesa Civil. Metade dos recursos virá do governo federal e a outra parte do estado e das prefeituras. “Vamos fazer essa composição, que, a princípio, é
  46. uma ideia minha e ainda será levada aos prefeitos”, explicou

    o governador. Nágila Maria perdeu a casa e está abrigada em escola há 3 meses (Foto: Ana Fabre/G1) Nágila Maria é uma das 35 mil pessoas que perderam a casa devido à cheia. Ex­moradora do distrito de São Carlos, ela está abrigada na escola Orlando Freire há 3 meses. “Não está sendo nada fácil. Nós somos muito humilhados pelos pais, alunos e professores, porque eles querem o retorno das aulas”, disse Nágila, que é membro da Comissão Permanente dos Atingidos pela Cheia do Rio Madeira e está participando do workshop para elaboração do Plano Integrado.
  47. '12 anos de escravidão' é Melhor Filme e 'Gravidade' leva

    sete Oscars Premiação aconteceu neste domingo (2); veja lista com vídeos e discursos.Cate Blanchett, Matthew McConaughey e Jared Leto foram premiados. by Do G1, Em São Paulo March 2, 2014 4 min read original "12 anos de escravidão" recebeu o prêmio de Melhor Filme e "Gravidade" levou sete estatuetas neste domingo (2). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood entregou os prêmios da 86ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos EUA. A apresentadora e comediante Ellen DeGeneres foi a anfitriã da cerimônia. Veja acima o vídeo de agradecimento da equipe de "12 anos de escravidão" e abaixo a lista e os vídeos de todos os outros premiados, com áudio original em inglês. 'Selfie' traz Jared Leto, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Ellen DeGeneres, Bradley Cooper, Peter Nyong’o Jr., Channing Tatum, Julia Roberts, Kevin Spacey, Brad Pitt, Lupita Nyong’o e Angelina Jolie
  48. no Oscar 2014. (Foto: AP Photo/Ellen DeGeneres) "12 anos de

    escravidão" fez do britânico Steve McQueen, de 44 anos, o primeiro cineasta negro a dirigir uma produção que venceu o principal prêmio de Hollywood, de Melhor Filme. "Agradeço a todos que merecem não só sobreviver, mas viver. Dedico a todos que sofreram com a escravidão e ainda sofrem hoje", disse o diretor. O mexicano Alfonso Cuarón se tornou o primeiro latino­americano a ganhar o prêmio de Melhor Diretor, por "Gravidade". O longa também ficou com a maior parte dos prêmios técnicos: Montagem, Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Visuais e Trilha Sonora. Os atores de "Clube de compras Dallas" ficaram com o prêmio de atuação masculina: Matthew McConaughey (Melhor Ator) e Jared Leto (Melhor Ator Coadjuvante"). Cate Blanchett foi premiada como Melhor Atriz, por "Blue Jasmine", dirigido por Woody Allen e Lupita Nyong'o, de "12 anos de escravidão", ficou com o prêmio de Atriz Coadjuvante. O primeiro vencedor anunciado na noite foi Jared Leto. No discurso, ele citou os protestos na Venezuela e na Ucrânia. "Dedico o prêmio a todos os sonhadores do mundo que nos observam, em locais como Ucrânia e Venezuela. Estamos aqui observando suas lutas. Estamos pensando em vocês nesta noite", disse Leto. Lupita Nyong'o foi aplaudida de pé pela plateia. Durando o discurso, ela se emocionou e quase chorou."Obrigada, Steve McQueen, por botar seu espírito em tudo que faz. Quero agradecer à minha família pela oportunidade de estudo que eles me deram. Olho para esta estátua e me lembro de tantas crianças... Não importa onde você esteja, seu sonho é válido" O italiano "A grande beleza" ganhou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Com isso, foi quebrado um jejum de 15 anos sem vitórias da Itália na categoria. O país tem agora 11 estatuetas, e segue líder de estatuetas para estrangeiros. "Obrigado às minhas fontes de inspiração: Fellini, Scorsese e Diego Maradona", disse o diretor Paolo Sorrentino.
  49. Brad Pitt come pizza durante cerimônia do Oscar. Apresentadora Ellen

