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Painel Mensal da Agenda TGI (fevereiro/2024)

Painel Mensal da Agenda TGI (fevereiro/2024)

TGI Consultoria

February 27, 2024
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  1. Em resumo, as principais conclusões dos estudos são as seguintes:

    1. A aridez está aumentando em todo o país, exceto no Sul, devido ao aumento da evaporação associada ao aquecimento global. Ou seja, o clima está secando em muitos lugares do Brasil. 2. No caso específico do semiárido, essas regiões estão se expandindo de forma acentuada, com uma taxa média superior a 75 mil km². 3. Já no centro-norte da Bahia, pela 1ª vez, foi identificada uma região árida, ou seja, com uma escassez forte de chuvas. 4. Tudo isso indica que processos de desertificação, ou seja, a degradação de áreas semiáridas, podem se acelerar nas próximas décadas. Segundo os pesquisadores, até mesmo em outras regiões do país, como o Centro-Oeste. 5. Num país como o Brasil, esse é um dado preocupante, pois pode trazer impactos significativos para a produção de energia e agropecuária nacional.
  2. Há muitas maneiras de explicar os dois maiores conflitos no

    mundo hoje, mas minhas notas taquigráficas indicam que a Ucrânia quer se unir ao Ocidente e Israel quer se unir ao Leste Árabe — e a Rússia, com ajuda do Irã, tenta impedir os ucranianos, e o Irã e o Hamas tentam impedir os israelenses. Ainda que possam parecer muito diferentes, na realidade essas duas frentes de batalha têm muito em comum: refletem uma luta geopolítica titânica entre duas redes opostas de nações e atores não estatais cujos valores e interesses dominarão nosso mundo pós-pós- Guerra Fria — em seguida à relativamente estável era da Pax Americana/globalização iniciada com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o fim do bloco soviético, o maior rival dos Estados Unidos na Guerra Fria. Este momento geopolítico não é de nenhuma maneira trivial.
  3. O recorde nas receitas do governo federal em janeiro de

    2024, divulgado na 5ª feira (22.fev.2024), ainda não pode ser tomado como uma tendência de alta robusta na arrecadação, como alertam os próprios porta-vozes da Receita Federal. Serve, porém, para dar uma ideia, com o exemplo vivo de números concretos, da forma como se poderia obter uma virada nas contas públicas, rumo a um ajuste mais firme e duradouro. Há agora mais sinais de que isso seria possível, sem estrangular os gastos públicos, com a reversão de parte dos monumentais gastos tributários —renúncias ou deduções fiscais— que, por questões de justiça tributária ou impacto econômico reduzido, representam ônus pesados para a sociedade. O volume arrecadado no mês passado, R$ 280,6 bilhões, é recorde absoluto. O volume arrecadado no mês passado, R$ 280,6 bilhões, é recorde absoluto. Nunca a receita mensal do governo federal chegou nesse nível, desde que a série teve início, quase 30 anos atrás, em 1995. Parte do incremento veio de receitas “atípicas”, por exemplo, recolhimento de impostos de fundos exclusivos, que antes não eram taxados, e alguns titulares anteciparam pagamentos porque o governo deu incentivos para isso. Também contribuiu a reoneração dos combustíveis, que haviam sido dispensados de impostos naquele esforço do ex-presidente Bolsonaro de driblar a inflação e cabalar votos nas eleições presidenciais de 2022. Aos trancos e barrancos. Volume recorde de receitas federais em janeiro dá uma ideia da virada que pode acontecer nas contas públicas, escreve José Paulo Kupfer.
  4. Campelo Jr. pontua o que pesa para a melhora da

    confiança dos empresários brasileiros. Entenda: 1. Inflação controlada, câmbio estável e juros em queda: os indicadores econômicos contribuem para um cenário de estabilidade e um ambiente mais favorável aos negócios 2. Política monetária: A segurança numa política monetária que ontem foi mais uma vez confirmou novas quedas na Taxa Selic para as próximas reuniões, também vai melhorando o ânimo. Indústria e parte do comércio, principalmente, o de bens duráveis é muito dependente de crédito. Nesse sentido a redução contínua dos juros, que caiu pela quarta vez consecutiva ontem, é uma boa notícia 3. Cadeias de suprimentos globais se estabilizaram, encerrando um ciclo de escassez de matéria-prima iniciado na pandemia 4. Melhora da demanda e perspectiva de continue aquecida. O que já se reflete na redução dos estoques 5. Financiamento do BNDES para a indústria e a retomada de programas como Minha casa, minha vida para a construção também têm impacto positivos na visão dos negócios para os próximos meses 6. Redução das incertezas em relação a Reforma Tributária, que já está com o arcabouço desenhado, dependendo agora de regulamentação 7. Melhora no rendimento da população é um fator importante, especialmente, para construção civil 8. Cenário global: há perspectiva de uma recessão já está praticamente descartada 9. O que afasta a confiança do patamar do otimismo é a incerteza em relação a situação fiscal. Há muita dúvida sobre a capacidade do governo de atingir a meta do déficit zero e se poderá haver comprometimento, por exemplo, da capacidade de investimento do Estado
  5. Uma pesquisa Atlas Intel divulgada nesta terça-feira 6 aponta que

    52% dos brasileiros aprovam o desempenho do presidente Lula (PT), enquanto 43% o desaprovam e 6% não souberam responder. Na rodada anterior, de novembro de 2023, os índices eram, respectivamente 50%, 47% e 3%.
  6. Os gastos diretos das empresas brasileiras para evitar episódios de

    violência podem ser mensurados por meio dos custos com segurança patrimonial e seguros, sem contar as perdas causadas por roubos de produtos e equipamentos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que as companhias do País gastam, por ano, cerca de R$ 171 bilhões com segurança, o equivalente a 1,7% do PIB de 2022. O custo intangível é medido pela disposição à tomada de ações por indivíduos e empresas para evitar violência letal. Em relação ao PIB de 2022, o último com dados completos disponíveis, esses custos chegariam a R$ 252 bilhões ao ano.
  7. CONCLUSÕES 1. Continuam avançando as evidências das mudanças climáticas, com

    sérias consequências para as regiões de clima semiárido como é o caso do Nordeste brasileiro. 2. No que diz respeito à geopolítica internacional, os riscos aumentam com o maior gasto militar e número de conflitos bélicos das últimas décadas, inclusive com sofisticação tecnológica preocupante (drones), numa espécie de redesenho da Guerra Fria (2.0). 3. Este cenário bélico afeta, inclusive, as perspectivas de crescimento mundial com o complemento das incertezas da estabilidade chinesa, muito embora com queda da inflação dos EUA. 4. No Brasil, a economia recupera-se lentamente, ainda que em meio a um cenário fiscal que exige cuidados mas com melhora dos índices de confiança empresarial. 5. O que preocupa é a persistente polarização política não só nacional como também nos EUA com desdobramentos difíceis de prever, inclusive em relação ao Brasil. 6. Enquanto isso, o crime organizado avança no Brasil de modo acelerado e muito preocupante. 7. Já no que diz respeito à tecnologia, os avanços são tão acelerados como também bastante preocupantes porque sem regulação à vista.