Upgrade to Pro — share decks privately, control downloads, hide ads and more …

Sermão

 Sermão

padre antonio vieira

Gean Felipe

July 16, 2014
Tweet

More Decks by Gean Felipe

Other Decks in Education

Transcript

  1. Tópicos Síntese sobre a temática do sermão Síntese do Texto

    Intertextualidade Análise Política e Social da Obra Análise da Linguagem Ideia proposta
  2. Síntese do texto Capítulo I O primeiro capítulo fala basicamente

    sobre o amor e o ódio. "O amor tem por objeto o bem, para o abraçar; o ódio tem por objeto o mal, para o fugir." O autor de como as aparências conseguem enganar perfeitamente ao homem, pois geralmente o mal anda bem vestido e o bem anda mal, e é ai que está o perigo. Mas esta afirmação, ainda hoje tão seguido, afim de resultar a igualdade e a justiça, é o maior e mais perigoso erro que a sabedoria divina criou para tentar reformar o mundo. No evangelho, cristo nos mandar amar também nossos inimigos, mas o que se acontece é que as pessoas amam a quem lhe amam e odeiam da mesma forma. "O desengano destes dois erros é o que eu determino pregar hoje, e ensinar, não às más, senão às boas vontades, como hão de saber amar, e como hão de saber aborrecer."
  3. Capítulo II "Amai vossos inimigos." Este segundo capítulo inicia-se com

    o Santo Agostinho afirmando que nem lendo todas as escrituras, não encontraríamos algo mais dificultoso que ter que amar ao nossos inimigos. E ainda nos faz refletir: "Se entre os homens se acham tão poucos que amem verdadeiramente a seus amigos, quão dificultosa e repugnante coisa será à natureza humana chegar a amar os próprios inimigos?" Ou seja, se já é difícil amarmos de forma verdadeira nossos amigos, imagina como sería amar nossos inimigos. Mas ao contrário do que ele disse, Padre Antônio afirma que basta lermos apenas um texto do evangelho paara encontrar algo tanto quanto ou mais dificultoso que amar a quem nos odeia. No livro de S. Lucas diz: "Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." Padre Antônio considera isso mais dificultoso. Finaliza o capítulo se perguntando qual dos preceitos é o pior: aborrecer a quem nos ama; ou amar a quem nos aborrece.
  4. Síntese do texto analisado Capítulo III Primeiro o autor afirma

    que amar a quem nos aborrece aparenta ser mais dificultoso, pois quando amamos a quem nos ama, predomina-se a vontade pela razão, já quando aborrecemos a quem nos aborrece, move- se o apetite pela ira, e os ímpetos da ira sempre são mais fortes que os impulsos da razão."Mais dificultoso é logo deixar de aborrecer a quem nos aborrece, que deixar de amar a quem nos ama, segundo o Padre. No segundo parágrafo do capítulo 3, afirma que por outra parte, é mais dificultoso aborrecer a quem nos ama, que amar a quem nos aborrece e prova: diz que amar a quem nos aborrece, é ser humano com quem não é ser humano conosco; aborrecer a quem nos ama, é ser cruel com quem não merece. Além disso, amar a quem nos aborrece, é ato de generosidade e aborrecer a quem nos ama, é ato de ingratidão. "E que coração haverá de ser tão irracional, de querer ser antes ingrato que generoso?" finaliza o capítulo concluindo que é mais dificultoso aborrecer
  5. Intertextualidade  "(...)E eu digo que para achar preceito e

    documento mais dificultoso, não é necessário ler toda a Escritura, porque basta só um texto do Evangelho. O mesmo Cristo que disse: Diligite inimicos vestros, diz assim no capítulo catorze de S. Lucas(Lc. 14,26): Quem não aborrece a seu pai e a sua mãe, a sua mulher e a seus filhos, a seusirmãos e a suas irmãs, e, o que é mais, a si mesmo, não pode ser meu discípulo.(...)”  "(...)o qual é certo e de fé, que paga uma nossa vontade com duas suas, a divina e a humana, tão fiel, tão constante, tão amoroso, que a todos os que o amam com verdadeiro amor, posto que limitado, ele não deixou jamais de amar com amor imenso e infinito. (Prov. 8, 17), diz o mesmo Cristo: Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.(...)"
  6. Análise Política e Social da Obra “Aperfeiçoa-nos a vontade com

