Upgrade to Pro — share decks privately, control downloads, hide ads and more …

A Explosão do Jornalismo na Era Digital

A Explosão do Jornalismo na Era Digital

Andres Kalikoske

January 12, 2016
Tweet

More Decks by Andres Kalikoske

Other Decks in Education

Transcript

  1. Transformações tecnológicas, mercadológicas e sociais Fluxos de conteúdo em múltiplos

    suportes Cooperação entre múltiplos mercados midiáticos Comportamento migratório das audiências em busca de experiências O CONTEXTO COMUNICACIONAL
  2. O CONTEXTO COMUNICACIONAL HIERARQUIA DE SABERES INTELIGÊNCIA COLETIVA PARADIGMA ANALÓGICO

    PARADIGMA DIGITAL AUSÊNCIA DE INTERATIVIDADE CULTURA DA PARTICIPAÇÃO PÓLO DE PRODUÇÃO HEGEMÔNICO CULTURA DO REMIX CONSUMO GENERALISTA MERCADOS DE NICHO BAIXO GRAU DE CONVERGÊNCIA TRANSMÍDIA
  3. A EXPLOSÃO DO JORNALISMO Jornalismo digital é o nome dado

    ao jornalismo feito para a internet. Também recebe outras denominações, como jornalismo on-line, ciberjornalismo ou webjornalismo. O boom do jornalismo digital foi em meados da década de 1990, quando muitos jornais impressos perceberam a necessidade de manter uma versão online na rede mundial de computadores. Entre as suas principais características, estão: a hipertextualidade (narrativa que possibilita ao leitor/produtor construir o seu próprio caminho por meio de links); a multimidialidade (sincronia do texto, do som e da imagem em um só produto); a memória (forma dinâmica de acessar dados), a instantaneidade (capacidade de atualização contínua), a personalização (configuração de produtos jornalístico a partir de interesses individuais) e a interatividade (relações estabelecidas entre usuário-máquina, máquina-máquina e usuário-usuário). A EXPLOSÃO DO JORNALISMO
  4. A EXPLOSÃO DO JORNALISMO Trata-se de um processo constantemente aprimorado,

    desenvolvido em diferentes etapas. Na primeira geração, apenas disponibilizam na internet o conteúdo da versão impressa. Na segunda geração, passam a explorar características próprias do meio, como a hipertextualidade, e oferecem conteúdos exclusivos para versões digitais. Na terceira geração, produzem jornais exclusivamente para a web. Na era da convergência tecnológica, os meios de comunicação investem na integração de seus recursos humanos e materiais para prender a atenção do leitor/espectador/ouvinte/produtor e as práticas desenvolvidas no jornalismo digital são observadas pelas empresas do setor. Enquanto as redações dos jornais impressos são reduzidas, as das suas versões digitais, aos poucos, ganham novos profissionais que procuraram atender a demanda A EXPLOSÃO DO JORNALISMO
  5. CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMO DIGITAL a) Produto facilmente manipulável, sem estragos

    à matéria-prima; b) Passível de ser compartilhado a partir de plataformas digitais, sem onerar os mesmos recursos financeiros dos produtos físicos ou exigir uma cadeia de distribuição; c) Maleável em densidade, uma vez que é possível armazenar um elevado volume de informações convertidos em megabytes; d) passível de ser comprimido, caso a largura de banda disponível exija – inclusive, podendo haver compressão flexível, caso seja necessário comprimir a transmissão e recuperar sua forma original posteriormente, dispondo de maior qualidade; e) imparcial em seu aspecto técnico, ganhando mobilidade indiscriminada, uma vez interessa aos leitores digitais que o código binário seja processado em qualquer dispositivo.
  6. A IDEIA DE ‘QUINTO PODER’ Poder legislativo: se preocupa em

    elaborar ou modificar as leis. É composto pelos parlamentares, ou seja, os vereadores (municípios), os deputados estaduais (estados) e os deputados federais (país). Além deles, existe também o Senado, que é composto pelos senadores. Poder executivo: se preocupa em aplicar as leis e as políticas sociais. É representado pelos administradores, ou seja, os prefeitos (municípios), os governadores (estados) e pelo presidente (país). Poder judiciário: responsável por julgar os crimes e avaliar as leis, se elas são constitucionais ou não, isto é, se elas obedecem à Constituição Federal. É representado pelos juízes e desembargadores, sendo o único dos três poderes que não é eleito democraticamente pelo povo. A sua principal instância é o Supremo Tribunal Federal (STF).
  7. A IDEIA DE ‘QUINTO PODER’ Além dos poderes Executivo, Legislativo

    e Judiciário, a imprensa tem sido pensada como uma espécie de quarto poder, ao exercer o papel de fiscalização dos três poderes tradicionais. A ideia de quinto poder, ainda em construção, faz alusão às informações não hegemônicas que circulam em rede, algumas com elevado poder denunciativo, como as divulgadas pelo WikiLeaks.
  8. MASS SELF COMUNICATION Trata-se de uma nova forma de comunicação

    em massa - porém produzida, recebida e experienciada individualmente. Seu conceito é variável, mas geralmente diz respeito a circulação de informação não-hegemônicas em rede, desde sites até dispositivos portáteis. Um dos exemplos é o WikiLeaks, organização não governamental fundada em 2006 pelo ciberativista Julian Assange. Desde seu surgimento, na Austrália, o WikiLeaks desenvolveu plataformas para o envio anônimo de denúncias e informações não propagadas pela mídia tradicional. Por esse motivo, faz alusão ao “quinto poder” – o poder denunciativo. O site foi responsável pelo vazamento de documentos sobre crimes cometidos por norte-americanos nas guerras do Afeganistão e do Iraque. Como aliados, atraiu os meios tradicionais El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guardian e The New York Times, com o intuito de divulgar conteúdo secreto da diplomacia americana.
  9. LAURINDO LEAL FILHO Jornalista e Sociólogo, professor da USP “A

    ideia de um quarto poder, que seria exercido pela imprensa, ao fiscalizar os demais poderes está completamente ultrapassada. A imprensa – de um modo geral – tornou-se ela própria um poder muitas vezes mais poderoso que os três poderes da República. O executivo e o legislativo são renovados periodicamente e do judiciário cobra-se maior controle externo. Sobre a mídia, com seus enormes interesses políticos e econômicos, não há nenhum controle. Daí a necessidade de criarmos instituições sociais capazes de exercer esse papel que seria, talvez, de um quinto poder. A mídia alternativa – especialmente alguns sites na internet – já exercem esse papel. Torna-se necessário disseminá-lo para que seja exercido também por outras mídias.”
  10. REFERÊNCIAS RAMONET, Ignacio. A explosão do jornalismo na era digital:

    das mídias de massa à massa de mídias. São Paulo: Publisher, 2012. IHU On Line. Disponível em: <http://www.ihuonline.unisinos.br/ index.php?option=com_content&view=article&id=1712&secao=254> Enciclopédia Intercom de Comunicação. Disponível em: <http://www.ciencianasnuvens.com.br/site/wp- content/uploads/2013/07/Enciclopedia-Intercom-de-Comunica%C3%A7%C3%A3o.pdf>. ANDRES KALIKOSKE [email protected] FACEBOOK.COM/KALIKOSKE