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Branding no contexto digital

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Branding no contexto digital

Material das aulas de Arenas Digitais II do curso superior de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda do Bom Jesus/IELUSC. Apresentam-se conceitos sobre Branding na perspectiva da semiótica, com foco em expressividade e sensorialidade. Provocações sobre co-criação de marcas com base no Manifesto Open Source Branding da Isobar. Definições gerais sobre monitoramento nas redes sociais e sua importância para o planejamento de ações de comunicação. Estudo de caso das gigantes de tecnologia.

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João Menezes

March 03, 2016
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  1. ARENAS DIGITAIS E MÍDIAS SOCIAIS II 04. Branding no contexto

    digital Bom Jesus/IELUSC Comunicação Social com habitação em Publicidade e Propaganda João Menezes CC-BY-SA
  2. Lembram dessas discussões? ➔ Ciberespaço: Simulacro do tempo e do

    espaço; ➔ Inteligência artificial: Comunicação online distribuída de forma automatizada; ➔ Dados demográficos: Crescimento no uso de celulares; usuários multitarefa e multitelas; showrooming; diferenças de renda e faixa etária no acesso à Internet; uso primário para informação e diversão; ➔ Marketing: Apenas um, unificado, que se beneficia de um arsenal de estratégias digitais; plano estruturante de Marketing; ➔ Agentes digitais: Visão difusa entre agências e consultorias; necessidade de conectar-se aos desafios de negócio dos clientes.
  3. Percepção de marca ➔ PEREZ (2004) apresenta Branding no viés

    da expressividade e sensorialidade: ➔ "A base econômica dos países deslocou-se substancialmente do sistema produtivo para o consumo, movendo-se da racionalidade material para o plano do desejo e, portanto, para o campo da subjetividade." (PEREZ, 2004) ➔ "A marca representa a possibilidade de os produtos, mesmo que fugazmente, serem apreciados, reconhecidos e ocuparem na memória do consumidor um lugar um pouco mais seguro." (PEREZ, 2004)
  4. Suas causas são legítimas? ➔ "A alienação do espectador em

    proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo.” (DEBORD, 1976) ➔ “A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta. Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda a parte.” (DEBORD, 1976)
  5. MARCA E CONSUMIDOR Status: Em um relacionamento sério ➔ PEREZ

    (2004) afirma que: ➔ A marca identifica a origem do produto e protege o consumidor; ➔ Facilita a compra e reduz o tempo de decisão; ➔ Confere status diferenciado.
  6. Como expandir marcas? ➔ PEREZ (2004) detalha aspectos necessários para

    um crescimento saudável: ➔ Histórico de investimento institucional; ➔ Experiência prévia na utilização da marca em questão; ➔ Força da marca a segmentar; ➔ Adequação do posicionamento atual versus o planejado para o novo produto; ➔ Autoridade e notoriedade da marca. ➔ Extensão de linhas (múltiplas apresentações) ➔ Extensão de imagem (primariamente licensing)
  7. Reflexos no comportamento do consumidor ➔ "As marcas desencarnam dos

    produtos que lhe deram origem passando a significar algo muito além deles próprios. (...) Com as transformações na economia, os ativos intangíveis se tornaram importantes para as corporações. O consumo pelas classes C e D fizeram o mercado interno se reaquecer.” (MARTINS, 2006) ➔ O estudo da SECOM conclui: 71% dos entrevistados disseram confiar pouco ou nada nas notícias veiculadas nas redes sociais, blogs e sites. (SECOM, 2015) ➔ Com as mídias sociais, os consumidores se tornaram co-autores do Branding.
  8. Mídias digitais como serviço ➔ Para SANTOS (2015), você acorda

    e... ◆ checa temperatura, ◆ vê feeds, ◆ confere e-mails, ◆ lê notícias, ◆ pede táxi por aplicativo, ◆ compartilha corridas, ◆ usa o Google, ◆ combina encontros no WhatsApp, ◆ paga contas online, ◆ coloca o celular para carregar, ◆ publica selfies, ◆ … e vai dormir. Talvez você não tenha percebido, mas seu celular é quase seu amante.
  9. Mídias digitais como serviço ➔ “A intangibilidade faz com que

    seja mais difícil imaginar e desejar serviços do que mercadorias. Clientes que compram uma consultoria profissional de impostos não têm botões para girar ou apertar.” PEREZ (2004) ➔ “Para o cliente, a percepção do risco tende a ser mais elevada em relação aos serviços, porque eles não podem ser tocados, cheirados, provados ou experimentados antes da compra.” PEREZ (2004)
  10. Desafios de mercado ➔ Como podemos aproveitar a jornada do

    usuário para cativá-lo com nosso discurso de marca? De que modo nossa comunicação se adapta ao contexto de uso dos serviços digitais? (SANTOS, 2015) ➔ Como aproveitamos o comportamento do usuário em serviços como Spotify, Netflix, WhatsApp, Itaú Bike, Sem Parar, AirBnb, Catarse, 99Taxis, ReclameAqui, VoteNaWeb, Waze, Buscapé, Decolar.com, Google Docs… ➔ E se a publicidade não for o suficiente nas mídias digitais? Com quais estratégias podemos entregar educação, serviço e entretenimento?
  11. Marketing de interrupção ➔ "O marketing de interrupção está obtendo

    resultados menos expressivos. Intrometer-se entre a vontade do consumidor de ver um determinado conteúdo e o próprio conteúdo, como fazem pop-ups e comerciais de tevê, [fazem com que] quanto mais nos esforçamos para que o consumidor nos enxergue, mais geramos ruído na comunicação e tornamos cada vez mais difícil nos fazer notar." (ADOLPHO, 2011) ➔ "A palavra chave para curar a crise da atenção é relevância: anúncio no contexto certo, no momento certo". (ADOLPHO, 2011)
  12. Monitoramento como inteligência estratégica ➔ O “exército” das mídias digitais