    DeGeneres serviu os atores da plateia. (Foto: John Shearer/Invision/AP) 'Selfie' e pizzas Durante a premiação, Ellen organizou uma "selfie" com seu celular, reunindo Meryl Streep, Julia Roberts, Lupita Nyong'o, Jennifer Lawrence e grande elenco. O post no Twitter com a foto tirada por ela superou 2 milhões de retweets, batendo recorde que era de Barack Obama. A pizza, pedida de brincadeira por Ellen durante a cerimônia, foi distribuída com ajuda de um entregador para Brad Pitt e outros atores das primeiras fileiras. Veja abaixo a lista de vencedores que já foram anunciados no Oscar 2014 e os vídeos dos discursos Os filmes ganhadores estão marcados em negrito: Filme "12 anos de escravidão" "Gravidade" "Trapaça"
  50. "Capitão Phillips" "Clube de compras Dallas" "Ela" "Nebraska" "Philomena" "O

    lobo de Wall Street" Diretor Alfonso Cuarón, de "Gravidade" Martin Scorsese, de "O lobo de Wall Street" Steve McQueen, de "12 anos de escravidão" Alexander Payne, de "Nebraska" David O. Russell, de "Trapaça" Atriz Cate Blanchett, de "Blue Jasmine" Sandra Bullock, de "Gravidade" Judi Dench, de "Philomena" Amy Adams, de "Trapaça" Meryl Streep, de "Álbum de família" Ator Christian Bale, de "Trapaça" Bruce Dern, de "Nebraska" Leonardo DiCaprio, de "O lobo de Wall Street" Chiwetel Ejiofor, de "12 anos de escravidão"
  51. Matthew McConaughey, de "Clube de compras Dallas" Atriz coadjuvante Sally

    Hawkins, de "Blue Jasmine" Jennifer Lawrence, de "Trapaça" Lupita Nyong'o, de "12 anos de escravidão" Julia Roberts, de "Álbum de família" June Squibb, de "Nebraska" Ator coadjuvante Barkhad Abdi, de "Capitão Phillips" Bradley Cooper, de "Trapaça" Michael Fassbender, de "12 anos de escravidão" Jared Leto, de "Clube de compras Dallas" Jonah Hill, de "O lobo de Wall Street" Roteiro original Eric Warren Singer e David O. Russell, de "Trapaça" Woody Allen, de "Blue Jasmine" Craig Borten e Melisa Wallack, de "Clube de compras Dallas" Spike Jonze, de "Ela" Bob Nelson, de "Nebraska" Roteiro adaptado Billy Ray, de "Capitão Phillips" Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke, de "Antes da meia­noite"
  52. Steve Coogan e Jeff Pope, de "Philomena" John Ridley, de

    "12 anos de escravidão" Terence Winter, de "O lobo de Wall Street" Maquiagem e cabelo "Clube de compras Dallas" "Jackass apresenta: Vovô sem vergonha" "O cavaleiro solitário" Figurino "Trapaça” "O grande mestre" "O grande Gatsby" "The Invisible Woman" "12 anos de escravidão" Animação "Os Croods" "Ernest & Celestine" "Frozen: Uma aventura congelante" "Meu malvado favorito 2" "Vidas ao vento" Efeitos visuais "Gravidade" "O hobbit: A desolação de Smaug"
  53. "Homem de ferro 3" "O cavaleiro solitário" "Star trek: além

    da escuridão" Curta­metragem "Aquel no era yo" "Avant que de tout perdre" "Helium" "Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?" "The Voorman Problem" Documentário em curta­metragem "CaveDigger" "Facing fear" "Karama has no walls" "The lady in number 6: Music saved my life" "Prison terminal: The last days of private Jack Hall" Documentário em longa­metragem "The act of killing" "Cutie and the Boxer" "Dirty Wars" "The Square" "A um passo do estrelato" Edição de som
  54. "All Is Lost" "Capitão Phillips" "Gravidade" "O hobbit: A desolação

    de Smaug" "O grande herói" Mixagem de som "Capitão Phillips" "Gravidade" "O hobbit: A desolação de Smaug" "Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum" "O grande herói" Curta­metragem de animação "Feral" "Get a horse!" "Mr. Hublot" "Possessions" "Room on the broom" Fotografia "O grande mestre" "Gravidade" "Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum" "Nebraska" "Os suspeitos"
  55. Edição "Trapaça" "Capitão Phillips" "Clube de compras Dallas" "Gravidade" "12

