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Design Thinking na Prática: De problemas comple...

Design Thinking na Prática: De problemas complexos a produtos digitais

Apresentação feita para mentoria da turma MPA

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Wagner Beethoven

March 19, 2026
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Transcript

  1. A evolução do Foco Século XIX: Foco indústria O paradigma

    antigo O Design adaptava os produtos às limitações das máquinas para otimizar a prodição em massa. Hoje: Foco no Ser Humano O paradigma atual (Human-Centered Design) O Foco deixou de ser o produto e passou a ser as pessoas e os problemas reais que elas precisam resolver Definição prática Uma abordagem iterativa, colaborativa e multidisciplinar focada em soluções inovadora para contextos complexos
  2. Quando utilizar o design thinking? Problemas bem definidos Problemas mal

    definidos Características: requisitos claros, soluções conhecidas, parâmetros previsíveis. Exemplos: construir um aplicativo padrão de teste de múltiplas escolhas. Abordagem: engenha de software tradicional. Características: sem soluções única, necessidades indefinidas, multidimensionais. Exemplos: inventar um novo paradigma digital para a educação a distância. Abordagem: Design Thinking.
  3. Mindset: Cientistas vs. Designers Experimento de Bryan Lawson Equipes multidisciplinares

    combinam o rigor analítico da ciência com a agilidade Mentalidade: Foco no problema. Ação: analisar sistematicamente todas as combinações para encontrar a regra fundamental. Busca: a solução ótima e perfeita. Mentalidade: foco na solução. Ação: gerar várias combinações satisfatórias rapidamente e testá-las. Busca: a solução satisfatória.
  4. Processo não linear Feedback/Loop Interar Empatia (Imersão) Definição (Enquadramento) Ideação

    (Exploração) Prototipação (Tangibilização) Teste (Validação) Interar O design thinking não é algoritmo linear. A exploração precoce permite falhar rápido, barato e de forma controlada, interando continuamente.
  5. Fase 1: Empatia (Descobrindo a dor real) Oportunidade de negócios

    Conclusão Ferramentas e técnicas Processo não linear 
 Observa o usuário em seu ambiente real. Questionários não bastam; as pessoas não sabem o que querem até vocês mostrar a elas. Usuários extremos 
 Entrevistar as bordas dos públicos (melhores e piores alunos, adorantes iniciais) para descobrir as necessidades não articuladas. Início da jornada Frustação Ponto de dor
  6. Fase 2: Definição (Enquadrando o problema) Ferramentas e técnicas Reframing

    Mudar o ângulo do problema original. Ex: uma editora mudou de “como vender mais livros” para “como educar pessoas”, criando cursos online. Matriz CSD
 Framework para organizar dados em Certezas, Suposições e Dúvidas. Mapa de empatia
 Documentar a jornada completa, incluído atividades offline, frustações reais.
  7. Fase 3: Ideação (Explorando soluções) Pensamento divergente Brainwriting Scamper Brainstroming

    radical Supensão total de julgamento para criar opções Pensamento convergente Dot-voting e matriz de viabilidade para afunilar e fazes escolhas.
  8. Fase 4: Prototipação (Pensar construindo) Protótipos são ferramentas de pensamento,

    não produtos finais. O objetivo é responder perguntas críticas com o menor custo possível. Baixa fidelidade Wireframes em papel, storyboards de serviços e maquetes físicas.
  9. Criando o primeiro mouse A IDEO projeta o mouse original

    para a Apple. Em 1980, a Apple pediu à IDEO que desenvolvesse um mouse para seu novo computador, o Lisa. Tentativas anteriores de design de mouses, por Douglas Englebart e Xerox PARC, produziram resultados que eram caros e difíceis demais de produzir. O mouse da Apple precisava ser mais confiável e custar menos de 10% do custo das versões anteriores. https://www.ideo.com/case-study/creating-the-first-usable-mouse
  10. Fase 5: Teste (Validação contínua) Empatia e Definição Validação de

    Acessibilidade Inserir tecnologias assistivas, como leitores de tela, desde o primeiro dia. Teste de usabilidade Aplicar a solução em escola reduzida e observar interação sem interferir. Teste não é uma linha de chegada. Descobrir que uma ideia não funciona é um sucesso metodológico, economizando meses de código equivocado.
  11. Modelo híbrido: Integrando Design Thinking e Agile Mitiga o risco

    de construir a coisa errada Mitiga o risco de construir de forma errada ou lenta. Product Backlog Delivery Agile Discovery Design Thinking Foca em arquitetura, código e entrega incrementais. Explora necessidades e valida hipóteses, Tática para Sprints: use o backlog para registrar hipóteses de valor e não apenas features de código.
  12. Armadinhas comuns e como evitá-las Sintoma O produto atende o

    negócio, mas falha em performance ou segurança Solução Não ignore a Engenharia. QA e Devs devem participar das sessões para garantir testes de carga. Sintoma DT vira teatro de inovação com post-its, sem resultados reais. Solução Rigor nos testes. Exija a validação das hipóteses com usuários reais antes de escrever código. Sintoma Solução genérica e enviesada. Solução Abrace a Diversidade. Equipes homogêneas limitam o repositório. Inclua diferentes contextos sociais.
  13. O Checklist do “Designer Thinker” Moderno Abrace a diversidade na

    formação da equipe para quebrar vieses. Apaixone-se pelo problema, não pela sua primeira ideia de solução. Prototipe rápido e barato para falhar de forma controlada. Trate a acessibilidade digitação como fundação legal e tática, não como acessório. Integre a descoberta (DT) com a entrega (Agile) em um loop contínuo.
  14. O design deixou de ser apenas a forma do produto

    para se tornar estratégia de negócio.