    (SILVA et al., 2012): ◆ “ataque do concorrente”; ◆ “técnicas de defesa”; ◆ “minar o competidor”; ◆ “recrutar bons profissionais”; ◆ “local de batalha”... ➔ O estrategista deve sistematizar, coletar e analisar as informações para garantir ações rápidas, certeiras, com baixo custo e potencialmente eficientes.
  13. Contribuições do monitoramento ➔ Para SILVA et al. (2012), é

    possível usar monitoramento social para: ◆ informações diversas sobre a marca; ◆ reputação e classificação de sentimento; ◆ SAC e gestão de crises; ◆ retorno de investimento; ◆ mensuração da relevância; ◆ geolocalização; ◆ netnografia para estratégias de conteúdo; ◆ opinião pública; ◆ convergência; ◆ SEO; ◆ gestão do conhecimento.
  14. Ferramentas recomendadas ➔ Radian6: Ferramenta de monitoramento da Salesforce; ➔

    Google Trends: Permite explorar a popularidade de tópicos de busca; ➔ SocialBakers: Plataforma de análise de dados em mídias sociais; ➔ Google Analytics: Ferramenta gratuita para rastreio de visitas e fluxos; ➔ Iconosquare (Statigram): Análise de dados focada em Instagram; ➔ Hootsuite: Ferramenta para agendamento de publicações; ➔ Livebuzz: Plataforma de monitoramento e SAC online. ➔ Para visualizar relatórios, cadastre-se na conta gratuita do Livebuzz.
  15. Imagem x Reputação ➔ Para SILVA et al. (2012) há

    uma linha tênue entre imagem e reputação: ➔ Imagem: Obtida com o passar do tempo. Pode ser transformada à medida que reposicionamentos de marca são desenrolados; ➔ Reputação: Conquistada pela postura corporativa. Torna-se vantagem competitiva de mercado e auxilia no processo de escolha do consumidor. ➔ É possível melhorar a reputação ao prover visibilidade, transparência, distintividade, consistência e autenticidade.
  16. Contextualização ➔ O termo “engajamento” tem um perfil militar, sendo

    adotado pelo Marketing a partir do trabalho de Brian Solis no livro Engage (2010) (SILVA et at, 2012). ➔ NIELSEN (2006) estudou a “Desigualdade de participação”: 1% dos usuários em uma comunidade online contribuem efetivamente; 9% contribuem esporadicamente; 90% são passivos e fazem apenas o consumo do conteúdo. ➔ As comunidades têm nichos: compartilham interesses em comum, aceitam novos membros geralmente sem requisitos, não dependem de relacionamento prévio e permitem sobreposições (SILVA et al, 2012).
  17. Estude o conteúdo social das marcas Google, Microsoft, Apple e

    Mozilla e trace uma matriz comparativa. ➔ Quais redes sociais cada uma das marcas utiliza no Brasil? ➔ Quais produtos e serviços obtém mais destaque? ➔ Qual a classificação geral das interações dos consumidores nesses canais (positiva, negativa, neutra)? ➔ Quais aspectos da comunicação foram personalizados para o consumidor brasileiro? ➔ Esses marcas ofertam algum produto ou serviço que aproveite-se do ciberespaço? ➔ Quais suas percepções pessoais sobre cada uma delas? Trabalho em duplas ou trios.
  18. ADOLPHO, Conrado. Os 8Ps do Marketing Digital. São Paulo: Novatec,

    2011. AVELLAR, DUARTE. Internet no Brasil. 2016. Disponível em <http://www.avellareduarte.com.br/fases-projetos/conceituacao/demandas-do- publico/pesquisas-de-usuarios-atividades-2/internet-no-brasil-2015-dados-e-fontes/>. Acesso em 20/02/2016. DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. São Paulo: Coletivo Periferia, 2003. MARTINS, José R. Branding: Um manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas. Global Brands, 2006. NIELSEN, Jakob. Participation Inequality. Disponível em <https://www.nngroup.com/articles/participation-inequality/>. Acesso em 02/03/2016. PEREZ, Clotilde. Signos da Marca. São Paulo: Thomson, 2004. SANTOS, Marcelle. Planejamento Digital. São Paulo: ESPM, 2015. SECOM. Pesquisa brasileira de mídia 2015. Brasil: Presidência da República, 2014. Disponível em <http://www.secom.gov.br/atuacao/pesquisa/lista-de- pesquisas-quantitativas-e-qualitativas-de-contratos-atuais/pesquisa-brasileira-de-midia-pbm-2015.pdf>. Acesso em 20/02/2016. SILVA, Tarcízio; CARVALHO, Nino; MONTARDO, Sandra; CARVALHO, Cíntia. Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais. 2012. SOLIS, Brian. The Conversation Prism. Disponível em <https://conversationprism.com/>. Acesso em 02/03/2016. Referências e recomendações