    anos de escravidão" Filme estrangeiro "Alabama Monroe" (Bélgica) "A grande beleza" (Itália) "A caça" (Dinamarca) "The missing picture" (Camboja) "Omar" (Palestina) Design de produção "Trapaça" "Gravidade" "O grande Gatsby" "Ela" "12 anos de escravidão" Canção original "Happy", de "Meu malvado favorito 2" – Pharrell Williams (música e letra) "Let it Go", de "Frozen: Uma aventura congelante" – Kristen Anderson­Lopez e Robert Lopez (música e letra) "The Moon Song", de "Ela" – Karen O (música e letra) e Spike Jonze (letra) "Ordinary Love", de "Mandela: Long walk to freedom" – Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. e Brian Burton
  56. Trilha sonora original John Williams, de "A menina que roubava

    livros" Steven Price, de "Gravidade" William Butler e Owen Pallett, de "Ela" Alexandre Desplat, de "Philomena" Thomas Newman, de "Walt nos Bastidores de Mary Poppins" Os vídeos desta reportagem são uma cortesia A.M.P.A.S.
  57. Desaparecimento do voo MH370 completa seis meses Autoridades ainda não

    encontraram rastros da aeronave.Avião da Malaysia Airlines voava rumo a Pequim em 8 de março deste ano. by Da Efe Sept. 8, 2014 1 min read original Seis meses após o desaparecimento, ainda não há respostas (Foto: Vincent Thian/AP) Completados nesta segunda­feira (8) seis meses do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, autoridades ainda não encontraram rastros da aeronave. Segundo as investigações, o avião caiu em algum lugar das águas do sul do Oceano Índico.
  58. O voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777­200er, decolou

    de Kuala Lumpur na madrugada do dia 8 de março com 239 pessoas a bordo e deveria chegar a Pequim seis horas mais tarde. 40 minutos após a decolagem, o avião desapareceu subitamente das telas do radar. As autoridades malaias asseguram que o aparelho mudou de rumo em uma 'ação deliberada' para atravessar a Península de Malaca em direção contrária a seu trajeto inicial sem motivo aparente. Segundo o grupo de especialistas que estuda o caso, o avião voou em direção ao sul do Índico com todas as pessoas a bordo inconscientes pela falta de oxigênio até ficar sem combustível e cair ao mar. Desde então não se encontrou nem sequer um pequeno pedaço da fuselagem da aeronave que confirme o acidente. As autoridades australianas, que lideram a equipe internacional de busca, indicaram que em duas semanas começará uma nova fase de rastreamento submarino dentro de uma área designada, que abrange cerca de 60 mil quilômetros quadrados, após cartografar parte do fundo oceânico. Os familiares das vítimas ainda buscam respostas sobre a tragédia que obrigou o governo malaio a tomar o controle da Malaysia Airlines. Em julho, a empresa também enfrentou outra tragédia ­ a queda de um de seus aviões no leste da Ucrânia, onde morreram 298 pessoas.
  59. Após um ano e meio e 69 sessões, STF conclui

    julgamento do mensalão Dos 40 denunciados em 2006, Supremo decidiu que 24 cumprirão pena.Condenados ainda terão direito à revisão criminal, que é uma nova ação. by Mariana Oliveira March 13, 2014 2 min read original Com as condenações de 24 dos 38 réus, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta­feira (13) o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. O tribunal começou a julgar o caso em agosto de 2012 e terminou, após um ano e meio e 69 sessões, o julgamento dos embargos infringentes, últimos recursos possíveis aos condenados.
  60. Os réus ainda poderão entrar com uma nova ação, a

