2. Elevá-lo ao quadrado, obtendo s 2 ( 1.42 = 1.96 ); 3. Conferir o resultado, s 2, com 2 ( 1.96 < 2 ); 4. Se não estiver satisfeito, repetir os passos anteriores com uma escolha melhor de s ( p/ex. = 1.5 ). Pegando carona na resposta da Loirinha, uma forma de calcular 2 é ir conferindo o resultado: ... elevando 1,414213562373095 ao quadrado, obtenho 2.
1.45 2.1025 4 1.425 2.030625 5 1.4125 1.99515625 6 1.41875 2.01285156 7 1.415625 2.0039941 ... ... ... 2 2.0 Podemos ir continuando, até ficarmos satisfeitos com o número de “casas decimais” corretas em x2. Eis a sequência dos 7 primeiros valores de x e x2 obtidos com esse processo.
sabendo que 2 está entre os dois • Portanto para = 1 − 0 , tanto | 0 − 2 | < como | 1 − 2 | < • Em seguida dividimos o intervalo à metade com 2 e garantimos que 2 está numa das metades • Portanto | 2 − 2 | < /2 • Continuando o processo, garantimos (prove!) que | +1 − 2 | < /2 Mas e a precisão na aproximação para 2 ? Então Loirinho (...), nosso procedimento foi o seguinte:
2 | < 1 210 = 1 1024 < 0.001, Isto garante que 11 aproxima 2 com erro menor que um milésimo. Sim. E qual será o valor de k para o qual garantimos uma aproximação com a precisão do Single, de 6~7 casas decimais corretas?
haver mudanças? Pense comigo Loirinha, para = 1,237 e ∗ = 1,241 temos − ∗ = −0.004. Ao truncá-los para duas casas após a vírgula obteremos = 1,23 e ∗ = 1,24, mas ao arredondá-los = ∗ = 1,24.
da fórmula de Bhaskara, ± = (− ± 2 − 4 )/2, para calcular a raiz + da equação do 2º grau 2 + + = 0 é um caso de cancelamento catastrófico. Inclusive já vimos que o algoritmo de Bhaskara para calcular as raízes de uma equação do 2º grau pode ser instável.
sobre “que coisa é uma equação”. Ela nos reporta aos fundamentos da Lógica Matemática, que ferveram o final do século XIX e início do XX. Não deixem de ler!
demoramos tanto tempo para aprender no 2º grau, só se aplica a equações do 2° grau, 2 + + = 0. Pois é, Surfista. Cada coisa a seu tempo, para colher é preciso plantar.
a prova do Teorema que hoje leva seus nomes: Para ≥ 5, não há uma fórmula geral, envolvendo os coeficientes da equação polinomial + ⋯ + 1 1 + 0 = 0 que permita calcular suas raízes, como no caso das equações de 1º e 2º graus.
, → ℝ é uma função contínua, calculável através da expressão = (). Vamos assumir que r é uma raiz dessa equação, isto é, que = 0 é uma sentença lógica verdadeira.
a raiz r. Em outras palavras acharemos números ∗ tais que − ∗ < para ε bem pequeno. A bem da verdade épsilons minúsculos, por exemplo = 10−7, 10−10, 10−15, etc.
partir da sequência , , , ⋯ , , ⋯ quando ela converge para r. Quando ela converge, para algum k suficientemente grande, teremos − < . Então escolhemos ∗ = .
possui sinais contrários nos extremos a e b então existe pelo menos um ponto (, ) tal que = 0. Dito de outra forma, a equação = 0 possui pelo menos uma raiz em (a, b). Num ponto , () poderá ser positiva, negativa ou nula:
esquerdo fazendo ↤ (leia: receber a) e o extremo direito fazendo ↤ . Descoberto um intervalo (, ) no qual f possui sinais contrários, podemos começar o processo iterativo. • Em programação: ↤ • Em matemática: =
raiz já é . é, = . () ii iii ii. Senão, se × ( ) < 0, a raiz r está na metade da esquerda. Nesse caso o novo será (i. é, ↤ ). iii. Caso contrário, a raiz r está na metade da direita. Nesse caso ↤ ( passa a ser ).
= . Nos outros dois casos, precisamos testar a precisão para decidir: A. Se | − | < e < , então colocamos ∗ ↤ e encerramos; B. Senão, retornamos ao 2º passo para mais uma iteração.
função. O Professor fez um programa com o MatPlotLib que gera o gráfico de uma função num intervalo. Surfista, fiquei intrigada com a possibilidade de existirem mais raízes reais para aquela equação polinomial de grau 3. Como poderemos decidir?
através de uma série de frases, como calcular o valor de y para um valor escolhido de . Quem resume a descrição é f. É uma taquigrafia que a humanidade aprendeu a usar ao longo de sua evolução. Falar e escrever, com regras e significados, é o que distingue o “bicho homem” dos demais animais. Mestres, essa é uma chance de ouro para esclarecer aspectos fundamentais da Lógica Matemática!
as coisas lógicas da matemática. Mais tarde, nos 1.700, G. Boole formalizou o “cálculo proposicional”. Nós, filósofos gregos, lá pelos 400 a.C, aprimoramos, significativamente, a arte de pensar. Em particular Aristóteles criou a lógica: a noção de proposição lógica, com os valores verdadeiro/falso, o encadeamento delas com os silogismos, etc.
de função e de variável lógica. A ideia de sentença aberta (), numa variável é dele. Ela não é nem verdadeira nem falsa. Porém quando substituímos por algum valor, podemos então decidir seu valor lógico. Por exemplo, se () ≡ ( 2 − 2 = 0 ) então 2 é verdadeira.
sentenças, transformando-as em proposições lógicas ao instanciarmos suas variáveis. Isso permitiu tratarmos questões lógicas impossíveis de serem representadas por meio dos silogismos.
∀, , ∃, (). Ao quantificarmos uma sentença aberta numa variável x, nós a transformamos numa proposição, que pode assumir então um dentre os dois valores lógicos: verdadeiro ou falso.
2 = 0 ) então ∃, () é verdadeira, ao passo que ∀, é falsa. Sim Mestre, ∃, () é verdadeira tanto para = 2 como para = − 2. Entretanto ∀, é falsa. Por exemplo, para = 1 temos 2 − 2 = −1 logo (1) é falsa.
padrão, () = 0 é uma sentença aberta numa variável x. Aquele valor de x que a torna verdadeira, caso exista, é chamado de raiz (ou solução) da equação. Naturalmente, uma equação pode possuir mais de uma raiz. Obrigado Mestre!
simbolês é: ∀ > 0 1º Para qualquer precisão escolhida, por minúscula que seja, p/ex. = 10−12 ∃ ∈ ℕ 2º A partir de um certo instante, N > ⟹ − < 3º Todos os elementos da sequência, depois do N, distarão menos que esse valor minúsculo de r.
tenho para visualizar que → é: para cada precisão escolhida > 0, a sequência toda, exceto um pedacinho (os N primeiros) fica dentro de uma “bola de raio entorno de r”. Repetindo: A sequência todinha, exceto alguns termos, está aqui!
quebra a sequência em dois grupos, um com infinitos termos e outro finito. E enfia o grupo infinito, todinho, numa caixa minúscula, de largura 2, envolta de r.
Frege por ter criado um linguajar com esse enorme poder expressar as coisas da matemática com tanta precisão e compacidade! E ao Augustin-Louis Cauchy pela clareza das definições épsilon-delta de limite e continuidade. E pro Sherlock também. O que mais gosto, nesse novo, é seu misto de sarcasmo com sagacidade.