da argumentação”, algo que pode ser conquistado a partir de forte formação intelectual. A questão central é que, de modo geral, a carga horária oferecida nos cursos de ensino superior tem sido insuficiente para fornecer esse subsídio intelectual.
por conta própria, de dentro da pessoa”. Trata-se de uma inspiração inerente, conquistada através de um estado de espírito latente em alguns jornalistas profissionais. Um complexo processo de elaboração mental dotado de potência, impulso e perseverança.
seja na primeira frase de um periódico online ou no primeiro bloco de um telejornal. Com responsabilidade e ética, o jornalista deve desenvolver expectativa em torno de um acontecimento, enriquecendo-o com dados e correlacionando-o a fatos semelhantes, anteriormente publicados.
estratégicas do grupo em que atua, buscando compreender tanto a linha editorial da empresa quanto a proposta do telejornal ou do periódico online para o qual está desenvolvendo determinado produto. Dentro de um mesmo grupo podem existir uma diversa gama de produtos, que visam audiências de diferentes contextos culturais, socioeconômicos e políticos.
Isso envolve tanto disposição psíquica quanto conhecimentos sobre os processos midiáticos e as práticas comunicacionais. Trata-se de um desafio para os profissionais que assumem múltiplas funções ou mesmo expedientes em mais de uma empresa.
diferentes realidade pode aguçar a sensibilidade de futuros jornalistas. Paralelamente, para exercer o poder argumentativo, podem frequentar bibliotecas, participar de cursos de atualização e estar em contato com outros profissionais. Quando o jornalista não é autodidata, considera-se saudável manter-se próximo do ambiente universitário e da pesquisa científica.
preciso desenvolver a cultura de que a formação universitária parece ser insuficiente. O respaldo acadêmico, formalismo do diploma e o valor simbólico de uma formação superior são essenciais,mas devem caminhar lado a lado com o aperfeiçoamento constante.
e cuidado ao manipular dados, informações falas de outras pessoas”. É preciso dedicar tempo para a apuração, assim como para os processos de seleção, exclusão, encobrimento e cuidado redobrado para não deturpar a informação a ser transformada em mercadoria – a notícia.
opinião pública tem gerado – cada vez menos, diga-se de passagem – o domínio das regras de conduta e comportamento dos indivíduos. Primeiramente interferindo em suas escolhas particulares, e consequentemente, constituindo a opinião da sociedade. Essa afirmação também alude a antiga consideração sobre o Jornalismo como “quarto poder”, em analogia aos poderes legítimos – Legislativo, Executivo e Judiciário.
In: Ser jornalista: a língua como barbárie e a notícia como mercadoria. São Paulo: Paulus, 2009. p. 65-69. ANDRES KALIKOSKE [email protected] FACEBOOK.COM/KALIKOSKE