    revisão criminal, mas, se isso acontecer, será em um novo processo, individual. No julgamento do processo, o Supremo entendeu que houve desvio de recursos públicos e fraude em empréstimos, com a finalidade de se alimentar um esquema de suborno de parlamentares para que votassem a favor de projetos de interesse do governo nos primeiros anos da gestão do ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O esquema foi delatado em 2005 pelo ex­deputado Roberto Jefferson, um dos condenados. No Congresso, o caso gerou uma Comissão Parlamentar e Inquérito (CPI) e levou à saída de José Dirceu do cargo de ministro da Casa Civil. Preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, Dirceu sempre negou que o mensalão tenha existido. Ele e Jefferson tiveram os mandatos cassados no plenário da Câmara por envolvimento no esquema. O Supremo recebeu em 2007 da Procuradoria­Geral da República a denúncia do mensalão. O julgamento começou em 2 de agosto de 2012. Dos 40 denunciados em abril de 2006 pelo então procurador­geral da República Antonio Fernando de Souza, um fez acordo com o Ministério Público para prestação de serviços comunitários (Silvio Pereira) e outro morreu após a denúncia (José Janene). Após quatro meses e meio e 53 sessões, o Supremo decidiu enviar o caso de um dos 38 réus para julgamento na primeira instância (Carlos Alberto Quaglia). Dos outros 37, 25 acabaram condenados e 12 absolvidos naquela ocasião. Em novembro de 2013, após a rejeição dos primeiros recursos apresentados, os chamados "embargos de declaração", o Supremo determinou as prisões dos condenados por crimes para os quais não cabiam mais recursos.
  61. Mesmo presos, 11 dos condenados tiveram direito a novos recursos,

    os "embargos infringentes", nos crimes de formação de quadrilha e de lavagem de dinheiro. Com uma nova composição em relação ao julgamento principal, em 2012 o Supremo absolveu oito do crime de formação de quadrilha (entre os quais Dirceu e o ex­ presidente do PT José Genoino) e outros três acusados de lavagem de dinheiro, entre eles o ex­deputado João Paulo Cunha (PT­SP). Com as decisões tomadas no julgamento dos embargos infringentes, caiu para 24 o total de condenados do processo do mensalão, já que João Cláudio Genu foi absolvido do único crime pelo qual respondia (lavagem de dinheiro). As absolvições nesses delitos não mudaram as outras condenações, pelas quais os condenados já começaram a cumprir penas, mas reduziram as penas totais impostas. Dos 24 condenados pelo Supremo, 19 estão presos em diversos estados (o Supremo autorizou a transferência para locais onde residem); José Genoino está em prisão domiciliar provisória por razões de saúde; um condenado está na Itália e aguarda resultado de pedido de extradição feito pelo governo brasileiro (Henrique Pizzolato); e outros três cumprem pena alternativa.
  62. Agência de risco Standard & Poor's rebaixa nota do Brasil

    A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou nesta segunda­feira (24) a nota de crédito soberano do Brasil, que reflete a confiança de investir no país, de "BBB" para "BBB­". A S&P também mudou a perspectiva do rating de negativa para estável. A classificação de "BBB­" ainda mantém o país com grau de investimento, que recomenda o país como destino de aplicações, mas é o último degrau para perder esse posto. O fato de ter mudado a perspectiva para estável indica que a S&P não deve fazer novos rebaixamentos no curto prazo. A Standard & Poor's apontou em sua justificativa sinais pouco claros da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um frágil quadro fiscal, e também a desaceleração do crescimento do país. Em comunicado, a S&P disse que o rebaixamento do rating reflete a combinação de "derrapagem orçamentária" em meio às perspectivas de "crescimento moderado nos próximos anos", baixo volume de investimentos, "capacidade restrita" a ajustar a política antes das eleições presidenciais de outubro e "algum enfraquecimento das contas externas do país". Sinalizações mistas de políticas pelo governo, com implicações negativas para a credibilidade das contas fiscais e da política econômica, além de perspectiva fraca para o crescimento nos próximos dois anos, continuam pesando sobre a flexibilidade das políticas e do perfil de desempenho do país, destacou a agência. Em nota, o Ministério da Fazenda classificou a decisão da S&P de "contraditória com a solidez e os fundamentos do Brasil" e "inconsistente com as condições da economia brasileira". O revés para o governo acontece duas semanas após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter recebido a visita de uma representação da agência de classificação, que veio ao país colher dados sobre a situação econômica brasileira e contas públicas. Apesar de o governo ter anunciado cortes de gastos recentemente, a S&P aponta que o Brasil pode ter dificuldades em alcançar sua meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de 1,9% do PIB.
  63. Primeira revisão para baixo desde 2002 Esta é a primeira

