Novas abordagens computacionais em linguística histórica

Novas abordagens computacionais em linguística histórica

Presentation in Portuguese used in the first day of the Workshop "New Computational Approaches in Historical Linguistics" as part of the ABRALIN50 conference in Maceió (Brazil).

The basic techniques of historical linguistics, the “comparative method”, have not changed significantly in the last centuries: intensive comparison of linguistic material, identification of regular correspondences, and reconstruction of the history of languages and their families. Among its limits are an essentially manual execution (even when aided by computers), limited collaborative networks (especially in terms of data sharing), and the fact that some crucial tasks (such as the identification of cognates) are sometimes based on non-formalized knowledge. Computational proposals to overcome these limits have been advanced for more than 50 years, with limited acceptance by the community (see the justified reception of the M. Swadesh glottochronology and the proposals on Nostratic); however, during the last decade we have witnessed a widespread and progressive acceptance of a new category of methods, influenced by Bayesian statistics and practices from biology, in response to challenges imposed by certain language families (such as Sino-Tibetan or sign languages) and by the demands of transdisciplinarity and open access. Starting from a proposal to complement the traditional approach, in which results must always be interpretable and whose purpose is to assist and not replace researchers, this workshop will begin by reviewing the comparative method and exposing the principles of the new approaches, illustrating their limits and presenting the criticisms already advanced. Participants will learn to perform phonetic alignments, identify patterns of sound correspondence, detect cognates, constructo phylogenies, and investigate total and partial colexifications. Emphasis will be placed on the appropriate preparation of linguistic databases for collaboration and processing. Although it is not necessary for the participants to reproduce the demonstrations, all computer interaction can be reproduced individually in an open web interface (http://edictor.digling.org/). The workshop is offered with the aim of disseminating the new methods, arousing a new interest in historical. This workshop wil be taught in Portuguese.

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Tiago Tresoldi

May 02, 2019
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Transcript

  1. Novas abordagens computacionais em linguística histórica (dia 1) Tiago Tresoldi

    Computer-Assisted Language Comparison ERC Group (CALC) Max-Planck-Institut für Menschheitsgeschichte (MPI-SHH / Jena, Alemanha) Maceió, 2019-05-02/03/04
  2. 2 Sobre essa oficina • Objetivos • Divulgar e iniciar

    capacitação sobre os novos métodos e gestão de dados linguísticos • Iniciar colaborações científicas, especialmente quanto a línguas nativas da América do Sul • Formato • Primeiro dia: Expositivo dialogado • Segundo e terceiro dia: Prático
  3. 3 Linguística histórica Por Minna Sundberg

  4. 4 NeighbourNet para as línguas Dene–Yeniseian (Sicoli and Holton, 2014)

  5. 5 Árvore radial para as línguas do mundo, a partir

    do ASJP (Jäger and Wichmann, 2014)
  6. 6 Bouckaert et al. (2012)

  7. 7 Linguística histórica • Estudo científico da mudança e da

    evolução linguística ao longo do tempo • Inclui e relaciona-se, entre outros, com • linguística comparativa • dialetologia e a sociologia • fonologia e a psicolinguística • filologia e a filosofia da linguagem • Muitas vezes coincide com o método comparativo ou mesmo com os estudos indo-europeus • “fetiche da proto-forma”
  8. 8 “Virada quantitativa” • Evidências quantitativas são usadas desde os

    princípios da disciplina • Os primeiros trabalhos propriamente estatísticos foram publicados Sapir (1916), Kroeber e Chretien (1937) e Ross (1950) • Métodos computacionais iniciam com as contestadas abordagens de lexicoestatística e glotocronologia na década de ‘50 • Morris Swadesh e suas listas • Joseph Greenberg • Sergei Starostin e a Escola de Moscou
  9. 9 Cladística e Filogenética - I • Projecto CPHL (Computational

    Phylogenetics in Historical Linguistics) da Rice University no início da década de ‘90, liderado por Donald Ringe • Em meados da década de ‘90, Ringe forma um outro grupo na Pennsylvania University • Sucesso de mídia com o trabalho de Gray & Atkinson (2003), publicado na Nature • Pesada reação da linguística histórica tradicional • Contudo, análises filogenéticas têm sido publicadas com cada vez mais frequência
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  12. 12 Dados – I • Métodos vêm e vão, (bons)

    dados são pra sempre • “FAIR” data (Wilkinson 2016) • Findable • Accessible • Interoperable • Reusable • Basicamente, um modelo de dados relacionais, armazenado em formato textual, com catálogos externos de referência • A atenção aos preceitos precisa ser garantida automaticamente
  13. 13 Dados - II

  14. 14 WALS http://wals.info

  15. 15 Glottolog http://glottolog.org

  16. 16 Concepticon - I https://concepticon.clld.org

  17. 17 Concepticon - II

  18. 18 CLICS (I)

  19. 19 CLICS (II)

  20. 20 Bancos de dados multilinguísticos • Lexibank (em preparação) •

    Sound Comparisons (em preparação) • IE-CoR (em preparação) • Diachronic Atlas of Comparative Linguistics (DiACL)
  21. 21 Lexibank

  22. 22 Edictor http://edictor.digling.org

  23. 23 Para amanhã • Explorar, se divertir, e criticar os

    bancos de dados apresentados • Veremos alinhamentos, detecção de cognatos e aspectos básicos de filogenética • Estudar os dois bancos de dados para essa oficina (Indo- Europeu e Tucanoano) • Pensar na organização dos próprios dados • Abrir uma conta no CodeOcean e executar a nossa “cápsula” (opcional)
  24. 24 Referências e Bibliografia Essencial • Anttila, Raimo. Historical and

    Comparative Linguistics. 2nd edition. Philadelphia: John Benjamins, 1989. • Bassetto, Bruno Fregni. Elementos de filologia românica. São Paulo: EDUSP, 2001. • Beekes, Robert S. P. Comparative Indo-European Linguistics. Amsterdam: John Benjamins, 1995. • Bowern, Claire; Evans, Bethwyn. The Routledge Handbook of Historical Linguistics. London: Routledge, 2014. • Campbell, Lyle. Historical Linguistics – An Introduction. 3rd edition. Cambridge, Massachusetts: the MIT Press, 2013. • Hoenigswald, Henry M. Language change and linguistic reconstruction. Chicago: University of Chicago Press, 1960. • List, Johan-Mattis; Walworth, Mary; Greenhill, Simon; Tresoldi, Tiago; Forkel, Robert. “Sequence comparison in computational historical linguistics”. Journal of Language Evolution. 3.2. 130- 144. • Trask, Robert L. (Ed.) Dictionary of Historical and Comparative Linguistics. Chicago: Fitzroy Dearborn, 2001.
  25. Obrigado! tresoldi@shh.mpg.de

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