    o ato mais heróico da caridade, que é o amor dos inimigos[...]”(pág.1) “Este ato, como tão singular da lei e tão próprio da profissão cristã, será o assunto único de todo o meu discurso[...]”(pág.1) “E, posto que a matéria do amor dos inimigos seja tão pregada e tão batida, o que determino tratar sobre ela é uma questão muito nova e muito própria deste lugar[...]”(pág.1)
  7. Análise Política e Social da Obra “E a questão ou

    dúvida é: se debaixo deste vós se entendem também as altezas e as majestades. As pessoas soberanas são superiores a toda a lei, e por isso será necessário examinar exatamente até onde se estende o preceito de Cristo, e resolver com a graça do mesmo Senhor, e sem lisonja de nenhum outro, se são obrigados também os reis a amar seus inimigos[...]”(pág.1)
  8. Análise Política e Social da Obra “Pois, não vês, ó

    rei sábio, a opressão e opressões do teu povo? Não ouves os gemidos dos pobres? Não te lastimam as lágrimas dos miseráveis? Não consideras que o nome de rei te obriga a ser pai dos vassalos? Não reconheces no seu mesmo sofrimento que todos te amam como filhos, e que, quando te aborreceram e foram teus inimigos, os deveras, contudo, amar? Onde está a proximidade? Onde está a humanidade? Onde está a caridade? Onde? Lá está, debaixo dos pés do rei, porque os reis não são sujeitos à caridade nem a suas leis[...]”´(pág.1 e 2)
  9. Análise Política e Social da Obra “Quem não tem amor

    para o amor, como há de ter amor para o ódio? Não há entre todos os corações humanos e entre todos os estados do mundo nem vontades mais desamoráveis que as soberanas, nem coisa mais oposta ao amor que a majestade[...]”(pág.2)
  10. Análise Política e Social da Obra “Como o amor dos

    vassalos é dívida, nem os reis ficam obrigados à paga, nem os vassalos têm ação para a desejar nem pedir. Daqui se segue aquela grande dor — por lhe não chamar injustiça — de que tenha mais ventura com os reis o servir que o amar, porque os serviços alguma vez são premiados, o amor nunca é correspondido. Não seriam as majestades majestades se se sujeitassem a amar. Por quê? Por outras duas razões da sua parte. Amar é inclinar-se à vontade primeiro, e depois render-se; e o render-se é contra a potência da majestade, o inclinar-se contra a soberania. Por isso disse bem quem lhe conhecia esta condição, que nem pode haver majestade com amor, nem amor com majestade[...]”(pág.2)
  11. Análise Política e Social da Obra “Tal é a sagacidade

    dos aduladores e sua potência. E tão tiranizadas andam entre eles as mesmas majestades aduladas, que não só lhes não dizem a verdade, nem querem que outros lha digam, mas afastam e lançam muito longe da corte a todos os que lha podem dizer. Não é isto manifesta tirania? [...]”(pág.13) “S. Pedro Damião e outros santos comparam os aduladores às sereias, as quais com a suavidade das suas vozes de tal modo encantavam os navegantes, que voluntariamente se lançavam e precipitavam às ondas, e se afogavam no mar em que elas viviam[...]”(pág.15)
  12. Análise Política e Social da Obra Conclusão Final da Análise

    (1) Mas eu vos digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio (Mt. 5,44). (2) Lembra-te homem que és pó (8) Amai a vossos inimigos (Mt. 5,44) (24) O homem que, quando fala ao seu amigo, usa de uma linguagem lisonjeira e fingida, arma uma rede aos seus passos (Prov. 29,5). (19) Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao teu próximo como a ti mesmo (Lc. 10,27).
  13. Análise da Linguagem FUNÇÃO DA LINGUAGEM Apelativa (ou conativa): centraliza-se

    no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos (termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético) e imperativo (quando o verbo indica uma ordem, um pedido, uma sugestão). NIVEL DE LINGUAGEM Linguagem Culta: Norma culta é um conjunto de padrões linguísticos rigorosos que definem o uso correto de uma língua. A norma culta é vista como uma linguagem erudita, utilizada por um grupo de pessoas de elite, que utilizam a língua portuguesa de forma culta. FIGURAS DE LINGUAGEM Pleonasmo: Repetição de uma ideia por meio de outras palavras. É utilizado como forma de ênfase e, além de ser figura de linguagem, é classificada como vício. A diferença entre a figura de linguagem e o vício de linguagem é simples: para ser figura de linguagem, o pleonasmo vem de forma intencional, para dar mais expressividade no texto, enquanto no vício vem como uma repetição não intencional e desnecessária.
  14. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há

    outro mandamento maior do que estes.” Marcos 12:31