    vez desde 2002 que uma das três principais agências de rating piora a classificação do país, destaca a Reuters. A S&P foi a primeira agência que qualificou o Brasil como país com grau de investimento "BBB­", em 2008, e chegou a elevar sua qualificação para "BBB" em novembro de 2011, mas, no ano passado, tinha colocado a nota em perspectiva negativa, em decorrência do crescimento fraco e dos gastos do governo. A agência também é a primeira a rebaixar a nota do Brasil para o primeiro degrau do grau de investimento. Pela Moody´s e Fitch, o rating do Brasil permanece no segundo degrau desde 2011. O Brasil atingiu grau de investimento peça primeira vez em abril de 2008, durante o governo Lula. Na ocasião, o petista comemorou o marco, afirmando que o grau de investimento significa que o Brasil é um país sério e mundialmente respeitado. Rebaixamento era esperado por parte do mercado Embora a expectativa de parte do mercado fosse de que a mudança só viesse depois das eleições de outubro, o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) e ex­secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Gomes de Almeida, destaca que o rebaixamento da nota do Brasil "já era esperado".
  64. “O que assustou muito o mercado internacional foi a redução

    do superávit primário de 3,1%, há alguns anos, para 1,5% do PIB, se não levarmos em conta receitas extraordinárias", disse ao G1. “A solução é dupla: tem que conter despesa e o Brasil precisa encontrar o seu ritmo maior de crescimento, que facilita o ajuste fiscal”, completou. "O que eles estão dizendo é faça a lição de casa para não perder o outra nota e perder o grau de investimento. O alerta é esse. O governo acabou tomando medidas e decisões que colocaram em suspeita a condução da política fiscal", disse à Reuters o economista­chefe do Espirito Santo Investment Bank, Jankiel Santos. Como o rebaixamento já era esperado, apesar de ter ocorrido antes do que se imaginava, não deve trazer muita volatilidade aos mercados, na avaliação de economistas. Grau de investimento significa que país é seguro A nota "BBB­" ainda significa que o país é considerado seguro para investir, mas aponta para um aumento do risco. Quanto maior o rating de um país, melhor ele é sob o ponto de vista de atração de investimentos. A nova nota representa o primeiro degrau na escala considerada "grau de investimento", dada a países avaliados como investimento seguro pelas agências. No mercado financeiro, o rating de um país funciona como um "certificado de segurança" que as agências de classificação dão a países que elas consideram que são bom pagadores de seus compromissos. Confira abaixo a íntegra da nota da agência em inglês: On March 24, 2014, Standard & Poor's Ratings Services lowered its long­term foreign currency sovereign credit rating on Brazil to 'BBB­' from 'BBB' and its long­term local currency rating to 'BBB+' from 'A­'. The outlook on our long­term credit ratings is stable. We lowered the short­term foreign currency credit rating to 'A­3' from 'A­2', while the short­term local currency rating is unchanged at 'A­2'. The transfer and convertibility assessment was lowered to 'BBB+' from 'A­'. Our 'brAAA' national scale rating on Brazil remains unchanged, and the outlook on the national scale rating remains stable. RATIONALE The downgrade reflects the combination of fiscal slippage, the prospect that fiscal execution will remain weak amid subdued growth in the coming years, a constrained ability to adjust policy ahead of the October presidential elections, and some weakening in Brazil's external accounts. Low growth prospects reflect both cyclical and structural factors, including investment as a share of GDP of only 18% in 2013 and a slowdown in growth in the labor force. Combined, these factors underscore the government's diminished room for maneuver in the face of external shocks. The credit ratings on Brazil reflect its well­established political institutions, broad commitment to policies that maintain economic stability, and its large and diversified economy. Following deterioration in the current account deficit and some moderation in foreign direct investment (FDI) inflows, net external debt levels are rising but remain manageable. Brazil's general government debt burden is high, but its composition remains solid (denominated overwhelmingly in local currency and mostly at fixed­ or inflation­linked rates). These factors underpin the low­investment­grade ratings. Brazil's fiscal deterioration during the past several years includes somewhat higher deficits as a result of a lower primary (or non­interest) fiscal surplus and ongoing off­budget activities. Credibility around the conduct of fiscal policy systematically weakened as the government exempted various spending and revenue items from the fiscal target, in addition to lowering the target itself over time. Persistent use of state­owned banks, financed by "below the line" funding from the Treasury, also undermined policy credibility and transparency. Fiscal execution, such as that in 2013, has become more reliant on receiving "non­current" or one­off revenues and adjusting the timing of spending outlays to meet official fiscal targets.
  65. Policy signs ahead of the October presidential election to stem

    the fiscal slippage this year are mixed. In addition, so are prospects for adjustment after the election, in our view. Despite the recent budgetary reprogramming effort that cuts some spending from the 2014 budget passed by Congress, it will be difficult to achieve the formal 1.9% of GDP primary surplus target without recourse to "one­off adjustments," in our view, given low growth and the continuation of some tax exemptions. The implementation of the recently announced measures to manage losses in the electricity sector (given low rainfall and reliance on high cost thermal energy) with a limited increase in electricity tariffs in an election year may be challenging. Whereas these measures are in line with recent history of quasi­fiscal activity, the government appears to be reducing the pace of lending from state­owned banks, and with it "below the line" financing for them from the Treasury; if that remains on track, over time it could be supportive for the rating. However, other downside fiscal risks stem from the performance of state and local governments (whose shortfalls are no longer compensated for by the federal government) and the impending ruling from the Supreme Court regarding savings accounts (that may result in the federal government having to fund losses in the banking sector). Combined these factors could put additional pressure on Brazil's future fiscal performance. We expect low growth in Brazil to persist over the next several years with real GDP expanding by 1.8% in 2014 and 2% in 2015. This outlook reflects some modest improvement in exports this year, and an expected stronger contribution in 2015, from lagged effects of real depreciation. Following many delays, the government's important concession program is slowly advancing and should provide some support for investment. That said, we still expect overall private­sector investment to remain lackluster given persistent negative business sentiment and a wait­and­see attitude associated with the election, the risk of energy rationing, and the lagged effects of the 350­basis­point rise in the monetary policy rate since April 2013. We expect the pace of household spending to be constrained by higher consumer indebtedness and more moderate job creation and real wage gains. The prospect for at least some additional fiscal and monetary tightening after the elections (assuming some electricity and energy prices increases) is likely to keep growth little changed next year, in our view. We expect general government debt, net of liquid assets (not including international reserves), to rise somewhat in 2014 and 2015 to around 44% to 45% of GDP. We project that the general government deficit will rise toward 3.9% of GDP, from 3.2% in 2013, on a lower primary surplus result relative to 2013 and the government's target, and higher interest rates, with interest as a percent of revenues over 13%. We expect some decline in the deficit beginning 2015 reflecting prospects for a somewhat tighter fiscal policy following the election. However, there is uncertainty on its size and scope. The larger change in general government debt to GDP vis­à­vis the deficit incorporates "below the line" fiscal spending, besides some fluctuations in central bank repo operations. We expect Brazil's external vulnerability will rise somewhat over the next several years. In 2013, FDI did not fully cover Brazil's current account deficit; we expect this trend to continue, with narrow net external debt set to rise to over 20% of current account receipts from an average 10% over the past five years. Our estimates of external debt are calculated on a residency basis. They include nonresident holdings of locally issued Brazilian real­denominated government debt estimated at about US$139 billion (47% of current account receipts) in 2013. They do not include, however, debt raised offshore by Petrobras and upstreamed in the form of FDI to the head office. That said, despite the wider current account deficit, more than 3.5% of GDP, Brazil has comparatively low external financing needs vis­à­vis some peer issuers owing in large part to its high level of international reserves. Our higher local currency rating on Brazil reflects the credibility of its monetary policy, its floating exchange­rate regime, and the depth of its capital markets. OUTLOOK The stable outlook reflects our view that Brazil's institutional and policy framework coupled with its fiscal and external balance sheet strengths afford it sufficient room for maneuver and the ability to withstand external shocks consistent with a low­investment­grade rating. We could raise the ratings following more consistent policy initiatives to strengthen the fiscal accounts or outline a more proactive reform agenda to put medium­term growth on stronger trajectory. This would likely generate greater private­sector confidence and higher investment and afford the government more fiscal and monetary flexibility. We could lower the ratings following a sharp deterioration in Brazil's external and fiscal indicators that is coupled with an unraveling of Brazil's past commitment to pragmatic policy. Notwithstanding the downgrade, we see Brazil's broad macroeconomic policy framework as supportive of its investment­grade ratings.
  66. O que é Deflagrada em 17 de março de 2014

    pela Polícia Federal (PF), a operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. De acordo com a PF, as investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio. A Petrobras está no centro das investigações da operação, que apontou dirigentes da estatal envolvidos no pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que firmaram contratos com a petroleira. Entre os delitos cometidos por supostos "clientes" do esquema de movimentação ilegal de dinheiro estão tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos. Onde A Lava Jato expediu mandados de prisão e de busca e apreensão em Curitiba (PR) e outras 16 cidades paranaenses, só na primeira fase da operação, em março. Os agentes federais também cumpriram ordens judiciais em outras seis unidades da federação: São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Na etapa de novembro da operação, houve mandados de prisão, busca e apreensão e ações coercitivas no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal. Presos A operação Lava Jato já levou à prisão do doleiro Alberto Youssef, que foi apontado como chefe do esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também foi preso, na etapa inicial da operação, o ex­diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele é investigado devido à compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), sob suspeita de superfaturamento. Em novembro do ano passado, quase oito meses a pós a deflagração da operação, mais de 20 pessoas foram presas, incluindo o ex­diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque. A maior parte dos presos nesta etapa da Lava Jato são executivos de empreiteiras que possuem contratos firmados com a Petrobras. Na lista dos que já foram presos em outras etapas da operação também estão, por exemplo, pessoas que seriam subordinadas a Alberto Youssef, responsáveis por gerenciar o dinheiro do doleiro. O último investigado a ser preso pela Polícia Federal foi o ex­diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ele foi preso após voltar de uma viagem a Londres e foi levado para a Superintendência da PF em Curitiba. Petrobras As investigações da PF revelaram uma suposta ligação entre o ex­diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa com o esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Yousseff. Costa admitiu à polícia que recebeu um carro de luxo avaliado em R$ 250 mil do doleiro, mas alegou que o veículo foi dado em pagamento por um serviço de consultoria. Costa disse que já estava aposentado da Petrobras à época do recebimento do carro. No entanto, ele reconheceu que conhecia Youssef do período em que ainda estava na estatal brasileira. Costa foi preso em 20 de março enquanto destruia documentos que podem servir como provas no inquérito. Em outubro, ao prestar depoimentos à Justiça Federal, Costa revelou o esquema de pagamento de propina na Petrobras que, segundo ele, era cobrada de fornecedores da estatal e direcionada para atender a PT, PMDB e PP. Os recursos teriam sido usados na campanha eleitoral de 2010. Os partidos negam. Segundo Costa, as diretorias comandadas pelos três partidos recolhiam propinas de 3% de todos os contratos. Segundo o ex­diretor, a operação teve início em 2006, quando, segundo ele, se formou um cartel entre grandes empreiteiras para prestação de serviços à Petrobras e para obras de infraestrutura, como a construção de hidrelétricas e aeroportos. Em outubro, Costa teve acordo de delação premiada homologado pela Justiça, o que pode contribuir para a redução de sua pena em caso de condenação. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal homologou acordo de delação premiada do doleiro Aberto Youssef, que, assim como Costa, tem prestado depoimentos à Justiça federal e dado informações sobre quem participava do esquema dentro de partidos.
  67. Políticos envolvidos com Youssef A apuração da PF também trouxe

    à tona indícios de ligação entre Alberto Youssef e o deputado federal André Vargas (sem partido­PR). Conforme investigações da PF, os dois atuaram juntos para fechar um contrato milionário entre uma empresa de fachada e o Ministério da Saúde. Além disso, o parlamentar do Paraná reconheceu que, em janeiro, viajou para João Pessoa (PB) em um jatinho emprestado pelo doleiro. Vargas alegou que conhece Youssef há mais de duas décadas e que não há irregularidades na sua relação com o doleiro preso pela operação Lava Jato. Pressionado pelo próprio partido em razão das denúncias, Vargas renunciou ao cargo de vice­presidente da Câmara e se desfiliou do PT. Ele também se tornou alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara, que aprovou parecer que pede sua cassação. A perda do mandato de Vargas ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara. O deputado Luiz Argôlo (SD­BA) também se tornou alvo das investigações da PF devido à relação com Alberto Youssef. Foram analisadas 1.411 mensagens de celular entre os dois, de setembro do ano passado a março deste ano. Segundo a PF, a linha usada pertence à Câmara dos Deputados. No relatório, a PF conclui: "os indícios apontam que o deputado tratava­se de um cliente dos serviços prestados por Youssef, por vezes repassando dinheiro de origem aparentemente ilícita, intermediando contatos em empresas, recebendo pagamentos, inclusive tendo suas atividades operacionais financiadas pelo doleiro". Em outubro, o Conselho de Ética da Câmara aprovou parecer que pede a cassação do mandato de Argôlo por considerar ter havido “tráfico de influência, prática de negócios e pagamentos ilícitos”. O parlamentar nega as acuações. O relatório ainda precisa ser votado pelo plenário da Câmara. Em dezembro, reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que o ex­diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa indicou o nome de 28 políticos que teriam se beneficiado do esquema de corrupção que atuava na estatal. A publicação afirmou que entre os mencionados por Costa estão os ex­ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex­governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Costa Global Documentos obtidos pela PF apontam que Costa pode ter recebido depósitos milionários do doleiro na conta de uma de suas empresas, a Costa Global. Um dos papéis, uma planilha de valores, seria uma contabilidade manual da empresa do ex­dirigente da estatal do petróleo. A planilha detalha valores em reais, dólares e euros recebidos entre novembro de 2012 e março de 2013. Reportagem veiculada no programa Fantástico, em 13 de abril, mostrou o conteúdo de uma das planilhas da Costa Global apreendidas pela PF. Os documentos mostram que o ex­diretor mantinha um controle detalhado de todas operações que ele intermediava entre a Petrobras, empreiteiras e fornecedores. Numa das planilhas obtidas pelo Fantástico, aparece ao lado do nome das empresas a porcentagem que o ex­ diretor da Petrobras receberia caso conseguisse contratos para elas. Em muitos casos, a comissão é de 50%.
  68. Venezuela confirma sexta morte em protestos ­ Notícias Feb. 19,

    2014 1 min read original O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez, confirmou nesta quarta­feira (19) uma nova morte nas manifestações que sacodem o país, com o que aumenta para seis o número de vítimas nos protestos que se repetem há uma semana contra o governo. A morte aconteceu no estado de Bolívar, no sul do país, durante uma concentração de trabalhadores ligados ao chavismo, detalhou o ministro. "Havia uma concentração de trabalhadores, de seguidores da revolução, e foram agredidos a tiros, não sabemos ainda exatamente por quem, e há um falecido e quatro feridos de bala do setor revolucionário", disse Rodríguez em uma entrevista à "Unión Radio". O ministro declarou, além disso, que estão sendo realizadas investigações sobre as três mortes ocorridas na quarta­feira passada em Caracas por disparos de armas de fogo após uma manifestação estudantil e reconheceu que "há muitas armas na rua". "Acreditamos que é preciso começar com muita força a operação de desarmamento para evitar estes desmandos", comentou. "Nós repudiamos qualquer morte, rejeitamos a violência venha de onde venha. Os venezuelanos temos que resolver nossas diferenças em ordem", acrescentou. O ministro se referiu também à morte ocorrida hoje da estudante e miss Génesis Carmona, que foi atingida por um tiro na cabeça durante um protesto na cidade de Valencia. "Isso está em investigação, tenho informação que já há um detido pelos fatos de ontem, pelo uso de armas de fogo nessa concentração", sustentou. A estas mortes se soma a de um adolescente, atropelado por um automóvel na segunda­feira na cidade de Carúpano, no estado de Sucre, quando supostamente participava de uma concentração popular.
  69. O governo reagiu aos protestos denunciando uma tentativa de golpe

    de Estado e prometeu que a Justiça atuará para determinar os responsáveis dos incidentes de violência, pelos quais acusa a oposição e culpa também os Estados Unidos.